Trabalho de estatística do Praia Clube aparece pela primeira vez logo em melhor campanha

 

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Claudia Satomi começou seu trabalho de estatística em 1999 (crédito: Divulgação Praia Clube)

 

Pela primeira vez na história, o Banana Boat-Praia Clube conta com o trabalho de um estatístico. Coincidência ou não, a chegada deste profissional trouxe sorte, já que a equipe de Uberlândia faz sua melhor campanha na história da Superliga feminina de vôlei, sendo considerada a sensação do campeonato.

Mas, mais do que sorte, a tecnologia e a competência da comissão técnica são pilares fundamentais para as nove viórias em doze jogos e a terceira colocação. “Os programas de dados e vídeos que usamos passam mais informações de uma forma mais simplificada. Como eles são integrados, basta procurar por uma palavra-chave cadastrada para ver vídeos daquela jogada determinada”, analisa Cláudia Satomi, responsável pelo trabalho de estatística do Praia Clube. Para a fácil localização, especificar a jogada é importante, como a direção do ataque e nome da jogadora. O programa de vídeo fornece a imagem com um atraso mínimo, de seis segundos. Antes mesmo do próximo saque se realizado, membros da comissão podem ver o lance do último ponto.

Com o scout em mãos, treinador e assistente podem projetar melhor a marcação de alguma jogada ou conhecer mais profundamente os pontos fortes e fracos das adversárias. “Mas, no Praia, o trabalho é todo em conjunto. As opiniões de todos são ouvidas e consideradas, isso valoriza demais o trabalho. Além disso, tenho uma relação muito bacana com as jogadoras, o que torna a experiência muito especial”, comemora Satomi, deixando claro que o ambiente no clube do Triângulo é mais do que favorável.

A importância de seu trabalho é inegável, mas Satomi admite que o que faz a diferença são outras situações. “Claro que ajuda, você pode ver o que quiser, do jeito que achar melhor. Mas não vou falar que é por causa das estatíticas que estamos bem. Ter os números nas mãos facilita, sem dúvidas”, crava Satomi, formada em Educação Física e mestre em psicologia da educação, curso feito nos Estados Unidos, onde chegou a ser assistente técnico de um time universitário.

Em 1999, Satomi exerceu a mesma função no Banespa-SP, que tinha o comando de Mauro Grasso, mostrando como a função já era exercida muito antes do Praia considerar a possibilidade. “Depende muito da diretoria e do orçamento disponível. A ajuda é inegável, mas a partir do momento em que se começa a almejar lugares mais altos, a estatística tem que estar presente, pela importância e facilidade que agregam. É difícil ver um clube hoje sem esse profissional”, detalha a praiana.

Depois de três anos no Banespa e um no Palmeiras, Claudia recebeu convite para trabalhar no Minas ao lado de Jarbas Soares. Foram nove antes ao lado do treinador minastenista, antes de aceitar convite do Praia. “Saber das preferências do técnico ajuda muito. Eu me acostumei com o jeito do Jarbas, já sabia do que ele gostava ou não. Tento montar o programa com a cara dele, esse é o desafio”, pontua.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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