Belo Horizonte recebe Sul-Americano de vôlei masculino entre 8 e 12 de maio

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Levantador Marcelinho já sentiu o gosto de ser campeão sul-americano de clubes (crédito: Mariela Guimarães)

Belo Horizonte afirma sua tradição e importância no cenário do vôlei internacional não somente com grandes times, mas também sediando importantes eventos, como já aconteceu com jogos da seleção brasileira pela Liga Mundial. A partir da próxima quarta feira, a Arena JK receberá as sete equipes participantes do Campeonato Sul-Americano de Clubes, que terá o time da casa, o Vivo-Minas, como anfitrião. Quem vencer o torneio, garante vaga para o Mundial Interclubes, que acontece em outubro. Novamente, Beo Horizonte reafirma sua presença de destaque, sediando também a maior competição entre clubes do mundo. O Mineirinho será o palco dos duelos intercontinentais.

Além do Vivo-Minas, os grandes times do campeonato são o RJX-RJ, atual campeão da Superliga e o campeão e vice-argentino, UPCN (tricampeão) e Buenos Aires Unidos. Os times restantes são franco atiradores e estarão representando o vôlei da Venezuela, Peru e Uruguai. O campeã boliviano estava confirmado, mas acabou desistindo de participar nos últimos instantes. “Sabemos que, tecnicamente, as maiores forças estão entre os times brasileiros e argentinos. Alguns destes times de fora não são nem profissionais, o nível não é equivalente com Brasil e Argentina. Mas trata-se de uma competição muito importante, fundamental para chegar ao Mundial, que é o nosso maior objetivo”, garante o levantador Bruninho, do RJX.

Assim como Bruninho, seu companheiro de posição e rival, Marcelinho, do Vivo-Minas, já sentiu o gosto de ser campeão continental. “É o maior campeonato da América do Sul, vale muito para o currículo dos jogadores e também para o clube. Temos que entrar forte desde o início, principalmente por ser um torneio curto”, comenta Marcelinho.

Mesmo sabendo que as equipes de países de menos tradição não devem incomodar, a ordem é impor o ritmo de jogo, para que, quando os compromissos de maior importância, chegarem, o entrosamento e a concentração estejam de acordo com as exigências. “Não podemos dar mole, essa queda de rendimento pode nos atrapalhar, mesmo que a vitória venha contra um adversário mais fraco. Temos que lutar contra isso”, destaca o levantador.

O oposto tcheco Filip, do Vivo-Minas, também preza pelo cuidado. “Temos que estar concentrados o tempo todo. Das sete equipes que participam, quatro são muito fortes e precisamos esta bem no momento de enfrentá-las”, comenta o jogador, que acredita que sua equipe, por jogar em casa, é a favorita, ao lado dos cariocas.
Adversários se conhecem pouco

O grupo do Vivo-Minas sai na frente quando o assunto é conhecer os adversários. No entanto, a dupla argentina formada pelo treinador Horacio Dileo e pelo ponta quiroga possui informações somente dos principais adversários. “O UPCN mantém a base há cinco anos e faz um trabalho muito forte dentro e fora da quadra. Eles têm jogadores de seleção e merecem a nossa atenção”, alerta Dileo.

Antes do início da última Superliga, o RJX enfrentou o UPCN pela Copa Volta Redonda, torneio que serviu de preparação para as duas equipes. “É uma equipe que tem tido resultados interessantes e isso não acontece à toa. Eles possuem um brasileiro (oposto Evandro Guerra) e um romeno (ponta Olteanu) no elenco, merecem cuidado. O mesmo pode-se falar do Buenos Aires unidos, que tem o ponta francês Samica no grupo, um jogador de qualidade. Mas, precisamos estar atentos ao time da Venezuela, um país que tem crescido nos últimos anos e foi, inclusive, campeão Pan-Americano de 2003”, lembra o técnico do RJX Marcelo Fronckowiak, que salienta que alguns jogadores fora do eixo Brasil-Argentina já começam a se destacar e fazer parte de times europeus. “Tenho certeza de que os times de Brasil e Argentina vão ajudar bastante na evolução de outros centros do vôlei sul-americano por meio de campeonatos como este”, garante.

O levantador Bruninho, do RJX-RJ, admite que conhece pouco dos concorrentes. “Conheço alguns jogadores dos times argentinos e só. Teremos que esperar por vídeos para termos mais informações”, comenta Bruninho.

Campeonato é válido, mas recebe críticas

RJX e Vivo-Minas estão em um campeonato desejado por todos. No entanto, o fato de jogarem o Sul-Americano não tira da dupla a vontade de desabafar contra algumas questões. “O calendário oficial do torneio só foi divulgado há pouco mais de um mês. Sou a favor do campeonato, mas desde que ele seja mais bem planejado e informado com maior antecedência”, comenta Marcelo Fronckowiak, técnico do RJX, que se mostra preocupado com o desgaste do seu time. “Muitos jogadores chegaram para a Superliga em uma sequência vinda de Olimpíada. Trabalhar com isso não é fácil. Tivemos uma temporada difícil e agora começa um novo ciclo. Temos que saber a forma correta de trabalhar para termos todos no melhor nível físico e mental”, detalha o treinador.

A maior preocupação do comandante é manter o ritmo de jogo de sua equipe, que não joga há três semanas. “Temos que ter cuidado para não perder este foco. Estou diminuindo a intensidade e duração dos treinos para termos um gás e uma motivação ainda maiores em Belo Horizonte”, afirma. No ano passado, o Sul-Americano aconteceu em setembro, quando a Superliga já havia se encerrado há pouco mais de três meses.

Seu capitão, Bruninho, concorda. “A confirmação do campeonato veio de forma tardia, isso atrapalha”, lamenta. O jogador reconhece o favoritismo de sua equipe pelo alto investimento e crê em uma tarefa árdua contra Vivo-Minas, UPCN e Buenos Aires Unidos.

O levantador Marcelinho, do Vivo-Minas, espera mudanças para os próximos anos. “Para este campeonato, não podemos fazer muita coisa, a não ser jogar e dar o nosso melhor. Nos anos seguintes, os organizadores poderiam tentar escutar os atletas para que a data fosse boa para todos”, sugere.

Fronckowiak também lamenta o fato de seu time, o atual campeão brasileiro, ter ficado em uma chave com quatro times. “Ganhamos o título e vemos o Vivo-Minas ser beneficiado. Eles terão um jogo a menos e mais tempo de descanso. Não tivemos informações sobre os critérios de sorteio, nada ficou muito claro. Teremos que jogar conta tudo isso”, pontua o treinador, que compara a sequência que terá com os momentos decisivos da Superliga contra o próprio Vivo-Minas e também contra o Sada Cruzeiro.

 

O Sada Cruzeiro, atual campeão sul-americano, perdeu a chance de estar no Sul-Americano ao deixar o título brasileiro escapar diante dos cariocas. No entanto, como o clube será o anitrião do Mundial, sua presença no campeonato está garantida. No ano passado, o time celeste terminou o Mundial com o vice-campeonato, caindo a final para o italiano Trentino, atual tricampeão da competição. O Trentino, mesmo sendo eliminado nas quartas da Champions League, também deve participar do Mundial por ser o último vencedor do torneio, entrando como convidado da Federação Internacional de Vôlei (FIVB)

 

Equipes

Club Perless – Peru
Cidade: Lima
Entrou por ser o atual campeão peruano

Vikingos de Miranda – Venezuela
Cidade: Miranda
Entrou por ser o atual campeão venezuelano

Carmelo Rowing Club – Uruguai
Cidade: Carmelo
Entrou por ser o atual campeão Uruguaio
Buenos Aires Unidos
Cidade: Buenos Aires
Vice-campeão argentino
Destaque: Francês Samica (ponta)

UPCN
Cidade: San Juan
Entrou por ser o atual campeão argentino
Destaque: Evandro Guerra. O oposto brasileiro foi uma das princiais armas do time na campanha do tricampeonato. Evandro foi o maior pontuador de vários jogos, incluindo aí o jogo decisivo contra o Buenos Aires Unidos, quando o time venceu por 3 a 2, depois de sair perdendo por 2 a 0.

Vivo-Minas
Cidade: Belo Horizonte
Entrou como convidado por sediar o torneio
Destaque: O ponta Ricardo Lucarelli, de apenas 21 anos, terminou a Superliga como o maior pontuador da competição. Apesar de jovem, o jogador já acumula importante experiência, fazendo parte do elenco da seleção brasileira na Liga Mundial e nas Olimpíadas do ano passado. Lucarelli está de malas prontas para vestir a camisa do Sesi-SP após o Sul-Americano.

RJX-RJ
Cidade: Rio de Janeiro
Entrou por ser o atual campeão brasileiro
Destaque: O levantador Bruninho também é titular e capitão da seleção brasileira. O jogador cresce a cada ano e se reafirma como um dos grandes nomes da posição dentro e fora do Brasil. Bruninho mostra um importante entrosamento com o central Lucão. A dupla atuou junta também na Cimed-SC.

 

Grupo A

Vivo-Minas-BRA
UPCN-ARG
Club Perless-PER

Grupo B

RJX-BRA
Club Buenos Aires Unidos-ARG
Vikingos de Miranda-VEN
Carmelo Rowing Club-URU
8 de maio

15h30 – Buenos Aires Unidos x Vikingos de Miranda
18h – RJX x Carmelo Rowing
20h30 – Vivo-Minas x Club Perless

9 de maio

15h30 – Carmelo Rowing x Buenos Aires Unidos
18h – RJX x Vikingos de Miranda
20h30 – Vivo-Minas x UPCN

10 de maio

15h30 Vikingos de Miranda x Carmelo Rowing
18h – Club Perless x UPCN
20h30 – RJX x Buenos Aires Unidos

Fase final

11 de maio

16h – Decisão 5º colocado – 3º A x 3º B
19h – 2º A x 1º B
21h45 – 1º A x 2º B

12 de maio

16h30 – decisão de 3º lugar
19h30 – final

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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