Porto-riquenha Lynda Morales mostra-se motivada com desafio no time feminino do Minas

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Jogadora espera ajudar o time com experiência adquirida no Grand Prix deste ano (crédito: Douglas Magno)

Uma das principais contratações do time feminino de vôlei do Minas Tênis Clube para a temporada 2013/2014 ainda se adapta à cidade e ao novo ambiente de trabalho, mas já mostra alegria e satisfação em jogar em uma das principais ligas do mundo. A central porto-riquenha Lynda Morales chegou ao clube com status de musa e a beleza tão falada, antes mesmo de sua chegada, pode ser comprovada a cada partida da equipe. A mais recente oportunidade de vê-la de perto aconteceu na última terça-feira, em confronto contra o Sesi-SP, quando o Minas perdeu por 3 a 0 para uma das principais forças do vôlei nacional.
Muito mais do que a forma física em dia, Lynda Morales mostrou uma simpatia além da conta, com sorriso no rosto, apesar do cansaço pós-partida e uma boa vontade de tentar ser compreendida. Ainda sem dominar o português, ela tenta usar o espanhol para se comunicar, mas também deixa claro que o inglês é uma opção.

A ajuda que ela tem recebido do grupo contribui para que ela se sinta, cada vez mais, em casa. “Fui muito bem recebida pelas meninas e pelos membros da comissão técnica. Todos estão sendo fantásticos comigo nestes primeiros meses. Este suporte é fundamental para uma adaptação mais rápida, algo que sempre favorece quando se chega a um clube novo. Estou encantada com tudo que está acontecendo e bastante motivada para a minha sequência por aqui”, admite a central, que atuava pelo Guaynabo, de seu país, antes de ser contratada.

Mesmo com 25 anos de idade e recém-chegada ao clube, ela tem a função de passar a experiência internacional que adquiriu para as mais novas, que ainda estão no começo de carreira. A maioria das jogadoras comandadas pelo técnico Marco Queiroga jogam a Superliga pela primeira vez e toda ajuda de jogadoras mais rodadas é fundamental para o crescimento do time. Ela mostra não se incomodar com a função que tem, tanto dentro como fora de quadra, e se mostra disposta para ajudar no que for preciso, retribuindo o carinho que teve logo nos primeiros dias em Belo Horizonte.

“Sabemos que temos um time jovem e em fase de crescimento, que ainda tem muito para dar. Todo treino e jogo é uma oportunidade que temos para evoluirmos e tentarmos darmos o nosso máximo. Temos que fazer o possível a cada jogo em busca das vitória. O grupo está focado em busca deste novo patamar”, garante a jogadora, que defendeu seu país no Grand Prix deste ano.

Em um dos maiores torneios intercontinentais envolvendo seleções, Porto Rico não foi bem e terminou na 18ª posição entre as 20 participantes. A campanha de apenas uma vitória em nove jogos não foi suficiente, ao menos, para deixar o time próximo da zona de classificação.

Feliz no novo desafio, que está apenas começando, ela já assimila as diferenças do vôlei brasileiro para o porto-riquenho. “Aqui, a velocidade do jogo é maior e as jogadoras parecem ser mais inteligentes, exigindo muito a cada ponto. É preciso estar mais atenta”, comenta.

Capital mineira inspira jogadora

Na liga porto-riquenha, a sequência de jogos era parecida com a brasileira, com duas a três partidas por semana, fazendo do aspecto físico algo importante para bons resultados.

Falando bem o inglês e o espanhol – preferindo sua língua de origem para se comunicar – ela ainda engatinha no português, mas consegue se comunicar perfeitamente.

A cidade de Belo Horizonte, com seu clima agradável e sua gente acolhedora, faz com que Lynda se sinta cada vez mais em casa. “As pessoas são ótimas e fiquei feliz com as praças e parques da cidade. Gosto muito de passear por estes locais, parar um pouco e descansar para ler e escrever”, admite.

Ela afirma que gosta de escrever sobre coisas do cotidiano e também dos aspectos profissionais, como fatores que o time pode melhorar dentro de quadra. Tímida, ela diz que, pelo menos por enquanto, não gostaria de publicar seus manuscritos. Quem sabe, um dia. Suas redações podem até se esconder, mas a beleza, essa não há como passar batido, tanto para torcedores como para quem tenha a chance de acompanhar de perto o talento que ela demonstra em cada jogada.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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