Superliga com poucas novidades e a mesma promessa de equilíbrio

moc1

 MOC surpreendeu favorito Taubaté na estreia e mostra que pode incomodar times de maior investimento (crédito: Rafinha – Funvic Taubaté)

A Superliga 2015-2016 já começou e a promessa, como acontece em todos os anos, é de equilíbrio. Trata-se de um dos torneios mais competitivos do mundo e não é por menos. Enquanto alguns clubes entram com maior poder aquisitivo e elencos cheio de estrelas, outros lutam para apenas participar e brigar por algo como um playoff. Esta diferença dificilmente será diminuída em um futuro breve.

Para este ano, principalmente no formato masculino, vejo a distância de nível técnico entre as equipes, menor. Os times médios se reforçaram bem e darão muito trabalho. Mais zebras podem aparecer e é difícil cravar um G-8. Da quinta a oitava posição, temos aí cinco times, como Canoas, Voleisul, Bento Vôlei, Maringá e Montes Claros) com condições bem parecidas.

Entre os favoritos, o Sada Cruzeiro se mantém na prateleira de cima. Para esta temporada, vejo o time celeste com menos candidatos a incomodá-lo, ao contrário dos últimos anos, quanto três ou quatro começavam a Superliga como adversários em potencial. Isso não quer dizer, nem de longe, que o elenco de Marcelo Mendez será campeão. Taubaté e Campinas são fortes e podem muito bem incomodar. Mas vejo o quadro menos complicado para o Cruzeiro nesta temporada, é só uma opinião neste primeiro momento. O Sesi não está forte como antes e o Taubaté parece ter maiores chances de brigar pelo topo. Campinas também chega forte, mas acredito que ainda está atrás dos mineiros.

No feminino, o quadro é praticamente idêntico ao da última temporada. Rexona e Vôlei Nestlé na frente das demais, com Praia, Minas e Sesi um patamar abaixo. As que restam, com o Pinheiros em uma condição mais favorável, brigarão pelo que for possível.

Acredito que não vai demorar para o calendário receber várias reclamações. As primeiras já apareceram, já que o Taubaté jogou sexta a final da Supercopa e neste domingo, já estreou na Superliga. Desnecessário, poderia ser evitado. Jogos em sequência acontecerão e vão gerar críticas pra cima da CBV, podem esperar.

Para este ano, a entidade teve a boa vontade de custear parte da logística dos clubes. Em troca, poderá explorar comercialmente, no masculino, espaços na quadra. Uma pequena evolução dentre as várias que já poderiam ser feitas pela CBV, que recebe milhões dos patrocinadores a cada temporada.

Anúncios

Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Superliga com poucas novidades e a mesma promessa de equilíbrio

  1. Lari Reis disse:

    Eu sempre gostei bem mais de acompanhar o torneio masculino. Fui influenciada pela força, mesmo cansada de ouvir que os jogos femininos são mais bonitos tecnicamente. Não raro, as meninas fazem com que eu me arrependa por não acompanhar tão de perto. Mas, há outro fator que me prende e é justamente esse equilíbrio. No masculino, mesmo com Sada campeão de tudo (hehe) temos chances de ser surpreendidos. No feminino, não. Bom, sempre tem chance, mas você me entendeu!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s