Um passo atrás para outros adiante

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Cielo terá na sua recuperação o próximo desafio da carreira (crédito: Osvaldo F. – Contrapé)

César Cielo está fora do Mundial de Kazan. Certamente uma decepção para muitos e, além disso, para ele mesmo que se despede da Rússia sem uma única medalha e com um sexto lugar na final dos 50m borboleta, prova em que ele tem dois títulos mundiais seguidos. Por pouco, não ficou de fora da semifinal. Fez apenas o 14º tempo entre os 16 classificados, resultado muito aquém da expectativa.

A lesão que o obrigou a deixar o torneio é comum e começou ainda no seu período de preparação, na Holanda. Cielo deixou clara sua insatisfação com a preparação e com seu rendimento. Ele sabe que poderia ter sido melhor. “Meu anjinho da guarda está de parabéns pelo dia de hoje, estou brincando com fogo”, chegou a brincar.

Mas não dava para forçar. Foi algo necessário. A ordem é dar um passo atrás, esperar um pouco para realizar o devido tratamento para se recuperar e volta com o que tem de melhor. Estrutura ele terá para isso.

Afinal, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro se aproximam. Falta apenas um ano até lá e muita coisa pode acontecer nestes meses que antecedem os Jogos.

Este período é mais do que suficiente para Cielo se recuperar de uma lesão que não é grave. É hora de ter a cabeça no lugar e não tirarmos conclusões precipitadas.

Querer encontrar motivos para sua lesão, agora, é forçar a barra. A preparação foi boa e feita em consenso com todos os profissionais da equipe particular do nadador do Minas. Podia acontecer com qualquer um, é algo corriqueiro, mas que veio na hora errada.

Cielo, certamente, deve estar pensando no que poderia ter feito de diferente para evitar o incidente. Agora é tarde demais para voltar no tempo e lamentar. É hora de olhar para frente.

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Sem complô: arbitragem brasileira erra por falta de estrutura, profissionalização e capacidade

Renato Pizzuto

Escalação de Luiz Flávio de Oliveira (SP) para apitar Corinthians e Sport foi apenas um dos erros da Comissão de Arbitragem (crédito: Renato Pizzuto)

Quando os erros de arbitragem se destacam mais do que deveriam, é porque há algo errado. E esta rotina insiste em aparecer no cenário do futebol brasileiro, ano após ano. É sabido que o nível técnico de quem comanda as partidas, é sofrível. E não falta time que se sente prejudicado.

A falta de profissionalização contribui, em grande parte para isso, uma vez que não existe remuneração adequada, estrutura, investimento e preparação para quem entra em campo com uma importância similar à dos jogadores. Qualquer deslize pode ser fatal. E eles estão aparecendo além da conta e gerando controvérsias de vários lados. O pior de tudo é a desconfiança que aparece, fazendo muitos acreditarem em esquemas de manipulação. Deixo esse discurso para os torcedores e mais do que palavras são necessárias para se provar qualquer tipo de roubalheira.

Em momentos decisivos do Campeonato Brasileiro, não tarda para que os erros comecem a aparecer, beneficiando uns e prejudicando tantos outros. A bola da vez, coincidência ou não, é o Corinthians, que tem sido favorecido nas últimas rodadas.

O time paulista não teve um pênalti marcado contra sua meta diante do São Paulo e viu o Avaí ter um gol legal anulado no último domingo. Contra o Sport, achei pênalti do defensor pernambucano, para não falar que o time é beneficiado em todos os momentos.

Atlético, Flamengo e São Paulo são apenas alguns dos times que reclamam da arbitragem. O Atlético, que perdeu a liderança para o Corinthians na última rodada, não teve um pênalti marcado a seu favor contra o Grêmio e viu o gol da derrota contra a Chapecoense nascer de um lance irregular. Na minha visão, os erros acontecem contra praticamente todos os times do campeonato.

Não quero acreditar que exista um complô. O que vejo é a falta de capacidade dos árbitros, que são ruins e tem a preparação deficiente contribuindo para erros sequenciais. Em boa parte dos lances, eles estão mal posicionados e não mostram a confiança necessária para uma marcação que deveria ser mais efetiva.

Clubes que se sentem prejudicados devem protestar e protocolar reclamações na Comissão de Arbitragem, órgão responsável pelas escalas e preparação dos árbitros. Algo deve ser feito por eles, que acabam sendo lesados por terceiros, vendo resultados positivos ficarem pelo caminho por falhas clamorosas. A Comissão, para piorar, força a barra em algumas decisões, como ao escalar um árbitro paulista para apitar Corinthians e Sport. Desnecessário, imprudente e irresponsável.

Passou da hora. Não é segredo para ninguém que uma mudança drástica na arbitragem é necessária e este caminho passa pela profissionalização. Para isso, acredito que é preciso romper a estrutura no formato da Comissão de Arbitragem. E isso depende da CBF. Enquanto os atuais diretores por lá permanecerem, vamos continuar convivendo com escândalos dentro de campo. Lances que são considerados fáceis se transformam em uma bola de neve de erros.

Até uma realidade diferente aparecer, vamos continuar convivendo com erros, denúncias de favorecimento, perda contínua de credibilidade e o pior: resultados das partidas sendo definidos por quem deveria ter um papel que passa longe de ser o protagonista.

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Tiro no pé da Comissão de Arbitragem

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Luiz Flávio poderia ter sido poupado pelos responsáveis pelo apito brasileiro. 
Crédito: Porthus Júnior/Agência RBS

Queria somente entender o motivo que fez a Comissão de Arbitragem a escalar um árbitro de São Paulo para comandar o jogo entre Corinthians e Sport. O bom momento que vive os dois times, fazendo o jogo ganhar ainda mais importância, é apenas um detalhe.

Tal fato não poderia ter acontecido em nenhuma situação. Temos boas, mas não muitas, opções de árbitros com condições de atuar em duelo deste nível.

Antes mesma da bola rolar, as reclamações já apareceram. A exposição feita pela Comissão foi desnecessária, um tiro no pé, que dificilmente poderá ser justificado.

A pressão sobre Luiz Flávio de Oliveira foi inevitável. Erros para qualquer um dos lados gerariam afirmações que poderiam até não ter cabimento mas que não deixariam de passar pela cabeça de quem acompanha futebol. De novo, repito. Qual a necessidade?

O saldo do jogo foi um pênalti no final do jogo, que foi marcado a favor do Corinthians, que vê, novamente, seu nome ligado à ajuda da arbitragem para vencer partidas. A Comissão poderia ter poupado os dois times e o árbitro, que certamente não seria perdoado em caso de erros crassos. A ‘geladeira’, que poderia vir, seria culpa do árbitro, pelos erros cometidos?

Ou da Comissão que jogou uma bomba no colo de Luiz Flávio em momento inoportuno? Situação que poderia ser evitada e que foi forçada pelos responsáveis, por motivos que não entram na minha cabeça.

O pensamento de que a sujeira ‘come solta’ no futebol brasileiro tem, em decisões como esta, parte de seus fundamentos.

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Se os resultados do Pan tivessem acontecido em Londres…

Confira qual seria o saldo dos brasileiros que foram ouro no Pan, caso seus rendimentos tivessem se repetido em Londres. (dados feito até a quinta-feira, 23
de julho)

Vela – Saldo: dois ouros

Ouro com Ricardo Winicki, o Bimba, na categoria RS masculina. Bimba, 7º do mundo, venceu David Mier y Teran, do México (49 do ranking mundial) e o argentino Mariano Reutemann (25 do ranking mundial) – não representativo em termos olímpicos

Ouro com Patrícia Freitas, na categoria RS feminina. Patrícia, 11ª do ranking mundial, venceu Demita Vega, do México (23 do ranking mundial) e Marion Lepert,
dos EUA (44 do ranking mundial)

Tênis de mesa masculino. Saldo: um ouro
Tricampeão pan-americano por equipes com Hugo Calderano, Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi. Na final, venceu Paraguai. Sem representatividade em termos
olímpicos

Patinição Artística. Saldo: um ouro

Ouro Marcel Stümer, tetracampeão do Pan-Americano. Modalidade não faz parte dos Jogos Olímpicos de Verão

Judô. Saldo: cinco ouros

David Moura, 12º do ranking mundial. Venceu equatoriano Freddy Figueroa, 38º do ranking. Sem representatividade em termos olímpicos

Érika Miranda, 4ª do ranking mundial. Superou a canadense Ecaterina Guica, 30º do ranking. Sem representatividade em termos olímpicos

Tiago Camilo, 20º do ranking mundial. Venceu o cubano Asley Gonzalez, 9º do ranking. Existe representatividade pelo fato do cubano estar no top 10

Charles Chibana, 14º do ranking mundial. Venceu canadense Antoine Bouchard, 16º do ranking mundial. Sem representatividade em termos olímpicos.

Luciano Corrêa, 15º do ranking mundial. Superou canadense Marc Deschenes, 50º do ranking. Sem representatividade em termos olímpicos.

Atletismo. Saldo: um ouro

Juliana dos Santos venceu a prova dos 5.000, com tempo de 15min45s97. Ela ficaria em 33º lugar em Londres 2012. Campeã na última edição foi a etíope Meseret
Defar, com 15min04s25. Sem representatividade em termos olímpicos.

Ginástica. Saldo: um ouro

Arthur Zanetti fez 15,725 em Toronto. Este resultado o deixaria em quarto lugar em Londres, atrás dele mesmo, que foi campeão na oportunidade com uma nota
15.900. Atrás, vieram o chinês Chen Yibing, com 15.800 e o italiano Matteo Morandi, com 15.733.

Tiro Esportivo. Saldo: três ouros

Critérios de pontuação mudaram nos últimos anos. Mas, o rendimento de Wu em Toronto o deixaria entre os três melhores em nove das 12 competições do ciclo
olímpico já realizadas até então.

Luta olímpica. Saldo: um ouro

Na categoria até 58kg, Joice Silva, 5ª do ranking mundial, teve um resultado histórico, colocando o Brasil no lugar mais alto do pódio, na sua modalidade, entre mulheres, pela primeira vez. No entanto, se formos analisar as principais adversárias do mundo, boa parte delas da Europa e Leste Europeu, seu resultado teve pouco representantividade em termos olímpicos. Venceu na final a cubana Yakelin Estornell, que não está entre as top 10 da modalidade. Sem representatividade em termos olímpicos.

Pentathlo moderno. Saldo: um ouro

Yane Marques foi ouro em Toronto com 1348 pts. Em Londres, este resultado lhe daria uma prata com 1335 pontos, superando sua marca, que a fez alcançar um
inédito pódio olímpico na última edição, em 2012. Nesta oportunidade, ela fez 5.340 pontos. A mudança no critério, a partir de 2013, fez os resultados de
2012 serem divididos por quatro na comparação com o quadro atual.

Levantamento de peso. Saldo: um ouro

Fernando Reis levou o título inédito, em Toronto, na categoria superior aos 105 kg, depois de levantar 427kg. Em Londres, ele ficou na 12ª posição. Apesar dos resultados exatos não estarem especificados no site dos Jogos de 2012, Fernando teria um longo caminho pela frente para ser medalhista de ouro em Olimpíada, tendo como base o recorde mundial. Em 2000, em Sydney 2000, o iraniano Hossein Rezazadeh levantou 472,5kg e bateu um novo recorde Olímpico e mundial, que dura até hoje na categoria. Sem representatividade em termos olímpicos.

Canoagem. Saldo: três ouros

Em sua estreia em Pan-Americanos, a brasileira Ana Sátila garantiu a primeira medalha de ouro da história do país no esporte, com o tempo de 113s91. Se o tempo fosse feito em Londres, ela ficaria na sétima posição, o que poderia ser considerado um bom resultado para uma atleta que estaria fazendo sua estreia em Jogos Olímpicos.

Já Isaquias Queiroz faria história. O resultado que lhe deu o ouro em Toronto também o colocaria no lugar mais alto do pódio em Londres, na categoria c1-200m, com o tempo de 39s991, superando o campeão olímpico da Ucrânia Yuriy Cheban, que marcou 42s291.
Na categoria C1-1000m, ele fez o tempo de 4min07s866, resultado que lhe deixaria longe da final, que conta com a presença dos oito melhores colocados.

Natação. Saldo: 10 medalhas.

A modalidade retorna como a que deu maior número de medalhas ao Brasil. No entanto, o nível dos próprios adversários no Pan era outro. Os EUA, por exemplo, não foram com o que tinham de melhor. Na Olimpíada, o quadro será bastante diferente.

Etiene Medeiros. O tempo de 59s61, nos 100m costas, que lhe deu o Ouro em Toronto, a deixaria em oitavo lugar, indo para a final.

Léo de Deus – campeão do Pan nos 200m borboleta com o tempo de 1m55s01. Em Londres, ficaria em quinto lugar.

Felipe França – tempo de 59s21 nos 100m peito no Pan o deixaria com o bronze em Londres.

Thiago Simon – tempo de 2m09s82 nos 200m peito no Pan o deixaria fora da final, que conta com oito atletas

Brandonn Almeida – tempo nos 400m medley de 4min14s47 o deixaria em 10º em Londres.

João de Lucca – tempo de 1min46s42 nos 200m livre o deixaria em quinto lugar.

4x200m livre masculino – tempo de 7min11s15 deixaria a equipe em sétimo lugar.

4x100m livre masculino – tempo de 3min13s66 deixaria a equipe em sétimo lugar.

4x100m medley masculino – tempo de 3min32s68 deixaria o Brasil na quinta posição em Londres.

Henrique Rodrigues – 200m medley – tempo de 1min57s06 lhe daria um quinto lugar em Londres.

Ginástica Rítmica. Saldo: Dois ouros.

Por equipe – nota de 15.433 e 15.000 no cinco fitas. Critérios diferentes não permitem comparação.

Caratê. Saldo: dois ouros.
Douglas Brose, atual líder do ranking mundial, confirmou seu favoritismo, na categoria até 60kg ao vencer o venezuelano Jovanni Martinez. No entanto, o adversário batido é apenas o 32º do ranking mundial.

No feminino, Valeria Kumizaki, sétima do ranking, foi vitoriosa na final da categoria até 55 kg, ao derrotar na luta final a canadense Kate Campbel, número 23 do mundo.

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Saldo do Pan: nem tão céu, nem tão inferno

isa     Isaquias Queiroz deixou concorrentes e chegará no Rio como candidato ao ouro (crédito: Divulgação)

Quem acompanha um pouco o mundo esportivo, sabe bem que os Jogos Pan-Americanos não possuem o mesmo nível de uma Olimpíada. Países como EUA e Canadá não
levam suas principais equipes em boa parte das modalidades, como a natação. E mesmo assim, superam os rivais na maioria das provas. Consequência do forte trabalho de base que fazem, desde o período escolar.

Apesar da terceira posição conquistada pelo Brasil com 41 ouros, é preciso ter cautela na hora de fazer a comparação com um bom rendimento em Jogos Olímpicos. A meta de ficar em terceiro lugar no quadro de medalhas no Pan foi atingida e ficamos à frente de Cuba pela primeira vez em 48 anos, dois fatos que não podem ser ignorados. Um trabalho sério está sendo feito pelo COB e é preciso enaltecer quando resultados positivos aparecem.

Alguns podem duvidar da forma como isso acontece, com a presença de jogadores naturalizados que acabam fazendo a diferença no resultado final nas quadras ou
piscinas. Na minha opinião, não vejo essa atitude como correta, até pela pouco relação que parte destes atletas possui com o Brasil. Não será a mesma coisa conseguir ficar entre os top 10 no Rio 2016 com medalhas vindas de esportes onde metade do grupo é nascido fora do Brasil. Mas isso é um outro assunto.

Da mesma forma que o resultado do Pan não merece ser colocado no maior patamar possível, também não podemos desmerecer o mérito de quem lá esteve e fez tudo
o que podia para fazer bonito. Deu gosto ver a alegria dos jogadores do handebol masculino comemorando o ouro sobre a Argentina. Ficou claro que os caras
deixaram tudo o que podiam e o lugar mais alto do pódio foi merecido.

O Pan também serviu para apresentar nomes de modalidades que não possuem grande representatividade no cenário nacional. Exemplos vieram no caraté, com Douglas Brose e Valeria Kumikazi e no tiro esportivo com Felipe Wu. Quem sabe alguns deles não nos surpreendem ano que vem, dentro de casa? O resultado do Pan pode ser um bom indício de um futuro próximo.

Além disso, um outro saldo da competição em Toronto foi a motivação extra para atletas que foram bem, no ano que antecede a Olimpíada. A canoísta Ana Sátila
parte para sua segunda Olimpíada com apenas 20 anos. No Canadá, ela levou um ouro e uma prata. Isaquías Queiroz confirmou o bom momento e saiu de lá com dois
ouros, reafirmando seu nome entre os principais do mundo na modalidade.

Ano que vem, veremos de verdade qual foi o saldo do Pan. Apesar de achar que a competição serve como uma boa preparação para a grande maioria dos atletas, o
nível será outro no Rio de Janeiro e precisaremos de muito trabalho para garantir a presença no top 10 do quadro de medalhas. Não nos iludamos com os bons
resultados no Pan, mas também não ignoremos as conquistas que vieram e que poderão se repetir em breve.

Levantamento feito e publicado nesta segunda-feira por mim, no Jornal O Tempo, mostra que dos ouros obtidos pelo Brasil, somente três deles colocariam o país no pódio, caso os mesmos desempenhos fossem obtidos em Londres 2012. Algo que nos fez refletir e ver a real diferença entre as maiores competições esportivas do mundo.

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Prestando continência

Geoff Robins AFP

Charles Chibana foi um dos que fez questão de agir de acordo com as regras militares (crédito: Geoff Robins/AFP)

Há quanto tempo não escrevo por aqui…

Com Olimpíada chegando, está mais do que na hora de reativar de vez.

Nesta ‘reabertura’, gostaria de falar sobre uma das polêmicas neste Pan. Muitos atletas brasileiros comemoram sua subida ao pódio batendo continência. Todos os que fizeram questão de agir de tal forma são militares e tem a ajuda das Forças Armadas na sua formação como atletas.

Em relação à minha opinião, não gosto e acho desnecessário. Acho que seria a situação ideal para ser feita em Jogos Militares, o que não é o caso. O que acho estranho é que nada disso havia acontecido em edições anteriores de Pan ou outras competições internacionais. Por que somente agora?

Mas cada um faz o que quer e não me vejo no direito de dizer se a atitude está certa ou errada. Posso não concordar, mas é preciso respeitar.

Até porque sei das dificuldades que passam a maior parte dos atletas de esportes especializados. Toda ajuda é bem-vinda, ainda mais um suporte de bom nível como é o militar, fornecendo bons centros de treinamento e dando a eles uma disciplina que acaba tendo seu valor.  Além disso, eles recebem salário, 13º, plano de saúde, atendimento médico, odontológico, fisioterápico, alimentação e alojamento. Não é pouca coisa.

Dos 590 atletas que representam o Brasil no Pan, 123 são militares, um número considerável.

A judoca Mayra Aguiar admitiu que ela e muitos outros foram orientados para tal, outra coisa que não concordo. Ali cada um deve agir como quiser, espontaneamente. Se eles não tivessem recebido esta orientação, acho pouco provável que o ato aconteceria.

Querendo ou não, trata-se de um ato legítimo em sinal de respeito à pátria. A organização do Pan já afirmou que nada irá fazer, pois não há indícios políticos ou religiosos no gesto. No entanto, muitos afirmam que trata-se sim de um ato político, a favor das organizações militares, que não representam todas as pessoas de uma nação.

Na Olimpíada, é provável que haja uma proibição sobre tal gesto, para evitar qualquer tipo de polêmica ou interferência.

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Sistema usado na Copa do Brasil mostra futuro do vôlei nacional

Emerson Shiromaru mostra sistema para representantes dos times da Copa Brasil; avanços e ideias foram discutidos

Emerson Shiromaru mostra sistema para representantes dos times da Copa Brasil; avanços e ideias foram discutidos (Crédito: Douglas Magno)

Estive no último final de semana em Campinas para as semifinais e final da Copa Brasil de vôlei masculino. Muito mais que a cobertura, estar inloco em um evento como este proporciona a abertura ou estreitamento de contatos e a aproximação com muita gente do meio.

Um dos privilégios que tive foi de conversar e ter a opinião solicitada sobre a tecnologia da Penalty, que detecta única e exclusivamente bola dentro e fora. Sou muito a favor da utilização, que foi bem aceita pelos envolvidos diretamente.

Em reunião na quinta-feira, dia das semifinais, representantes dos times e da empresa responsável pela criação do aparelho, discutiram ideias e avanços que podem surgir nos próximos anos. Um deles seria de desenvolver o sistema, que detectaria outras jogadas, como toque no bloqueio. A prioridade inicial, apontada por muitos técnicos, foi de pôr fim nas decisões de bola dentro e fora, como bem explicou Emerson Shiromaru, gerente da Cambuci, que desenvolveu a ideia de Roberto Stefano, sócio fundador da Penalty.

Quando a bola atinge o solo fora da quadra, uma luz vermelha aparece para o árbitro em um ipod na sua cabine. Comissões técnicas e até a torcida podem ter acesso à informação em um futuro, fazendo do jogo um entretenimento ainda mais interessante, com o público participando mais ativamente da partida.

O mais importante nesta questão toda é a disciplina do jogo. Mesmo com o jogador ‘tendo certeza’ de que uma bola foi fora, o aparelho teve capacidade de 97% de precisão. É, praticamente, impossível, algum tipo de erro, diminuindo o número de reclamações e de incômodo do atleta. Desta forma, fica menos complicado para o árbitro controlar a partida, que muitas vezes toma um rumo difícil depois que jogadores e técnicos ficam descontrolados após marcações. Com esta tecnologia, não há dúvida.

O que pode gerar dúvidas são outros lances, que já estão na pauta da Cambuci para serem analisados em tempo real. Apesar de o sistema ter apresentado algumas falhas na quinta-feira, no sábado, dia da final, ele funcionou em sua plenitude.

Cebola, gerente do Minas, afirmou que seria perfeito um sistema que detectasse um toque no bloqueio, por exemplo, em tempo real, sem a necessidade de paralisação do jogo, como acontece com o videocheck que foi usado nos Mundiais do ano passado. Interromper o jogo deixa a partida mais chata, obrigando os jogadores a esperarem uma decisão do segundo árbitro, que virá apos sua própria interpretação de um vídeo. Com a tecnologia, a sinalização aparece e não há o que discutir, não dando margem para uma visão pessoal, que pode errar em algumas situações.

Shiromaru informou que a CBV se mostrou aberta a utilizar a tecnologia na Superliga e isso seria de grande importância para o crescimento da Superliga. O torneio ganharia muito com a presença de tecnologia, que já acontece nas ligas italiana e polonesa com o videocheck.

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