Filho de Marcelo Mendez, técnico do Sada, sonha em futuro como jogador de vôlei

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Juan tem, em casa, um exemplo de vida dentro e fora do esporte. Os ensinamentos do pai podem ser úteis na sua carreira como jogador de vôlei, que está só começando. (crédito: Douglas Magno)

Quem acompanhou os treinamentos do Sada Cruzeiro na semana que antecedeu o Carnaval, pôde ver uma figura diferente em quadra. O mesmo adolescente que ajudava a buscar as bolas e a enxugar o chão, no final, teve a chance de bater uma bola. Juan Mendez, 16 anos, é filho do técnico Marcelo Mendez, e mostrou que sabe sim praticar o esporte que rendeu ao pai vários títulos e glórias. Recebendo saques do auxiliar Humberto Martelete, Juan mostrou boa capacidade como defensor. “Acho que ele está mais para engenheiro”, brincou o pai, antes de cair na risada. Uma provocação que o filho levou numa boa. “Ainda não sei qual profissão vou seguir. Gosto muito da área de advocacia, jornalismo e engenharia. Mas meu sonho mesmo é ser jogador de vôlei, seria fantástico viver disso”, comenta o jovem, com um sotaque que não dificulta qualquer conversa.

O afilhado do técnico Horacio Dileo, do Vivo-Minas, mostra que a rivalidade entre os dois clubes de Belo Horizonte fica somente no papel. Marcelo Mendez e Dileo são conhecidos de longa data e um é só elogios para o outro. A consideração pelo conterrâneo foi transformada em convite, prontamente aceito pelo treinador minastenista. “Nos conhecemos há 17 anos e recebi esse convite com pouco tempo de amizade com o Marcelo. Foi um presente de Deus, um orgulho para mim ter o Juan como afilhado. A minha relação com o Marcelo é muito boa, desde sempre. Temos uma grande admiração pelo outro, algo que vai muito além das quatro linhas”, destaca Horácio, que pôde matar a saudade no curto período em que estiveram em Belo Horizonte. “Saímos para jantares e passeios e foi muito bom revê-lo. Infelizmente, o trabalho impede que nos vejamos com a frequência que gostaríamos”, comenta, garantindo ter o jovem em seu coração.

Aos oito anos, Juan foi introduzido no vôlei. Um ano depois, teve a oportunidade de morar na Espanha, para acompanhar o pai, que esteve à frente do time de Palma de Mallorca, onde o sucesso após o bicampeonato espanhol lhe rendeu uma vaga comandando a seleção nacional. “Nessa época, não gostava muito ainda de vôlei. Mas quando voltei para a Argentina, com 13 anos, a paixão despertou e não quis parar nunca mais. Comecei a gostar de um jeito que nunca tinha imaginado”, lembra. Atualmente, ele integra um dos times de base do River Plate, clube que também foi treinado por seu pai.

Hoje, ele se espelha no irmão Nicolas, 20, que integra a seleção juvenil celeste, que está em preparação para o Mundial sub-23, que acontece no Brasil entre 3 e 14 de outubro.

“Ele é uma inspiração para mim, assim como meu pai, que sempre nos mostrou, desde cedo, que o vôlei é um esporte onde a cabeça ajuda muito. Temos um grande treinador dentro de casa, sempre próximo e disposto e nos dar dicas. Somos felizes por isso. Meu irmão praticamente nasceu com uma bola de vôlei debaixo do braço, estreou entre os profissionais com apenas 16 anos. Ele chegou a jogar no mesmo clube que meu pai treinou na Espanha antes de voltar para a Argentina”, indica o orgulhoso irmão.

O padrinho vê com bons olhos os ensinamentos que começam dentro de casa. “Às vezes, ter um treinador muito próximo, como é o caso dele, pode atrapalhar vez ou outro. Mas no caso deles, é muito benéfico. O Marcelo é um grande exemplo de vida para os dois e os aconselha em tudo que for possível. O Juan tem tudo para se tornar um jogador de vôlei. Ele tem algumas características fundamentais, como caráter, sacrifício, bom temperamento. As questões técnicas e táticas irão se desenvolver ao longo do tempo, mas as premissas básicas já estão garantidas”, projeto Dileo.

Brasil também é inspiração

Admirador do vôlei brasileiro, Juan tem também o desejo de atuar no Brasil. “A Superliga é um dos três campeonatos mais fortes do mundo. A maior parte das equipes são de alto nível. O campeonato possui vários atletas de qualidade que nem são da seleção, tão grande é o número de jogadores talentosos. Na Argentina é diferente. Por lá, os grandes destaques são de fora do país e os grandes jogadores locais, jogam fora, normalmente na Europa”, lamenta o jovem, fã declarado do sérvio Milinkovic e do levantador espanhol.

No entanto, seu maior ídolo é um brasileiro, hoje em terras portenhas: Giba. “Os ginásios por onde seu time (Drean Bolívar) joga, estão sempre cheios, tudo para vê-lo em ação. Infelizmente, ele não está no melhor de sua forma, seu auge já passou. Mesmo assim, ele continua fazendo bonito e é destaque por lá, sempre fazendo a diferença”, comenta, garantindo não estar exagerando. “Sempre que posso, fico um bom tempo na internet vendo vídeos destes jogadores. Procuro sempre aprender o máximo com eles e os vídeos ajudam muito”, admite.

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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