Judoca do Minas divide atenção entre o tatame e os estúdios

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Luana Pinheiro afirma que prefere dar mais atenção à sua carreira esportiva (crédito: arquivo pessoal)

O suor e o cansaço visíveis no rosto da judoca Luana Pinheiro, de 21 anos, da equipe Belo Dente-Minas, não evitam que a beleza da atleta deixe de transparecer a cada movimento. A paraibana de João Pessoa, que chegou à Belo Horizonte há apenas três anos, foca na constante evolução dentro dos tatames, mas não deixa de aproveitar as vantagens de seus traços para mostrar talento como modelo.

Sempre que pode, Luana faz trabalhos marcas de roupa. “Isso acontece, principalmente, quando eu estou de férias em minha cidade. Por lá, tenho mais contatos e os trabalhos aparecem com mais frequência, até pela presença da praia. Normalmente, são marcas de biquini. Aqui em Minas, uma vez ou outra, eu sou convidada para fazer algo dentro de estúdio”, confirma a judoca, tímida com as palavras, mas solta e determinada com o quimono.

Sua trajetória como modelo teve início com 14 anos. Incentivado por amigas e conhecidas de sua mãe, ela se inscreveu para testes para o Paraíba Fashion Week. “Fui passando de fases, mas chegou uma hora em que a altura das concorrentes fez a diferença. Fiquei pelo caminho. Mas, depois, entraram em contato comigo porque os dados ficaram registrados. Aí foi que tudo começou”, lembra Luana.

O pai, ciumento, prefere não se envolver nos trabalhos fora dos tatames. “Ele não gosta nem de ver. Já minha mãe é mais presente, sempre me acompanhou nos testes e ensaios. Gosto muito, mas não é algo que planejo. Deixo acontecer naturalmente”, admite.

Nos estúdio, Luana diz que, no começo, sempre costuma ter dificuldades para se soltar. “No começo, fico tímida, mas o pessoal da produção conversa comigo e passa tranquilidade. Aos poucos, vou me soltando e as coisas acontecem espontaneamente. É legal ter essa oportunidade. Mas, ás vezes, treinos e viagens por causa do judô, impedem”, comenta.

Foco maior nos tatames

Luana garante que se sente à vontade nas duas tarefas, que lhe dão muito prazer. No entanto, o foco maior é na sua atividade profissional e em posições de destaque, que possam dar a ele resultados de expressão e presença em importantes campeonatos.

Seus compromissos, neste ano, começam com o Troféu Brasil, que vaga vale para a seletiva olímpica. Além disso, o Campeonato Mineiro pode render presença no Campeonato Brasileiro dentro de sua categoria (até 52kg). “Minha inspiração para evoluir sou eu mesma. Sei que tenho potencial para melhorar e é nisso que penso todos os dias. Tenho o sonho de disputar uma Olimpíada. Se não for no Rio de Janeiro, em 2016, que seja na próxima. Ainda estarei jovem”, revela a nordestina.

A maior barreira para a vaga na Cidade Maravilhosa é a companheira de clube Érika Miranda, que está na mesma categoria. “Ela é mais rodada e experiente, já participou de mais campeonatos importantes e conseguiu melhores resultados. Sei das dificuldades, mas não vou desistir até o final”, garante a judoca.

 Começo no judô teve incentivo dos pais

O mesmo pai que se mostra avesso ao trabalho da filha como modelo foi o responsável pelo seu começo nos tatames. Professor de judô casado com uma professora do mesmo esporte, ele influenciou diretamente Luana Pinheiro a começar a vida dentro da modalidade. “Eu ia acompanhar as aulas deles quando eu tinha apenas dois anos. Era mais de brincadeira. vestia o quimono para ficar correndo e estar perto dele. Aos poucos, fui me envolvendo mais”, recorda a judoca.

Apesar dos bons resultados pelo Estado, a estrutura vivida por Luana na Paraíba era bem diferente. “Na academia, que era do governo, não tinha obrigação de comparecimento. Eu ia para acompanhar meu pai. Quando ele não ia, eu faltava. Foi em um campeonato brasileiro que o Minas me viu e convidou, após eu vencer uma atleta do clube”, orgulha-se.

Depois de chegar ao Minas, há três anos, a evolução foi nítida e rápida. “Melhorei demais. O Floriano de Almeida, nosso treinador, me ajudou muito. Aqui no clube tenho toda a estrutura que não tinha por lá, com nutricionista, médicos e academia. A atenção é outra. No começo, senti muito o desgaste, mas hoje já estou acostumada. O Minas pode ser fundamental no meu crescimento e em futuros bons resultados”, revela Luana.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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