Campeonato Mineiro de vôlei terá times de pouca tradição para ganhar experiência entre os grandes

 

Mackssud Oasis Clube

Mackssud tem, como primeiro objetivo, divulgar o projeto social realizado (crédito: Divulgação)

O Campeonato Mineiro Masculino de vôlei está prestes a começar e algumas novidades são aguardadas. A maior delas será pela presença de equipes menos tradicionais, que entram com o objetivo claro de ganhar experiência e buscar uma evolução mais rápida ao enfrentar times de alto nível que disputam a Superliga, como Sada Cruzeiro, atual tricampeão, VivoMinas e UFJF. Mackssud-Oásis-Disfrut e o time de Pirapora entram como franco atiradores e com nenhuma responsabilidade. O Olympico-MartMinas-Uptime completa o sexteto participante. “Quando eu era jogador e treinador, eu gostava muito de jogar contra times mais fortes para crescer cada vez mais. Minas Gerais é um estado que respira vôlei e o Estadual já teve 12 participantes. Algumas equipes precisam deixar de lado o mito de que não se deve enfrentar equipes de nível tão mais alto apenas pelo fato de não terem tido as condições de acompanhar a evolução que o esporte atravessou nos últimos anos”, detalha Carlos Rios, presidente da Federação Mineira, que reconhece a dedicação das equipes que se dispuseram a entrar no campeonato, a exemplo do Mackssud.

“Não escondemos que nossa maior intenção é ganhar experiência. Ao mesmo tempo, não descartamos a chance de uma classificação ao enfrentar concorrentes diretos nesta briga”, comenta o técnico do Mackssud, Ronderson Rodrigues, de apenas 32 anos. Ele desempenha esta função há 12 anos e será um dos mais novos comandantes no campeonato. Antes de chegar ao time do bairro de Santa Tereza, Rodrigues foi técnico de um time amador de Ribeirão das Neves, uma realidade bem diferente dos principais adversários que irá encontrar pelo caminho no Estadual.

Ronderson está na sua primeira passagem pelo time de Belo Horizonte e comanda o time há apenas dois meses. A diferença para os times de maior estrutura é evidente. Pelo fato do ginásio do clube Oásis, no bairro de Santa Tereza, não ter as condições ideais para sediar jogos do Mineiro, o Mackssud deve fazer os seus jogos em casa no ginásio da equipe adversária.

Na atual temporada, o Mackssud chegou no terceiro lugar dos Jogos de Minas, ficando atrás dos times juvenis de Sada Cruzeiro e Minas Tênis Clube. O destaque do time é o ponta Índio, que disputou a Superliga do ano passado pelo Funvic-MidiaFone-SP. Todo o restante do elenco é formado por jogadores profissionais.

Quem também chega com pretensões modestas, mas olhando adiante no futuro é o time de Pirapora. A equipe foi formada somente no mês de junho e quer dar um passo de cada vez. “Todo projeto precisa estipular metas a serem alcançadas. Vamos subir degrau a degrau e queremos crescer com o tempo. Uma classificação não é impossível”, relata Everaldo Felipe, coordenador do projeto.

Para os grandes, mesmo com um nível abaixo da Superliga, maior desafio do ano, o Mineiro é considerado de grande importância para dar, ao elenco, o desejado ritmo de jogo neste começo de temporada. “Sempre que o Vivo-Minas entra em uma competição, é para vencer e com muita seriedade. Cada time tem uma condição e qualidade específica, onde o caminho é traçado de formas diferentes. Temos que entrar com respeito e fazer o nosso melhor”, relata Horacio Dileo, técnico do Vivo-Minas, que tentará incomodar o rival Sada Cruzeiro, campeão das últimas três edições.

O mais provável é que Sada Cruzeiro, Vivo-Minas, UFJF e Olympico-MartMinas-Uptime se classifiquem, uma vez que possuem elencos mais qualificados e estrutura mais consolidado. O Olympico, que disputará novamente a Superliga B – caiu nas semis no ano passado – contará novamente com vários reforços do juvenil do Sada Cruzeiro.

Projetos são usados como forma de alavancagem

Com times modestos, que não devem lutar por muita coisa, Mackssud-Oasis-Disfrut e o time de Pirapora, que ainda não teve seu nome definido, pelo não acerto com os parceiros, querem mostrar seu valor aos poucos. A pretensão acompanha a estrutura e as dificuldades que existiram para que a confirmação no campeonato aparecesse.

A divulgação dos projetos realizados pelos dois times é a vontade maior neste primeiro momento. Com o conhecimento do grande público sobre os trabalhos que são realizados fora da quadra, a chance de crescimento e consolidação da equipe é maior. A partir de um primeiro degrau alcançado, outras metas podem ser estipuladas, de acordo com as possibilidades que forem aparecendo.

O Mackssud tem importante apoio de uma empresa japonesa que pretende se instalar no Brasil a partir de 2016. “Até lá, a vontade é divulgar a marca e, principalmente, o trabalho social que fazemos”, relata Wildine Mesquita, supervisor técnico da equipe. O Mackssud mantém parceira com o Projeto Assistencial Novo Céu, que trabalha com crianças com paralisia cerebral. Visitas e doações são feitas à entidades. Além disso, os atletas ministram oficinas esportivas para jovens de 10 a 18 anos duas vezes por semana.

“Queremos começar devagar e, em alguns anos, dar espaço aos atletas que serão formados no nosso projeto, que já está em andamento nas categorias de base”, posiciona Everaldo Felipe, coordenador do projeto.

Feminino tem situação mais complicada

Ao contrário do campeonato masculino, o feminino ainda vive com algumas indefinições. Não se tem uma previsão de quando o torneio irá começar, nem as equipes participantes. “Não podemos deixar de ter um torneio como aconteceu no ano passado”, comenta Carlos Rios, presidente da Federação Mineira de Vôlei (FMV). Em 2012, o regional não aconteceu por falta de equipes. Depois que o time do Mackenzie anunciou que não teria condições de participar do Mineiro e da Superliga, a realização do Estadual ficou inviável, principalmente com a presença das duas equipes restantes (Banana Boat-Praia Clube e Minas Tênis Clube).

A dupla está, novamente, garantida para as competições de 2013. No entanto, com a impossibilidade de outras equipes do Estado de bom nível participarem, a opção da FMV vai ser convidar equipes de fora para tentar realizar um torneio de qualidade razoável. Ainda não se sabe quais equipes podem ser convidadas.

 

 

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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