Mascotes de clubes brasileiros ganham vida e precisam seguir algumas regras de comportamento

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Raposão, mascote do Cruzeiro, ganhou vida e precisa agir com responsabilidade para não influenciar torcedores de forma negativa (crédito: Washington Alves/VIPCOMM)

Tão importantes quanto a torcida, os mascotes de times de futebol são reconhecidos como representantes de várias equipes brasileiras. A origem desta escolha é antiga e diversa.  A curiosidade é um fato comum quando se conhece os motivos para que os  clubes  fossem relacionados a animais, símbolos e personagens.

Fatos corriqueiros e inusitados acabaram influenciando as alcunhas de alguns mascotes.  Enquanto a origem de uns soa carinhosa, a de outros, pelo menos no começo, teve uma denotação provocativa. No entanto, a tentativa de irritar o rival acabou sendo ignorada depois de alguns anos, quando os provocados resolveram assimilar o mascote como representante. Palmeiras e Flamengo são bons exemplos desta situação.

Alguns mascotes foram tão bem incorporados que viraram gritos de guerra. Outras instituições, no entanto, têm no mascote apenas um símbolo e é preciso pesquisar para saber os motivos da escolha.

Na maioria das vezes, os animais são os símbolos mais frequentes. Aa  região de onde são as equipes costumam influenciar na escolha.  É o caso do Cuiabá Esporte Clube (MS), que tem o dourado como símbolo do Pantanal.

Apesar da curiosidade estar ligada à origem de muitos mascotes, a falta de criatividade também aparece para alguns clubes.  O leão, por exemplo, é o mascote de times como Villa Nova (MG), Avaí (SC), Macaé (RJ), Mirassol (SP) e Clube do Remo (PA).

Mascotes ganham vida com ações de marketing

Para estreitar a relação com os torcedores, muitos clubes brasileiros resolveram criar uma personificação dos mascotes, como acontece em Minas Gerais com Galo Doido e Raposão. O símbolo cruzeirense apareceu em 2003, por ideia do ex-diretor de marketing Paulo Nélio.

“Ele tem a função de promover o espetáculo. Tudo o que ele faz, desde a forma de correr, dançar e comemorar,  é estudado previamente. É importante ele apresentar uma atitude própria”, mostra Marcone Barbosa, diretor de marketing do Cruzeiro.

O mesmo acontece com o Galo Doido. O responsável garante que é importante passar aos torcedores a característica guerreira do clube. “Tenho que dar vida a ao personagem, senão ele vira um mero boneco. É preciso ter responsabilidade, também. Não posso fazer um gesto obsceno e influenciar a torcida de forma negativa” relata.

Confira abaixo as histórias que deram origem aos mascotes de alguns dos principais clubes brasileiros

Atlético-MG: O time ganhou o apelido de galo pelo cartunista Mangabeira, para demonstrar o símbolo de luta e determinação.

Cruzeiro: Mangabeira também foi o responsável pela escolha do representante celeste. O ex-presidente Mário Grosso, que comandou o clube entre 1942 e 1947, era astuto como uma raposa. A característica do comandante acabou influenciando o chargista.

Flamengo: A torcida foi chamada de urubu pelos rivais pelo grande número de torcedores negros. A provocação virou orgulho quando os torcedores do Flamengo soltaram um urubu em 1969 em um clássico contra o Botafogo.

Palmeiras:  O ex-presidente corintiano Wadih Helu chamou os rivais de porcos, fazendo relação com o regime fascista. Foram 17 anos antes do animal ser aceito pela torcida alviverde.

Fluminense: O chargista argentino Lorenzo Mollas teve a ideia de representar o tricolor carioca de ‘cartola, pelas origens aristocráticas do clube das Laranjeiras.

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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