Mais um Mundial com dever cumprido, aproveitando tudo que ele oferece fora das quadras

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Alekno confirmou a fama de pouca simpatia e respostas curtas (crédito: Uarlen Valério)

Passou rápido, mas quando se está no ‘olho do furacão’ a percepção é outra. Foram seis dias de Mundial de Clubes de vôlei masculino, o quarto da minha carreira.

Cobrir os jogos e ver de perto alguns dos melhores atletas do mundo é uma oportunidade rara, para poucos. Não é toda hora que se tem reunidos na mesma competição nomes como Leon, Anderson, Simón, Leal, William, Serginho, Volvich, Gianelli, Stokr e por aí vai. O mesmo acontece com os renomados treinadores.

Mas admito que o mais legal em um Mundial é encontrar anônimos e histórias diferentes. Como do líbero reserva do Bolívar de apenas 15 anos que parecia não acreditar que estava disputando o maior torneio de clubes do planeta. Estuda de manhã e vai treinar à tarde. E do levantador egípcio, com passagem pelo vôlei turco e italiano, que fez questão de jogar pelo time do seu país para agradecer por terem estado ao seu lado no período de recuperação após cirurgia no joelho. Da prima de Simón, que foi convidada para o torneio e deu sorte para o melhor central do mundo conquistar o tricampeonato mundial pelo Sada Cruzeiro.

Os bastidores também são muito legais e vão ficar na memória por muito tempo, contribuindo até na formação e crescimento profissional. As coletivas com apenas um repórter deviam deixar treinadores e capitães bem incomodados. Eu fazia questão de pedir a coletiva, já que o que não faltava era material para fazer. E nem sempre conseguíamos ter a dupla dos times disponível cara a cara como nesta coletiva (ou seria exclusiva?).

Algumas ‘patadas’ já se tornaram normais como de Vladimir Alekno, técnico russo e do levantador italiano Vermiglio, que no ano anterior não havia mostrado tanta marra quando defendia um time iraniano. Talvez pelo fato de estar jogando em uma equipe melhor (UPCN) resolveu agir diferente. Teve que se contentar em ficar fora do pódio.

O pior (para eles) é que eu acho que todos esses caras marrentos acabam pagando um preço pela sua postura pouco cordial. Os russos que o digam. Fazem questão de ignorar pedidos de entrevistas (é só falar ‘não!) e de responder as perguntas da coletiva com poucas palavras. Eles também só marcam presença porque são obrigados.

Se não fizesse questão da coletiva, dificilmente conseguiria falar com eles. Como em todo evento que acontece apenas uma vez por ano, tento aproveitar ao máximo mesmo com todos os empecilhos que aparecem no caminho. O calor deste ano foi de matar.  Mesmo assim, torço para que ano que vem tenhamos um novo Mundial, com mais caras novas e personagens diferentes. Sempre saio achando que fiz muito, mas que poderia ter feito mais.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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