Central Bjelica, do Vivo-Minas, supera insegurança inicial e busca fazer boa temporada de estreia

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Jogador revela que treinos em times brasileiros são mais puxados (crédito: Mariela Guimarães)

O sérvio Novica Bjelica parece ainda não saber, mas ele deve ocupar um lugar de relevância no time do Vivo-Minas, que será comandado pelo técnico argentino Horacio Dileo pela segunda temporada consecutiva. O central de 30 anos chega para substituir o companheiro de posição Maurício Souza, que foi para o RJX (RJ), atual campeão brasileiro. “O Minas é um clube de tradição, que sempre briga por títulos. Tentarei fazer o meu melhor, dar a minha contribuição. A ideia é irmos melhor do que no ano passado”, comenta o jogador, já mostrando conhecimento sobre o clube, que ficou em quarto lugar na última Superliga.

Com vasta experiência internacional, ele chega para ser uma das referências do time dentro de quadra ao lado do levantador Marcelinho, com o qual atuou ao lado pelo Treviso (ITA). “Conversei com ele antes de vir e ouvi só elogios. Ele falou muito bem do time, da cidade e da estrutura”, destaca o jogador, que viu de perto as informações recebidas.

“A estrutura do Minas é fantástica. Isso não é comum na Europa. Talvez um ou outro time de futebol tenha todo esse complexo esportivo. É coisa de primeiro mundo, que nos dá uma tranquilidade maior para fazermos o nosso trabalho”, destaca.

Sobre a transferência, ele admite que ficou inseguro no começo, mas depois de algumas semanas, já se sente mais a vontade. “Toda mudança implica em alguma dúvida, já que não sabemos o que vamos encontrar. No início, não conhecia bem as pessoas e a cidade, mas agora já estou me acostumando e gostando muito de tudo que estou vendo e sentindo. Espero continuar tendo essa boa sensação”, relata o sérvio.

Sequência. Na última temporada, ele defendeu o Fenerbahçe (TUR), clube por onde atuou pouco. O time contava com seis estrangeiros e apenas dois podiam jogar no Campeonato Turco. As chances de entrar em quadra aconteciam somente na Champions League, competição sem limite para os gringos. “Infelizmente, eu não jogava com a frequência que gostaria. Era uma pena. Não estou tão velho assim”, brinca o central, que se vê motivado e em boas condições para atuar continuamente e ter um papel de destaque no time que mira o título da Superliga.

“Os treinos no Brasil são mais puxado e é preciso um período de adaptação. Mas nada que mais algumas semanas me mostrem a realidade e eu possa me encaixar neste contexto”, detalha.

Outra adaptação que ele terá, ao lado dos companheiros, será com os sets de 21 pontos. “Nunca joguei desta forma e é algo novo. Fizemos alguns amistosos com essa novidade e é muito diferente. Afinal, foram mais de 15 anos com uma outra regra. Não vai ser de uma hora para a outra que vamos nos ambientar. Mas acredito que tudo dará certo depois de alguns jogos”, afirma.

Novica Bjelica tem em seu currículo o título italiano de 2009, quando jogava no Piacenza, e um segundo lugar na Liga Mundial, além dos terceiros lugares na Copa do Mundo do Japão (2003), na Liga Mundial de 2004 e na Copa Europeia de 2005. Com a seleção sérvia, o central disputou os Jogos de Pequim, em 2008, deixando a competição nas quartas de final.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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