Ana Flávia estreia coluna de vôlei no jornal O Tempo

 

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Ana Flavia irá trazer muitas informações de bastidores para o leitor do jornal O Tempo (crédito: Douglas Magno)

Uma vida dedicada ao vôlei. Assim pode ser resumida a vitoriosa trajetória de Ana Flávia, a ex-central da seleção brasileira, que estreia, na próxima quinta-feira, sua coluna no jornal O Tempo dedicada à modalidade que lhe rendeu muito mais alegrias do que tristezas.

Ana Flávia é uma referência em Minas Gerais quando o assunto é o segundo esporte mais popular do país. “Estou muito feliz com essa oportunidade. Acredito que seja um fruto de toda a dedicação e liderança que exerci dentro de quadra. O vôlei brasileiro vive um momento de grande importância, tendo poucos atletas da nossa seleção jogando fora do país. Quero ajudar a fortalecer o esporte”, comemora Ana, que na quarta-feira participará de um videochat no portal de O Tempo.

Em suas colunas, o leitor poderá encontrar informações diferenciadas de quem vive o dia a dia do vôlei. Mesmo depois de ter encerrado a carreira, Ana continua ligada às quadras. Atualmente, ela possui uma empresa que é responsável pela carreira de vários atletas de destaque, como Fabiana, Joycinha, Arlene, Suellen e Ana Tiemi, todas com boa passagem pela seleção. “Quero acrescentar muito á editoria de vôlei, passando acontecimentos dos bastidores, que os jornalistas e o grande público acabam não tomando conhecimento. Tenho acesso a algumas coisas que podem despertar o interesse”, admite a empresária, que comanda uma empresa que mostra grande preocupação com quem é gerenciado.

“Também focamos na vida pessoal, se for do interesse do jogador. Nosso objetivo é acrescentar algo à carreira, seja na vida financeira ou seja envolvendo contratos com clubes e até conselhos. É algo para dar um retorno a médio e longo prazo, mas que ajuda muito na sua valorização e maturidade. Esse tipo de opção não existia na minha época de jogadora”, comenta Ana, que encerrou a carreira em 2001, jogando pelo Vicenza, da Itália, equipe por onde ela venceu o campeonato nacional e europeu.

Não foram poucos os grandes momentos na carreira da ex-central. Bronze na Olimpíada de Atlanta (1996), ela também jogou em Barcelona e conquistou três Grand Prix pela seleção brasileira. Formada no Minas, ela fez parte da equipe que foi sensação do Brasil ao reunir craques como Hilma, Leila, Márcia Fu e Ida. Vice campeã mundial com o clube da Rua da Bahia, em 1989, ela acabou tendo a chance de sentir o sabor de ser campeã intercontinental com o Sadia dois anos depois.

Os momentos ruins ficam por conta das três cirurgias realizadas no ombro esquerdo. “Isso me limitou muito, principalmente no fim de carreira. Tive que abrir mão das Olimpíadas de Sidney para conseguir jogar mais três anos em clubes. O Bernardinho chegou a me colocar de líbero, para que eu não me desgastasse tanto, mas não teve jeito”, lembra Ana Flávia, que jogou os últimos três anos de sua carreira na Itália, defendedo Vicenza e Modena.

Quando chegou ao Minas com 11 anos de idade, Ana Flávia se esforçava para inventar desculpas e faltar às aulas. “Tinha medo das dificuldades que encontrava. No colégio, eu era a melhor, mas no clube, eu não tinha destaque algum. Foi preciso ganhar meia bolsa de estudos para começar a me comprometer”, relata a ex-jogadora, que chamou atenção pelos 1,74m que tinha com pouco mais de uma década de vida.

Ana e as companheiras de Minas acabaram indo para a seleção infanto-juvenil comandada por Marco Aurélio Motta, que fez bom trabalho com a Turquia nas Olimpíadas de Londres. “Ele tinha um olho mágico, seu trabalho com a base é sensacional. Das jogadoras do Minas que foram convocadas, eu fui a única que permaneci, mesmo sem ser destaque do time na época. Tinha apenas 15 anos”, emenda Ana, valorizando a capacidade de Motta.

Aos 19, ela já figurava na seleção adulta, mostrando uma bem-vinda precocidade para atingir degraus mais altos na carreira, mesmo antes do momento considerado por muitos como ideal.

A ex-meio-de-rede ainda lembra da primeira passagem pela Itália, com apenas 20 anos. “Fui convidada pelo Ênio Figueiredo e fui para um time não muito bom. Acabei jogando lá por uma temporada apenas. E em outra posição, de ponteira”, detalha Ana, que tinha Heloísa Roese e Fátima como brasileiras na equipe.

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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