Unitri se reapresenta para treinos preparativos pensando na final do NBB

Célio Messias - Divulgação

Com 72 anos, Hélio Rubens é o responsável pelos dois maiores títulos do basquete uberlandense

 Garantido na final do Novo Basquete Brasil (NBB), a primeira na sua história, desde que  novo formato do campeonato foi adotado em 2009, o Unitri-Universo, de Uberlândia, retorna nesta quarta aos treinos, buscando chegar inteiro na decisão, que acontecerá no dia 1º de junho.

Foram três dias de folga concedidos pela comissão técnica e pelo técnico Hélio Rubens, que preferiram dar aos jogadores um tempo para recuperar o desgaste dos três jogos da semifinal diante do Paschoalotto-Bauru (SP). “Esse tempo foi muito útil, pois sempre aparece alguma dor ou pequena lesão. Teremos 10 dias de trabalho para chegar com tudo neste importante jogo”, destaca o pivô Gruber.

Para ele, o time soube suprir bem os momentos de dificuldade que apareceram durante a temporada. “Imprevistos sempre acontecem e é preciso estar preparado para essas situações. A força do grupo foi muito importante e fez a diferença nestes playoffs. Todos os jogadores foram utilizados e puderam sentir na pele a importância que cada um tem dentro do grupo. Estar á vontade e saber que podemos fazer a diferença é sempre importante”, relata o jogador.

A vontade e determinação demonstrados ajudaram e muito o time a chegar na final. É com essas características que o técnico Hélio Rubens espera contar para que o título brasileiro seja conquistado.

“Estamos muito motivados e com estes ingredientes temos ciência de que é com esse espírito que podemos chegar ao título. O clima na cidade é ótimo e jogamos as partidas contra Pinheiros e Bauru sempre com o Sabiazinho lotado e ainda teve muita gente que ficou de fora. Isso nos orgulha muito e nos motiva ainda mais”, afirmou o comandante uberlandense, de 72 anos.

Hélio Rubens foi o responsável pelos dois maiores títulos da história de Uberlândia no basquete. O campeonato brasileiro de 2004, na época organizado pela Confederação Brasileiro de Basketball (CBB) foi uma grande alegria para todos, assim como o Sul-Americano.

“Em 2004, nós ganhamos os títulos do Campeonato Brasileiro e da Liga Sul-Americana, que eram troféus que Minas Gerais ainda não tinha. Estou muito feliz por
fazer história por aqui novamente”, comemora Hélio.

Final em jogo único é novidade para alguns jogadores

O duelo do dia 1º de junho ainda não tem adversário definido. São José-Unimed (SP) e Flamengo disputam um lugar na decisão. A série está com vantagem de 2 a 1 para os cariocas, que farão a final em casa se venceram mais uma partida. Se o São José reverter a situação, a final acontecerá em Uberlândia.

“Não temos preferências por adversário e sim pelo local da partida. Se pudermos jogar em casa, é sempre melhor. A nossa torcida é muito presente e nosso time fica mais forte quando atuamos em casa. O Sabiazinho cheio é uma força a mais. Seria muito legal para a cidade receber uma final. Mas, teremos que esperar pelo adversário nesta outra série, que está sendo muito dura”, comenta Gruber.

O jogador fará sua primeira final em jogo único e acredita que uma partida como esta é diferente das demais. “Nunca vivenciei uma situação como esta e acredito que devemos entrar com tudo e estarmos concentrados durante os quatro períodos. O fator emocional e psicológico tem um peso grande, se deixarmos o adversário gostar do jogo e abrir vantagem, fica difícil recuperar. Queremos entrar de férias com o título de campeão brasileiro”, projeta o jogador.

Ele ainda crê que melhorias podem ser feitas na equipe. “Sempre a algo que pode ser desenvolvido, a evolução deve ser contínua. Nos precipitamos em alguns momentos do terceiro jogo contra o Bauru, quando eles abriram vantagem e tivemos que correr atrás do marcador. Erramos algumas bolas fáceis, o que não pode acontecer. Temos que corrigir isso e manter o nosso sistema de jogo”, alerta Gruber, que acredita que o foco agora deve no próprio Uberlândia. “Quando for definido o adversário, começamos a pensar nele. Mas, por enquanto, temos que pensar no nosso time”, concluiu o pivô, autor de 11 pontos no terceiro jogo da semifinal.

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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