Time de vôlei masculino de Florianópolis está fora da Superliga e já começa reestruturação

renan dal zotto

Renan Dal Zotto continuará como supervisor da equipe, que entrará na série B pensando em se reeguer (crédito: Vipcomm – Divulgação)

Um dos times de vôlei mais vitoriosos do país encara de frente a nova realidade e resolve dar um passo atrás para dar dois na frente. Com as dificuldades para encontrar um patrocinador master, a diretoria do Florianópolis não teve outra opção a não ser confirmar seu desligamento da Superliga e buscar uma reestruturação já pensando em retornar à elite. “Tivemos dificuldades para dar prosseguimento e vamos dar uma repensada no projeto. Queremos crescer junto com o novo patrocinador. Nossa volta à principal divisão vai depender de como as coisas vão caminhar a partir de agora”, destaca Renan Dal Zotto, supervisor da equipe que foi quatro vezes campeã da Superliga nas temporadas 2005/2006, 2007/2008, 2008/2009, 2009/2010. Um vice ainda foi alcançado em 2006/2007.

O momento lembra o vivido pela extinta Unisul, que também ganhou destaque pelos resultados e teve que ser reavaliado nos anos seguintes. A Unisul foi vice-campeã brasileira em 1999/2000 e 2002/2003 e campeã em 2003/2004.

“Vamos contar com jogadores que estão em nossa base e com outros que fizeram parte do nosso time no último ano. Mas, ainda não há nada certo o suficiente para que possamos divulgar uma parte da nova equipe”, comenta Renan. Para ele, o ideal seria que esta reestruturação acontecesse após o fim da Cimed. “Pensando hoje, seria o melhor. Mas resolvemos insistir, mesmo sabendo que as dificuldades seriam maiores. Trabalhar no alto rendimento com orçamento bem mais baixo é outra história. Acreditamos muito no rabalho a médio e longo prazo”, indica Renan. Pensar agora no que poderia ser feito no passado é fácil.

Na época do fim da Cimed, Renan preferiu dar continuidade à equipe, confiando no trabalho, que acabou tendo poucos resultados a partir de então. No entanto, todo aprendizado adquirido serve de lição e certamente vai contribuir muito para o sucesso que já é focado para os próximos meses.

Sem investidor não é possível

Renan não lamenta a maior dependência financeira que o vôlei tem atualmente. “Hoje, é tudo diferente. A estrutura é maior, os salários são mais altos e não há como ter sucesso sem um investidor por trás. A realidade é distinta e temos que saber trabalhar dentro deste contexto. É algo natural e que temos que encarar com responsabilidade. Não podemos insistir na elite sem um mínimo de condição”, relata Renan.

O ex-jogador e dirigente confirma presença do time na Superliga B, onde os custos são menores. A equipe terá o apoio do governo do Estado de Santa Catarina, prefeitura de Florianópolis e Unimed. Uma outra empresa também já está acertada, mas o nome não foi divulgado. A inspiração na Cimed serve de motivação.  “Quando a Cimed surgiu, também foi aos poucos, tendo que disputar a divisão de acesso antes de entrar no meio dos grandes. Deu certo e queremos que isso aconteça novamente”, projeta.

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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