Se os resultados do Pan tivessem acontecido em Londres…

Confira qual seria o saldo dos brasileiros que foram ouro no Pan, caso seus rendimentos tivessem se repetido em Londres. (dados feito até a quinta-feira, 23
de julho)

Vela – Saldo: dois ouros

Ouro com Ricardo Winicki, o Bimba, na categoria RS masculina. Bimba, 7º do mundo, venceu David Mier y Teran, do México (49 do ranking mundial) e o argentino Mariano Reutemann (25 do ranking mundial) – não representativo em termos olímpicos

Ouro com Patrícia Freitas, na categoria RS feminina. Patrícia, 11ª do ranking mundial, venceu Demita Vega, do México (23 do ranking mundial) e Marion Lepert,
dos EUA (44 do ranking mundial)

Tênis de mesa masculino. Saldo: um ouro
Tricampeão pan-americano por equipes com Hugo Calderano, Thiago Monteiro e Gustavo Tsuboi. Na final, venceu Paraguai. Sem representatividade em termos
olímpicos

Patinição Artística. Saldo: um ouro

Ouro Marcel Stümer, tetracampeão do Pan-Americano. Modalidade não faz parte dos Jogos Olímpicos de Verão

Judô. Saldo: cinco ouros

David Moura, 12º do ranking mundial. Venceu equatoriano Freddy Figueroa, 38º do ranking. Sem representatividade em termos olímpicos

Érika Miranda, 4ª do ranking mundial. Superou a canadense Ecaterina Guica, 30º do ranking. Sem representatividade em termos olímpicos

Tiago Camilo, 20º do ranking mundial. Venceu o cubano Asley Gonzalez, 9º do ranking. Existe representatividade pelo fato do cubano estar no top 10

Charles Chibana, 14º do ranking mundial. Venceu canadense Antoine Bouchard, 16º do ranking mundial. Sem representatividade em termos olímpicos.

Luciano Corrêa, 15º do ranking mundial. Superou canadense Marc Deschenes, 50º do ranking. Sem representatividade em termos olímpicos.

Atletismo. Saldo: um ouro

Juliana dos Santos venceu a prova dos 5.000, com tempo de 15min45s97. Ela ficaria em 33º lugar em Londres 2012. Campeã na última edição foi a etíope Meseret
Defar, com 15min04s25. Sem representatividade em termos olímpicos.

Ginástica. Saldo: um ouro

Arthur Zanetti fez 15,725 em Toronto. Este resultado o deixaria em quarto lugar em Londres, atrás dele mesmo, que foi campeão na oportunidade com uma nota
15.900. Atrás, vieram o chinês Chen Yibing, com 15.800 e o italiano Matteo Morandi, com 15.733.

Tiro Esportivo. Saldo: três ouros

Critérios de pontuação mudaram nos últimos anos. Mas, o rendimento de Wu em Toronto o deixaria entre os três melhores em nove das 12 competições do ciclo
olímpico já realizadas até então.

Luta olímpica. Saldo: um ouro

Na categoria até 58kg, Joice Silva, 5ª do ranking mundial, teve um resultado histórico, colocando o Brasil no lugar mais alto do pódio, na sua modalidade, entre mulheres, pela primeira vez. No entanto, se formos analisar as principais adversárias do mundo, boa parte delas da Europa e Leste Europeu, seu resultado teve pouco representantividade em termos olímpicos. Venceu na final a cubana Yakelin Estornell, que não está entre as top 10 da modalidade. Sem representatividade em termos olímpicos.

Pentathlo moderno. Saldo: um ouro

Yane Marques foi ouro em Toronto com 1348 pts. Em Londres, este resultado lhe daria uma prata com 1335 pontos, superando sua marca, que a fez alcançar um
inédito pódio olímpico na última edição, em 2012. Nesta oportunidade, ela fez 5.340 pontos. A mudança no critério, a partir de 2013, fez os resultados de
2012 serem divididos por quatro na comparação com o quadro atual.

Levantamento de peso. Saldo: um ouro

Fernando Reis levou o título inédito, em Toronto, na categoria superior aos 105 kg, depois de levantar 427kg. Em Londres, ele ficou na 12ª posição. Apesar dos resultados exatos não estarem especificados no site dos Jogos de 2012, Fernando teria um longo caminho pela frente para ser medalhista de ouro em Olimpíada, tendo como base o recorde mundial. Em 2000, em Sydney 2000, o iraniano Hossein Rezazadeh levantou 472,5kg e bateu um novo recorde Olímpico e mundial, que dura até hoje na categoria. Sem representatividade em termos olímpicos.

Canoagem. Saldo: três ouros

Em sua estreia em Pan-Americanos, a brasileira Ana Sátila garantiu a primeira medalha de ouro da história do país no esporte, com o tempo de 113s91. Se o tempo fosse feito em Londres, ela ficaria na sétima posição, o que poderia ser considerado um bom resultado para uma atleta que estaria fazendo sua estreia em Jogos Olímpicos.

Já Isaquias Queiroz faria história. O resultado que lhe deu o ouro em Toronto também o colocaria no lugar mais alto do pódio em Londres, na categoria c1-200m, com o tempo de 39s991, superando o campeão olímpico da Ucrânia Yuriy Cheban, que marcou 42s291.
Na categoria C1-1000m, ele fez o tempo de 4min07s866, resultado que lhe deixaria longe da final, que conta com a presença dos oito melhores colocados.

Natação. Saldo: 10 medalhas.

A modalidade retorna como a que deu maior número de medalhas ao Brasil. No entanto, o nível dos próprios adversários no Pan era outro. Os EUA, por exemplo, não foram com o que tinham de melhor. Na Olimpíada, o quadro será bastante diferente.

Etiene Medeiros. O tempo de 59s61, nos 100m costas, que lhe deu o Ouro em Toronto, a deixaria em oitavo lugar, indo para a final.

Léo de Deus – campeão do Pan nos 200m borboleta com o tempo de 1m55s01. Em Londres, ficaria em quinto lugar.

Felipe França – tempo de 59s21 nos 100m peito no Pan o deixaria com o bronze em Londres.

Thiago Simon – tempo de 2m09s82 nos 200m peito no Pan o deixaria fora da final, que conta com oito atletas

Brandonn Almeida – tempo nos 400m medley de 4min14s47 o deixaria em 10º em Londres.

João de Lucca – tempo de 1min46s42 nos 200m livre o deixaria em quinto lugar.

4x200m livre masculino – tempo de 7min11s15 deixaria a equipe em sétimo lugar.

4x100m livre masculino – tempo de 3min13s66 deixaria a equipe em sétimo lugar.

4x100m medley masculino – tempo de 3min32s68 deixaria o Brasil na quinta posição em Londres.

Henrique Rodrigues – 200m medley – tempo de 1min57s06 lhe daria um quinto lugar em Londres.

Ginástica Rítmica. Saldo: Dois ouros.

Por equipe – nota de 15.433 e 15.000 no cinco fitas. Critérios diferentes não permitem comparação.

Caratê. Saldo: dois ouros.
Douglas Brose, atual líder do ranking mundial, confirmou seu favoritismo, na categoria até 60kg ao vencer o venezuelano Jovanni Martinez. No entanto, o adversário batido é apenas o 32º do ranking mundial.

No feminino, Valeria Kumizaki, sétima do ranking, foi vitoriosa na final da categoria até 55 kg, ao derrotar na luta final a canadense Kate Campbel, número 23 do mundo.

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Saldo do Pan: nem tão céu, nem tão inferno

isa     Isaquias Queiroz deixou concorrentes e chegará no Rio como candidato ao ouro (crédito: Divulgação)

Quem acompanha um pouco o mundo esportivo, sabe bem que os Jogos Pan-Americanos não possuem o mesmo nível de uma Olimpíada. Países como EUA e Canadá não
levam suas principais equipes em boa parte das modalidades, como a natação. E mesmo assim, superam os rivais na maioria das provas. Consequência do forte trabalho de base que fazem, desde o período escolar.

Apesar da terceira posição conquistada pelo Brasil com 41 ouros, é preciso ter cautela na hora de fazer a comparação com um bom rendimento em Jogos Olímpicos. A meta de ficar em terceiro lugar no quadro de medalhas no Pan foi atingida e ficamos à frente de Cuba pela primeira vez em 48 anos, dois fatos que não podem ser ignorados. Um trabalho sério está sendo feito pelo COB e é preciso enaltecer quando resultados positivos aparecem.

Alguns podem duvidar da forma como isso acontece, com a presença de jogadores naturalizados que acabam fazendo a diferença no resultado final nas quadras ou
piscinas. Na minha opinião, não vejo essa atitude como correta, até pela pouco relação que parte destes atletas possui com o Brasil. Não será a mesma coisa conseguir ficar entre os top 10 no Rio 2016 com medalhas vindas de esportes onde metade do grupo é nascido fora do Brasil. Mas isso é um outro assunto.

Da mesma forma que o resultado do Pan não merece ser colocado no maior patamar possível, também não podemos desmerecer o mérito de quem lá esteve e fez tudo
o que podia para fazer bonito. Deu gosto ver a alegria dos jogadores do handebol masculino comemorando o ouro sobre a Argentina. Ficou claro que os caras
deixaram tudo o que podiam e o lugar mais alto do pódio foi merecido.

O Pan também serviu para apresentar nomes de modalidades que não possuem grande representatividade no cenário nacional. Exemplos vieram no caraté, com Douglas Brose e Valeria Kumikazi e no tiro esportivo com Felipe Wu. Quem sabe alguns deles não nos surpreendem ano que vem, dentro de casa? O resultado do Pan pode ser um bom indício de um futuro próximo.

Além disso, um outro saldo da competição em Toronto foi a motivação extra para atletas que foram bem, no ano que antecede a Olimpíada. A canoísta Ana Sátila
parte para sua segunda Olimpíada com apenas 20 anos. No Canadá, ela levou um ouro e uma prata. Isaquías Queiroz confirmou o bom momento e saiu de lá com dois
ouros, reafirmando seu nome entre os principais do mundo na modalidade.

Ano que vem, veremos de verdade qual foi o saldo do Pan. Apesar de achar que a competição serve como uma boa preparação para a grande maioria dos atletas, o
nível será outro no Rio de Janeiro e precisaremos de muito trabalho para garantir a presença no top 10 do quadro de medalhas. Não nos iludamos com os bons
resultados no Pan, mas também não ignoremos as conquistas que vieram e que poderão se repetir em breve.

Levantamento feito e publicado nesta segunda-feira por mim, no Jornal O Tempo, mostra que dos ouros obtidos pelo Brasil, somente três deles colocariam o país no pódio, caso os mesmos desempenhos fossem obtidos em Londres 2012. Algo que nos fez refletir e ver a real diferença entre as maiores competições esportivas do mundo.

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Prestando continência

Geoff Robins AFP

Charles Chibana foi um dos que fez questão de agir de acordo com as regras militares (crédito: Geoff Robins/AFP)

Há quanto tempo não escrevo por aqui…

Com Olimpíada chegando, está mais do que na hora de reativar de vez.

Nesta ‘reabertura’, gostaria de falar sobre uma das polêmicas neste Pan. Muitos atletas brasileiros comemoram sua subida ao pódio batendo continência. Todos os que fizeram questão de agir de tal forma são militares e tem a ajuda das Forças Armadas na sua formação como atletas.

Em relação à minha opinião, não gosto e acho desnecessário. Acho que seria a situação ideal para ser feita em Jogos Militares, o que não é o caso. O que acho estranho é que nada disso havia acontecido em edições anteriores de Pan ou outras competições internacionais. Por que somente agora?

Mas cada um faz o que quer e não me vejo no direito de dizer se a atitude está certa ou errada. Posso não concordar, mas é preciso respeitar.

Até porque sei das dificuldades que passam a maior parte dos atletas de esportes especializados. Toda ajuda é bem-vinda, ainda mais um suporte de bom nível como é o militar, fornecendo bons centros de treinamento e dando a eles uma disciplina que acaba tendo seu valor.  Além disso, eles recebem salário, 13º, plano de saúde, atendimento médico, odontológico, fisioterápico, alimentação e alojamento. Não é pouca coisa.

Dos 590 atletas que representam o Brasil no Pan, 123 são militares, um número considerável.

A judoca Mayra Aguiar admitiu que ela e muitos outros foram orientados para tal, outra coisa que não concordo. Ali cada um deve agir como quiser, espontaneamente. Se eles não tivessem recebido esta orientação, acho pouco provável que o ato aconteceria.

Querendo ou não, trata-se de um ato legítimo em sinal de respeito à pátria. A organização do Pan já afirmou que nada irá fazer, pois não há indícios políticos ou religiosos no gesto. No entanto, muitos afirmam que trata-se sim de um ato político, a favor das organizações militares, que não representam todas as pessoas de uma nação.

Na Olimpíada, é provável que haja uma proibição sobre tal gesto, para evitar qualquer tipo de polêmica ou interferência.

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Sistema usado na Copa do Brasil mostra futuro do vôlei nacional

Emerson Shiromaru mostra sistema para representantes dos times da Copa Brasil; avanços e ideias foram discutidos

Emerson Shiromaru mostra sistema para representantes dos times da Copa Brasil; avanços e ideias foram discutidos (Crédito: Douglas Magno)

Estive no último final de semana em Campinas para as semifinais e final da Copa Brasil de vôlei masculino. Muito mais que a cobertura, estar inloco em um evento como este proporciona a abertura ou estreitamento de contatos e a aproximação com muita gente do meio.

Um dos privilégios que tive foi de conversar e ter a opinião solicitada sobre a tecnologia da Penalty, que detecta única e exclusivamente bola dentro e fora. Sou muito a favor da utilização, que foi bem aceita pelos envolvidos diretamente.

Em reunião na quinta-feira, dia das semifinais, representantes dos times e da empresa responsável pela criação do aparelho, discutiram ideias e avanços que podem surgir nos próximos anos. Um deles seria de desenvolver o sistema, que detectaria outras jogadas, como toque no bloqueio. A prioridade inicial, apontada por muitos técnicos, foi de pôr fim nas decisões de bola dentro e fora, como bem explicou Emerson Shiromaru, gerente da Cambuci, que desenvolveu a ideia de Roberto Stefano, sócio fundador da Penalty.

Quando a bola atinge o solo fora da quadra, uma luz vermelha aparece para o árbitro em um ipod na sua cabine. Comissões técnicas e até a torcida podem ter acesso à informação em um futuro, fazendo do jogo um entretenimento ainda mais interessante, com o público participando mais ativamente da partida.

O mais importante nesta questão toda é a disciplina do jogo. Mesmo com o jogador ‘tendo certeza’ de que uma bola foi fora, o aparelho teve capacidade de 97% de precisão. É, praticamente, impossível, algum tipo de erro, diminuindo o número de reclamações e de incômodo do atleta. Desta forma, fica menos complicado para o árbitro controlar a partida, que muitas vezes toma um rumo difícil depois que jogadores e técnicos ficam descontrolados após marcações. Com esta tecnologia, não há dúvida.

O que pode gerar dúvidas são outros lances, que já estão na pauta da Cambuci para serem analisados em tempo real. Apesar de o sistema ter apresentado algumas falhas na quinta-feira, no sábado, dia da final, ele funcionou em sua plenitude.

Cebola, gerente do Minas, afirmou que seria perfeito um sistema que detectasse um toque no bloqueio, por exemplo, em tempo real, sem a necessidade de paralisação do jogo, como acontece com o videocheck que foi usado nos Mundiais do ano passado. Interromper o jogo deixa a partida mais chata, obrigando os jogadores a esperarem uma decisão do segundo árbitro, que virá apos sua própria interpretação de um vídeo. Com a tecnologia, a sinalização aparece e não há o que discutir, não dando margem para uma visão pessoal, que pode errar em algumas situações.

Shiromaru informou que a CBV se mostrou aberta a utilizar a tecnologia na Superliga e isso seria de grande importância para o crescimento da Superliga. O torneio ganharia muito com a presença de tecnologia, que já acontece nas ligas italiana e polonesa com o videocheck.

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Conversas dentro de campo

 PH

 

Quando entra em campo, qualquer jogador tem apenas um objetivo: dar o seu melhor e ajudar o time a sair com a vitória.

Mas conversas dentro de campo são inevitáveis durante os mais de 90 minutos de confronto entre duas equipes. Além dos pedidos de cartão, xingamentos e reclamações por uma ou outra jogada mais ríspida, muitos jogadores aproveitam as partidas para colocar, de forma rápida, o papo em dia.

Muitas partidas reservam encontros de jogadores com antigos companheiros de time. O calendário de jogos e a correria de viagens, concentração e jogos não permitem que os velhos parceiros possam se ver como gostariam. O campo, então, acaba sendo uma das poucas chances para que estes atletas conversem entre si, antes mesmo antes do apito inicial. Durante as partidas, os diálogos até chegam a acontecer, mas com uma rapidez não desejada, já que o objetivo é estar concentrado e minimizar as chances de erros.

“É mais por uma questão de socialização. Quando é possível, conversamos com respeito para saber coisas como uma falta não marcada. Mas, nada que possa nos impedir de perder a concentração dentro da partida”, relata o zagueiro Leonardo Silva, do Atlético.

Ao mesmo tempo, jogadores que não têm uma relação próxima também acabam construindo breves diálogos dentro do gramado. Para minimizar um pouco das curiosidade dos torcedores sobre os assuntos das conversas, o Bola no Barbante tentou revelar o que acontece nas quatro linhas.

Quando o teor da conversa é possível de ser revelado, arquibancadas vazias, (ou cheias) atuação do árbitro ou até mesmo de algum jogador que esteja se destacando na partida.

“Os assuntos costumam ser estes mesmos, sempre algo relacionado ao jogo em si. Quando é um amigo fora do campo, um assunto diferente destes pode até acabar aparecendo. Afinal, o tempo sem encontrá-lo pode ser longo. Mas é sempre algo rápido, para que não percamos o foco do jogo”, comenta o atacante Paulo Henrique, ex-Atlético, e hoje defendendo o Trabzonspor-TUR.

Praticando o inglês

Como o turco ainda é aprendido pelo jogador, ele tem uma boa chance de praticar o inglês, uma vez que a maioria dos jogadores com os quais ele atua, tanto a favor, como contra, não são brasileiros. “O jogador não precisa ser conhecido para que uma conversa apareça. A gente acaba conhecendo os adversários e os assuntos do jogo são inevitáveis. Aqui na Turquia eu falo menos, pois só me comunico em inglês”, lamenta o jogador.

A tentativa de alguns jogadores em ter uma conversa com o brasileiro acabou caindo por terra em alguns momentos de sua carreira no Velho Continente. “Joguei três temporadas na Holanda, uma na Bélgica e estou na minha segunda temporada na Turquia. Já aconteceu de algum adversário tentar falar alguma coisa comigo, mas eu não entendi”, brinca o atacante.

No entanto, quando as discussões ficam mais ríspidas, o conteúdo das conversas é melhor nem ser divulgado, apesar dos torcedores já terem uma boa noção do que se passa durante estes constantes bate-bocas, sejam elas em português ou qualquer outro idioma.

Mudança de hábito

Mais recentemente, qualquer conversa entre jogadores, dentro de campo, são ‘censuradas’. Com receio da constante leitura labial, que vem acontecendo com muita frequência, a maior parte dos atletas prefere colocar a mão na boca durante conversas com árbitros, adversários e até companheiros de time.

Em jogo entre Cruzeiro e Vasco da Gama, no Brasileirão de 2013, o atacante Borges, em conversa com o zagueiro Cris, pediu, de forma inocente e até provocativa, que o zagueiro ‘fosse lá e fizesse um gol’, em sua equipe. A leitura labial foi nítida sobre as palavras proferidas pelo jogador cruzeirense, que acabou sendo crucificado.

Muitos afirmaram que tratava-se de uma armação de resultado, quando, na verdade, era apenas uma conversa despretensiosa dentro de campo, sem relação com algum tipo de manipulação. A perseguição sobre o que os jogadores falam a todo momento dentro de campo acabou por ‘obrigá-los’ a evitar que as conversas sejam conhecidas por parte do público.

 

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Central Jardel aproveita boa fase como oposto

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Jardel não esconde motivação a mais por jogar em nova posição (crédito: reprodução – Facebook)

Enquanto alguns clubes da Superliga masculina de vôlei precisaram improvisar pelo fato do elenco ter número reduzido de jogadores, a UFJF também recorreu a esta alternativa, mas por outro motivo. A má fase dos opostos do time fez o técnico Chiquita ‘tirar um coelho da cartola’ ao escalar o experiente central Jardel, de 32 anos, na saída de rede.

A ideia veio do técnico Chiquita após derrota para o Montes Claros Vôlei, resultado que trouxe o oitavo revés seguido do time, em uma sequência nada favorável.

O treinador percebeu que era necessário sacudir o time com uma novidade que trouxesse um outro ritmo ao elenco. Antes de colocar Jardel como oposto, o treinador já havia feito uma outra tentativa, colocando três pontas ao mesmo tempo, sem oposto em quadra.

A eficiência de Jardel na posição mostrou a qualidade de uma das principais peças que Chiquita tem nas mãos. Os dois jogadores da posição no atual elenco são Daniel e De Paula, que não estavam rendendo o esperado.

“Após a derrota para Montes Claros, me pediram para que eu fizesse um teste. Foram apenas quatro treinos na nova posição. São bolas diferentes, mais complicadas. É preciso observar o bloqueio adversário, o ataque acontece com o oposto vindo de trás, é outra situação. A nossa parte defensiva sempre foi boa, mas faltava um melhor aproveitamento nos ataques”, comenta o jogador, com passagem pelo vôlei do Minas. Na última temporada, Jardel atuou no vôlei francês, para onde foi após sua primeira passagem pelo mesmo Juiz de Fora.

A opção de Chiquita poderia ser com qualquer jogador. Mas Jardel foi o escolhido. “A gente se conhece desde que fomos campeões brasileiros na Ulbra, em 2002.  Temos uma relação de longa data. Ele sabe do que eu sou capaz e acho que isso pesou. Não nego que sempre tive vontade de jogar em uma outra posição. Está sendo uma motivação a mais para mim. Estou tendo um bom aproveitamento e espera que isso seja mantido”, destaca.

Uma das mudanças que Jardel precisa se adaptar é com o físico, uma vez que está em quadra por mais tempo. “Os centrais saem, no meio do jogo, para fazer o revezamento com o líbero. Com o oposto, não tem isso. Estou focando bem nesta parte para suportar bem todo o período de jogo, sem estes descansos”, lembra.

Começo arrasador superou expectativas

Nas duas primeiras partidas do jogador na nova posição, uma surpresa mais do que positiva. Ele terminou o jogo contra o Vivo-Minas, fora de casa, na última terça, como o segundo maior pontuador da UFJF. O encontro marcou, ainda, um triunfo do time da Zona da Mata após oito derrotas seguidas.

Na partida seguinte, em casa, contra o Funvic-Taubaté-SP, Jardel terminou o jogo como maior pontuador do time, que terminou com a segunda vitória seguida dos mineiros. Apesar de estar indo bem, a média de pontos do atleta não mudou muito, até por ele ser um jogador que sempre foi muito acionado pelos levantadores.

“Não imaginava que seria um começo assim. Eu sempre fui um central que ataca bastante, mas como oposto é diferente. Na hora que o ‘bicho pega’, é preciso definir. Nessa hora, conta a técnica, a coragem e o mais importante: o coração”, salienta, deixando claro uma mudança de responsabilidade de sua função dentro de quadra.

Enquanto os centrais costumam ser acionados, em grande parte, quando o passe chega perfeito na mão do levantador, com o oposto, a situação é diferente. É dele a responsabilidade de colocar no chão as bolas difíceis, em momentos complicados da partida. Sua missão é de virar as jogadas, que comecem com passes bons ou ruins. “Muitas vezes você tem, pela frente, um bloqueio duplo o triplo. Se falar que não estou gostando, estou mentindo. Com o oposto, você precisa ter mais equilíbrio, não dá pra encarar o bloqueio a todo momento. É bom até para abrir mais portas na carreira”, indica Jardel.

Na carreira de jogador, ele havia atuado como oposto somente em um campeonato brasileiro de seleções, quando defendeu o Rio de Janeiro. Como o time tinha
três centrais de bom nível, o treinador na época preferiu deslocar Jardel para a saída de rede, para ter uma maior qualidade dentro de quadra. “Tirando essa situação, joguei de oposto somente na praia, brincando. Nada além disso”, garante.

Resultados trazem importante motivação

Mesmo com o duplo triunfo nas últimas rodadas, a UFJF segue na lanterna do campeonato, mas, agora, com melhores condições de sair da ingrata posição na tabela de classificação.

Como já dizia o ditado, ’em time que está ganhando não se mexe’. Por isso, a tendência é que Jardel continue jogando como oposto. A presença do jogador em nova posição também abriu espaço para Ninão, central que, antes da novidade, lutava por uma vaga no time. Muito mais do que o companheiro, todo o time agradece pelo novo ânimo que Jardel trouxe.

“Vejo uma dedicação muito grande do grupo nos treinamentos. Infelizmente, não estávamos conseguindo transferir isso para o jogo. Agora vejo uma equipe mais confiante e corajosa. Espero que possamos continuar assim. Precisamos de muito trabalho e também de humildade para entender que, se não dermos continuidade nas vitórias, de nada adiantará para sairmos desta situação delicada”, esclarece.

 

 

 

 

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Judoca do Minas divide atenção entre o tatame e os estúdios

luana

Luana Pinheiro afirma que prefere dar mais atenção à sua carreira esportiva (crédito: arquivo pessoal)

O suor e o cansaço visíveis no rosto da judoca Luana Pinheiro, de 21 anos, da equipe Belo Dente-Minas, não evitam que a beleza da atleta deixe de transparecer a cada movimento. A paraibana de João Pessoa, que chegou à Belo Horizonte há apenas três anos, foca na constante evolução dentro dos tatames, mas não deixa de aproveitar as vantagens de seus traços para mostrar talento como modelo.

Sempre que pode, Luana faz trabalhos marcas de roupa. “Isso acontece, principalmente, quando eu estou de férias em minha cidade. Por lá, tenho mais contatos e os trabalhos aparecem com mais frequência, até pela presença da praia. Normalmente, são marcas de biquini. Aqui em Minas, uma vez ou outra, eu sou convidada para fazer algo dentro de estúdio”, confirma a judoca, tímida com as palavras, mas solta e determinada com o quimono.

Sua trajetória como modelo teve início com 14 anos. Incentivado por amigas e conhecidas de sua mãe, ela se inscreveu para testes para o Paraíba Fashion Week. “Fui passando de fases, mas chegou uma hora em que a altura das concorrentes fez a diferença. Fiquei pelo caminho. Mas, depois, entraram em contato comigo porque os dados ficaram registrados. Aí foi que tudo começou”, lembra Luana.

O pai, ciumento, prefere não se envolver nos trabalhos fora dos tatames. “Ele não gosta nem de ver. Já minha mãe é mais presente, sempre me acompanhou nos testes e ensaios. Gosto muito, mas não é algo que planejo. Deixo acontecer naturalmente”, admite.

Nos estúdio, Luana diz que, no começo, sempre costuma ter dificuldades para se soltar. “No começo, fico tímida, mas o pessoal da produção conversa comigo e passa tranquilidade. Aos poucos, vou me soltando e as coisas acontecem espontaneamente. É legal ter essa oportunidade. Mas, ás vezes, treinos e viagens por causa do judô, impedem”, comenta.

Foco maior nos tatames

Luana garante que se sente à vontade nas duas tarefas, que lhe dão muito prazer. No entanto, o foco maior é na sua atividade profissional e em posições de destaque, que possam dar a ele resultados de expressão e presença em importantes campeonatos.

Seus compromissos, neste ano, começam com o Troféu Brasil, que vaga vale para a seletiva olímpica. Além disso, o Campeonato Mineiro pode render presença no Campeonato Brasileiro dentro de sua categoria (até 52kg). “Minha inspiração para evoluir sou eu mesma. Sei que tenho potencial para melhorar e é nisso que penso todos os dias. Tenho o sonho de disputar uma Olimpíada. Se não for no Rio de Janeiro, em 2016, que seja na próxima. Ainda estarei jovem”, revela a nordestina.

A maior barreira para a vaga na Cidade Maravilhosa é a companheira de clube Érika Miranda, que está na mesma categoria. “Ela é mais rodada e experiente, já participou de mais campeonatos importantes e conseguiu melhores resultados. Sei das dificuldades, mas não vou desistir até o final”, garante a judoca.

 Começo no judô teve incentivo dos pais

O mesmo pai que se mostra avesso ao trabalho da filha como modelo foi o responsável pelo seu começo nos tatames. Professor de judô casado com uma professora do mesmo esporte, ele influenciou diretamente Luana Pinheiro a começar a vida dentro da modalidade. “Eu ia acompanhar as aulas deles quando eu tinha apenas dois anos. Era mais de brincadeira. vestia o quimono para ficar correndo e estar perto dele. Aos poucos, fui me envolvendo mais”, recorda a judoca.

Apesar dos bons resultados pelo Estado, a estrutura vivida por Luana na Paraíba era bem diferente. “Na academia, que era do governo, não tinha obrigação de comparecimento. Eu ia para acompanhar meu pai. Quando ele não ia, eu faltava. Foi em um campeonato brasileiro que o Minas me viu e convidou, após eu vencer uma atleta do clube”, orgulha-se.

Depois de chegar ao Minas, há três anos, a evolução foi nítida e rápida. “Melhorei demais. O Floriano de Almeida, nosso treinador, me ajudou muito. Aqui no clube tenho toda a estrutura que não tinha por lá, com nutricionista, médicos e academia. A atenção é outra. No começo, senti muito o desgaste, mas hoje já estou acostumada. O Minas pode ser fundamental no meu crescimento e em futuros bons resultados”, revela Luana.

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