Sada terá torcida na Vila Leopoldina

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Roseli Vilaça terá poucas horas de descanso antes de acompanhar, ao vivo, o Sada Cruzeiro no segundo jogo das semifinais (crédito: Paula Huven)

A primeira partida da semifinal da Superliga masculina de vôlei entre Sada Cruzeiro e Sesi-SP reservou aos torcedores do Sada uma possível despedida do time jogando dentro do ginásio do Riacho na atual temporada. Se vencer o segundo jogo da série, amanhã às 10h, em São Paulo, o time cruzeirense garante vaga na final, que será realizada em jogo único, marcado para o dia 14 de abril, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O adeus à torcida celeste, que acostumou os jogadores a verem o Riacho lotado e receber o apelido de caldeirão, se deu em grande estilo, em uma vitória incontestável diante de um dos favoritos ao título do campeonato.

Enquanto alguns cruzeirenses poderão torcer pessoalmente para o Sada somente na próxima temporada, outros fazem questão de acompanhar o time em qualquer lugar na reta final. Mesmo em menor número, eles garantem que farão bem o seu papel no ginásio da Vila Leopoldina, casa do adversário paulistano, que precisa vencer para se manter vivo.”Vou em todos os jogos no ginásio do Riacho e aproveitei o fato da minha irmã morar em São Paulo para unir o útil ao agradável. Vou visitá-la e também vou ao jogo dar uma força”, comenta Roseli Vilaça. Apaixonada por vôlei desde os tempos de escola, ela garante que apoia muito nas quadras do que nos campos.

“A torcida do futebol deixa muito a desejar. O vôlei tem um potencial maior de atrair os jovens, é um esporte diferente, assim como a torcida que acompanha. Alguns dos que vão ao Riacho também vão aos estádios, mas a maioria tem um outro perfil”, analisa a moradora de Contagem, que chegará à capital paulista somente no sábado de manhã, faltando poucas horas para o duelo. “Vou dar uma passada rápida na casa da minha irmã e vou direto para o ginásio”, lembra a torcedora, que aproveita a proximidade de casa para garantir a presença no ginásio de forma antecipada. “Os jogadores são carismáticos e isso deixa qualquer um entusiasmado. Quando comecei a ir nos jogos, a torcida era menos frequente do que hoje. quando todos os jogos costumam ter casa cheia”, lembra.

A irmã Rosália Zuchetti apenas aguarda a chegada de Roseli para formar o grupo que estará na Vila Leopoldina. “Iremos eu, ela, meu marido, minha filha e dois amigos. Todos nós vamos torcer para o Sada Cruzeiro. Sei que não vai ser a mesma coisa do que estar no Riacho, mas o importante é apoiarmos o time neste momento decisivo”, relata. Rosália, que assim como Roseli foi influenciada pelo irmão cruzeirense a ser uma torcedora do Sada, já fez questão de comparecer no Riacho em duelos no ano passado.

“Saí de São Paulo somente para acompanhar alguns jogos em Contagem. Muitos podem pensar que o motivo maior foi visitar a família, mas admito que o time de vôlei teve uma influência maior nessa viagem”, brinca a professora, que compareceu aos confrontos contra São Bernardo, Vivo-Minas. RJX e Vôlei Futuro. “Esse jogo contra o time de Araçatuba foi o primeiro que fui. Lembro bem porque eles usaram uma camisa homenageando o Wallace, que tinha sido xingado no jogo contra o Minas”, mostra.

Depois de tomar gosto pelo time, o marido italiano teve que se contentar em perder o controle remoto. “No último sábado, por exemplo, tomei conta da TV antes mesmo do jogo começar. Não teve jeito pra ele, que já se conformou. Mas no começo, ele ficava um pouco nervoso”, descontrai.

Para ela, o levantador William representa bem a qualidade do time. “Ele é muito sério e concentrado. Sua personalidade é cativante também. Fico feliz quando ele se aproxima da torcida para agradecer a presença e o carinho. Esse reconhecimento vale muito”, elogia a confiante torcedora. “Se o Sada perder, vai ser um acidente de percurso. A classificação já é nossa, seja aqui ou em Contagem”, garante Rosália, que já mira a grande decisão. “Quero estar no Rio, mas não sei se vai ser possível.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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