Sistema usado na Copa do Brasil mostra futuro do vôlei nacional

Emerson Shiromaru mostra sistema para representantes dos times da Copa Brasil; avanços e ideias foram discutidos

Emerson Shiromaru mostra sistema para representantes dos times da Copa Brasil; avanços e ideias foram discutidos (Crédito: Douglas Magno)

Estive no último final de semana em Campinas para as semifinais e final da Copa Brasil de vôlei masculino. Muito mais que a cobertura, estar inloco em um evento como este proporciona a abertura ou estreitamento de contatos e a aproximação com muita gente do meio.

Um dos privilégios que tive foi de conversar e ter a opinião solicitada sobre a tecnologia da Penalty, que detecta única e exclusivamente bola dentro e fora. Sou muito a favor da utilização, que foi bem aceita pelos envolvidos diretamente.

Em reunião na quinta-feira, dia das semifinais, representantes dos times e da empresa responsável pela criação do aparelho, discutiram ideias e avanços que podem surgir nos próximos anos. Um deles seria de desenvolver o sistema, que detectaria outras jogadas, como toque no bloqueio. A prioridade inicial, apontada por muitos técnicos, foi de pôr fim nas decisões de bola dentro e fora, como bem explicou Emerson Shiromaru, gerente da Cambuci, que desenvolveu a ideia de Roberto Stefano, sócio fundador da Penalty.

Quando a bola atinge o solo fora da quadra, uma luz vermelha aparece para o árbitro em um ipod na sua cabine. Comissões técnicas e até a torcida podem ter acesso à informação em um futuro, fazendo do jogo um entretenimento ainda mais interessante, com o público participando mais ativamente da partida.

O mais importante nesta questão toda é a disciplina do jogo. Mesmo com o jogador ‘tendo certeza’ de que uma bola foi fora, o aparelho teve capacidade de 97% de precisão. É, praticamente, impossível, algum tipo de erro, diminuindo o número de reclamações e de incômodo do atleta. Desta forma, fica menos complicado para o árbitro controlar a partida, que muitas vezes toma um rumo difícil depois que jogadores e técnicos ficam descontrolados após marcações. Com esta tecnologia, não há dúvida.

O que pode gerar dúvidas são outros lances, que já estão na pauta da Cambuci para serem analisados em tempo real. Apesar de o sistema ter apresentado algumas falhas na quinta-feira, no sábado, dia da final, ele funcionou em sua plenitude.

Cebola, gerente do Minas, afirmou que seria perfeito um sistema que detectasse um toque no bloqueio, por exemplo, em tempo real, sem a necessidade de paralisação do jogo, como acontece com o videocheck que foi usado nos Mundiais do ano passado. Interromper o jogo deixa a partida mais chata, obrigando os jogadores a esperarem uma decisão do segundo árbitro, que virá apos sua própria interpretação de um vídeo. Com a tecnologia, a sinalização aparece e não há o que discutir, não dando margem para uma visão pessoal, que pode errar em algumas situações.

Shiromaru informou que a CBV se mostrou aberta a utilizar a tecnologia na Superliga e isso seria de grande importância para o crescimento da Superliga. O torneio ganharia muito com a presença de tecnologia, que já acontece nas ligas italiana e polonesa com o videocheck.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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