Minas cai de pé após vice no Campeonato Mineiro masculino de vôlei

vice estadual

O Minas Tênis Clube deu mais uma prova de que o sucesso não depende de estrelas. A coletividade fala mais alto, principalmente quando se tem um técnico capacitado para fazer o time rodar.

Assim como na última temporada, sob o comando de Nery Tambeiro, quando chegou à semifinal da Superliga, o Minas promete ir bem nesta temporada. A primeira mostra veio na final do Mineiro, contra o Sada Cruzeiro, no último sábado. Ao contrário dos últimos cinco anos, quando as finais entre os rivais terminavam com vitória sem grandes dificuldades do time celeste, em 2015 foi diferente. E como!

O hexacampeonato cruzeirense veio, mas no sufoco, depois de uma verdadeira batalha no ginásio do Riacho. Depois de vencer o primeiro set, atormentando a
defesa azul, o Minas tomou a virada, buscou o empate e chegou a ficar perto do título, deixando torcida e elenco celestes preocupados com o que estava por vir.

Por muito pouco o jejum sem vencer um Estadual, desde 2007, não foi quebrado. Mesmo no início de temporada, com algumas mudanças no elenco, o Minas mostra um time competitivo, de muito volume de jogo. O estudo de Nery sobre o adversário pode ser o segredo para o bom desempenho.

Boas marcações, obediência tática e muita luta podem levar o Minas para o top 4 da Superliga. Claro que um time da tradição do Minas almeja o título, mas diante de elencos com investimento tão superior, uma semifinal novamente no Nacional estaria de bom tamanho. E creio que isso é muito possível. Por mais que os jogadores tenham todos os seus méritos, Nery mostra ser diferenciado, conseguindo montar um elenco coeso e consistente sem grandes estrelas, sem salários altos, sem chamar muito atenção. O dedo do treinador está muito presente no que o Minas tem apresentado nas duas últimas temporadas.

O ponta cubano Raidel, que chegou agora, me parece ser mais eficiente que João Rafael e Samuel, que se foram. Everaldo mostra boa sintonia com o oposto cubano Escobar, um monstro nas viradas de bola. Pétrus e Flávio são jovens centrais, cheios de potencial, com boa capacidade de evolução. Na mão de Nery, podem crescer bastante.

Canuto é um exímio passador. Para fechar, Thiago Vanole mostra ser um oitavo jogador importante. O ponta entrou muito bem contra Sada Cruzeiro, na final e no último jogo da fase de classificação e contra Montes Claros, na semifinal. Com ele, Nery ganha mais uma boa opção para a entrada de rede. Vanole deve ganhar mais tempo de quadra e já mostrou que pode crescer bastante. “O Nery coloca para jogar quem está melhor. O importante é estar preparado”, comenta o jogador.

São José, Taubaté e Campinas (e por que não o Sada Cruzeiro) que se cuidem. O Minas chega para brigar forte nesta temporada, sem alarde e comendo pelas beiradas, como a tradição mineira bem manda.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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Uma resposta para Minas cai de pé após vice no Campeonato Mineiro masculino de vôlei

  1. Lari Reis disse:

    Aconteceu algo quase inédito esse ano: Eu não acompanhei o campeonato!
    Apesar disso, fico feliz em ver o Minas fortalecido, dando trabalho ao Sada. Comecei a gostar e acompanhar vôlei por causa do Minas! Espero que essa força faça a diferença também nos outros torneios.

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