Golfista mineiro comemora boa fase após temporadas nos EUA

tomaz ribeiro

Tomaz Pimenta pretende se profissionalizar em 2014 e lutar por vaga nas Olimpíadas do Rio 2016 (crédito: CBG)

O jeito tranquilo e despreocupado de Tomaz Pimenta mostra que seu perfil se encaixa bem no golfe, esporte onde paciência e muito jogo mental estão diretamente envolvidos. O mineiro de 22 anos reúne, nos últimos anos, os melhores resultado da carreira, que começou aos 14 anos, por influência do tio-avô. “No começo, eu queria era mais sair de casa e arrumar um hobby. Acabou que gostei. Fui me interessando mais, fazendo aulas e pegando o jeito”, lembra o mineiro, que antes tentou o tênis como prática esportiva, sem muito sucesso. “Percebi que poderia conquistar resultados e premiações mais rápidas com uma outra modalidade”, pontua. A escolha deu muito certo e ele não se arrepende da opção, que já lhe rende reconhecimento e mais apoio ainda da família. “Eles me ajudam de uma forma incrível, desde o começo”, elogia o atual 6º colocado no ranking amador.

Apesar de apresentar características que o ajudam no desenvolvimento, Tomaz garante que o golfe também pode ser praticado por pessoas mais agitadas. “Já vi muita gente começar a praticar para relaxar e diminuir um pouco essa ansiedade. Na verdade, o mais importante é dedicação. Aos poucos, dá para ir aprendendo mais coisas e melhorando o jogo”, destaca o atleta, que está entre os top 10 no ranking da Confederação Brasileira de Golfe (CBG) para amadores.

Com apenas dois anos de prática, Tomaz já começou a conquistar os primeiros resultados, que o motivaram a continuar correndo atrás. A possibilidade de jogar e estudar nos EUA, por meio de uma bolsa de estudos, apareceu aos 16 anos. “Achava que seria mais difícil de conseguir, mas a chance apareceu e não podia deixar passar”, mostra. Depois de estudar na Universidade de Indiana, atualmente ele estuda Economia na Universidade de Miami, cidade que lhe deixa mais á vontade, principalmente por causa do clima favorável.

No começo deste mês, Tomaz partiu para um dos principais campeonatos amadores do país, que aconteceu no Alphaville Graciosa Clube, em Pinhais, no Paraná. O mineiro terminou a competição em quinto lugar e somou importante pontos no ranking brasileiro.

Antes disso, ele Os foi bicampeão do Aberto do Rio de Janeiro em 2011 e 2013, além de participação no US Amateur de 2012. 

Um degrau de cada vez antes de importante decisão

Apesar do bom desempenho e da nítida evolução, Tomaz ainda não pensa em se tornar um profissional. Não que isso seja algo difícil. “Para começar a participar da maior parte dos torneios profissionais, basta se inscrever. Mas o nível a ser encontrado certamente é outro”, indica.

A previsão do golfista é de entrar entre os profissionais em 2014, quando mais experiência e aprendizado serão adquiridos no atual nível, que também é bastante competitivo. “No golfe, é você contra todos os participantes que restam. Também tem a questão de se jogar contra o campo, que sempre muda de formato e características. É algo bem individual, onde quem faz melhor resultado contra o campo ganha”, analisa. Ele ainda lembra da influência direta da natureza no desempenho, como presença ou não de vento, que pode fazer uma tacada mal pensada acabar com as chances de título”, comenta. No Paraná, foram 69 concorrentes brigando pelas melhores tacadas.

Olimpíada será um marco na história do esporte

Mesmo não sendo um esporte tão praticado e divulgado no Brasil, o golfe está prestes a ganhar mais reconhecimento e notoriedade na mídia. Pela primeira vez, o esporte estará presente em uma edição dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016. “Foi uma excelente notícia. O golfe vai ganhar muito com isso e espero que mais praticantes e notícias sobre o esporte apareçam”, indica Tomaz. Para ele, o esporte ainda sofre com preconceito em seu país. “Muitos dizem que é coisa para burguês e nem sabem bem do que se trata. Essa chegada do golfe pode mudar o pensamento de muita gente”, espera ele, que guarda o sonho de ser um dos golfistas brasileiros na competição. Para isso, ele precisa se tornar um profissional e conquistar resultados que justifiquem sua presença na competição. O critério ainda não foi definido, mas deve acontecer de acordo com o ranking mundial profissional.

Apesar da distância que existe para que esta meta se realize, ele não perde a esperanças, mesmo preferindo focar nos próximos compromisso e deixando o tempo e os resultados que estão por vir julgarem seu merecimento. O US Amateur é a meta seguinte de Tomaz, que também mostra empolgação com uma competição por equipes que vira na sequência. “Gostaria muito de participar da Copa Los Andes, que vai contar com todos os países da América Latina. É um dos campeonatos mais tradicionais do golfe e o mais disputado no continente”, afirma Tomaz.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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