Brasil vence China pela segunda rodada do Torneio de Montreux

garay

Fernanda Garay foi bem e reafirma seu novo papel dentro da seleção brasileira

O Brasil teve a China pela frente na segunda rodada do Torneio de Montreux, que acontece na Suíça. Depois de vitória, na estreia, sobre as donas da casa, o time de José Roberto Guimarães encarou um adversário de maior qualidade, que deu muito trabalho para as jogadoras. Mesmo assim, a classificação foi confirmada com uma vitória por 3 sets a 0 (25/19, 27/25 e 25/23). O Brasil entra em quadra nesta quinta, contra a Rússia, para fechar a participação na fase de classificação e definir o primeiro colocado na chave.

Ao contrário da estreia, José Roberto Guimarães entrou com um time mais forte diante das chinesas. Fernanda Garay foi chamada e correspondeu bem.

A equipe brasileira cometeu alguns erros de recepção e deixou de aproveitar bolas em momentos decisivos da partida. Mesmo assim, o desempenho foi satisfatório. A China teve muitas dificuldades no passe e também para virar as bolas.

O bloqueio brasileiro teve boa atuação e foi responsável por importantes pontos.

O rali esteve presente em muitos momentos da partida, tirando aplausos da torcida local. A China comprovou a teoria de equipe de forte defesa e viu um adversário aguerrido do outro lado, que impediu que muitas bolas caíssem, fazendo algumas jogadas demorarem para serem finalizadas.

Adenízia foi muito bom no bloqueio e também na parte ofensiva. Nos ataques, Fernanda Garay foi o grande destaque e Priscila Daroit e Monique Pavão também não comprometeram.

O jogo teve raros erros de saque e as duas equipes encontraram dificuldades na recepção. Muitos erros foram cometidos pelos times, muitos até infantis, talvez pelo fato da temporada estar apenas começando para as seleções.

Do lado chinês, destaque para a ponteira Zhu, que chamou atenção pela altura e potência nos ataques.

José Roberto Guimarães pôde colocar algumas reservas em quadra, como Suelen, que foi convocada como líbero, mas que entrou, tanto ontem como hoje, no fundo de quadra, somente para sacar. Quando foi chamada, Suelen decepcionou no primeiro e segundo set, errando os saques que teve. No terceiro set, no entanto, ela não desperdiçou a chance e ainda fez uma bela defesa em momento decisivo do jogo para dar sua parcela de contribuição.

O jogo: muitas dificuldades e até cartão vermelho

A partida foi equilibrada e teve poucos momentos de grande vantagem para algum dos lados. O Brasil começou com algumas dificuldades e viu as chinesas abrirem 8 a 5. O passe não encaixada e Fernanda Garay e Monique amenizavam o prejuízo. Aos poucos, o time foi entrando no jogo e os bloqueios começaram a aparecer, fazendo com que as brasileiras virassem o jogo e fechassem a primeira parcial.

No segundo set, mais equilíbrio no começo, que logo foi quebrado com vantagem brasileira em 14 a 11. A China não conseguiu virar as bolas e proporcionava vários contra-ataques brasileiros. O Brasil era mais consistente e o bloqueio continuava aparecendo. Mesmo atrás, a China correu atrás do prejuízo e incomodou na reta final do set, quando as sul-americanas venciam por 24 a 23. O saque era para China e o Brasil tinha a chance, nas mãos, para fechar. Mas dois erros seguidos na recepção fizeram as asiáticas abrirem 25 a 24. Na sequência, o passe encaixou e o empate veio. Um rali nos pontos finais tirou o fôlego dos torcedores, que não resistiram e reconheceram o esforço das jogadoras com muitos aplausos. Em dois ataques de Priscila Daroit, o Brasil conseguiu, finalmente, fechar e abrir 2 a 0.

Na terceira parcial, o Brasil começou bem (4 a 1), mas a China logo empatou em 6 a 6. O time de José Roberto Guimarães conseguiu abrir 13 a 10, mas logo viu as adversárias virarem em lance inusitado. O time brasileiro já havia sido advertido com cartão amarelo. Quando o 13 a 13 veio, Adenízia atacou bola duvidosa e o juiz marcou bola fora. A capitã Fernanda Garay foi reclamar e, ironicamente, aplaudiu a decisão do árbitro, que sacou o cartão vermelho. Na regra da competição, o amarelo serve apenas de advertência e o vermelho vira ponto para o adversário. Com a punição, a China passou na frente, mas o Brasil logo se recuperou. Nos 21 pontos empatados, o juiz novamente chamou atenção por um erro em momento importante do jogo, dando ponto para as chinesas. O Brasil não desistiu e buscou a vitória a todo custo. Suelen entrou para sacar e no ataque chinês, fez bela defesa, que propiciou o contra-ataque derradeiro.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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