Paulista correrá 24h seguidas em BH em prol do combate ao câncer infantil

 

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Carlos Dias já enfrentou grandes desafios, como a Copa do Mundo dos Desertos (crédito: divulgação)

Uma vontade de correr que vai muito além do benefício físico. Com 40 anos de idade e 20 deles dedicado à corrida, o ultramaratonista paulista de São Bernardo do Campo, Carlos Dias, mostra, neste sábado, em Belo Horizonte, mais uma prova do seu amor ao esporte e, mais ainda, do seu espírito beneficente.

A academia Bandeirantes (Avenida Bandeirantes, 1.789, Mangabeiras) recebe Dias neste sábado, a partir das 9h, para a penúltima etapa do Desafio das Capitais, que consiste em correr, em cada uma delas, por 24h. Na capital mineira, a maior parte do trajeto vai acontecer em uma esteira. De quatro em quatro horas, Carlos sairá para correr durante uma ou duas horas na rua para mudar um pouco a dinâmica da atividade. A cada quatro horas de prova, Dias fará pausas de 20 minutos para sessões de fisioterapia, necessidades fisiológicas e alimentação, que será feita por meio de comida liofilizada. A hidratação será à base de soro e água.

Em todas as fases, o profissional contará com a presença de fisioterapeutas para realizar trabalho de recuperação e prevenção de lesões. Seu maior objetivo é reunir recursos para ajudar o Hospital GRAAC, que ajuda a combater o câncer em crianças.

Depois de percorrer as 27 cidades, serão 3.240 km percorridos com uma média de 120 km por etapa. Após Belo Horizonte, só faltará participar da etapa de São Paulo. Carlos já teve a oportunidade de correr em diferentes ambientes, como orla de praia, parques, shoppings, academias, estádios, avenidas importantes, clubes, universidades e até em barcos no amazonas.

Para participar, ela realiza uma preparação intensa com diversos profissionais. Uma vez por semana, ele faz sessões de quiropraxia para trabalhar o alinhamento das vértebras e quadril. Na yoga, o foca foi respiração, meditação e consciência corporal. Carlos também realizou fortalecimento e equilíbrio de força muscular entre os membros com os fisioterapeutas do Dr. Joaquim Grava.

“Essas etapas são como uma onda, com momentos bons e ruins. Teve cidades onde corri ao lado de muitas pessoas, que me deram uma boa dose de motivação. Em
outros, como em Maceió, corri sozinho e tive que ter uma força mental muito grande para superar as dificuldades. Ficar longe do meu filho é uma das piores
coisas”, comenta.

A média de treinos diários, que acontecem há oito meses, chega aos 30km. Sábados e segundas-feiras são destinados ao relaxamento. “O condicionamento físico para um desafio como este é realizado ao longo da vida do atleta, na qual aprendemos a identificar nossos pontos fracos e potencialidades. Eu venho de provas extremas e a clareza no que preciso fazer é enorme, por isso me dedico ao máximo nos treinos, pois sei que são essenciais”, relata.

A preocupação com os equipamentos também é grande e faz muita diferença. Usar um tênis confortável é uma das prioridades. “Usar um tênis que te faça uma bolha
ou uma tendinite por conta de dureza, atrito excessivo faz com que seja impossível completar o percurso. Então, todo cuidado é pouco com um calçado confortável”, comenta.

Outras provas desgastantes vieram antes

Antes de tomar a decisão de realizar o Desafio das Capitais, Carlos Dias realizou duas outras provas que lhe deram uma importante motivação.

Em 2009, ele participou da Copa do Mundo dos Desertos, atravessando os quatro desertos mais extremos do país (Gobe, na China, Saara, no Egito, deserto da Antártica, no Polo Sul e deserto de Atacama, no Chile). Foi na preparação para esta prova que ele conheceu a GRAAC. “Fui no hospital fazer um check-up e tive a oportunidade de conhecer o projeto. Me encantei e resolvi que faria o possível para ajudar este trabalho de tanta dedicação”, diz.

Depois dos desertos, ele atravessou os Estados Unidos, indo de Nova York até a Golden Gate, em São Francisco. Foram 5.130km percorridos em 59 dias. “Neste projeto eu vendia milhas simbólicas, que também ajudaram no projeto”, lembra.

Em 2010, foi a vez de percorrer todo o território brasileiro em 325 dias, em um total de 18.250km. Todas estas realizações mostram a vontade de Carlos em ajudar crianças que têm uma realidade não muito favorável. “O ais importante é ver gente do meu lado, correndo, abraçando a causa. Todos são bem-vindos para comparecem e comprarem uma camisa, que terá parte de seu valor revertido para a associação”, convida. “As pessoas precisam sair do sofá e fazer uma atividade que faça bem à saúde. Precisamos expandir nossa capacidade física e mental, não dá pra ficar parado”, comenta.

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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