Olympico de olho na elite do vôlei masculino

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Alan, Alemão, Éder e Jonatas foram cedidos pelo Sada. Deles, apenas Alemão tem idade adulta. (crédito: Emmanuel Pinheiro)

O Olympico-Martminas-Uptime começa hoje a caminhada rumo ao momento mais importante da sus história no vôlei nacional. O time estreia às 18h na Superliga B, competição que dará duas vagas à elite do campeonato nacional na temporada 2013/2014. O adversário será o São José dos Campos-SP, campeão da Liga Nacional 2012. No grupo B, ainda estão São Caetano-SP e Foz do Iguaçu-SC. O jogo acontece às 18h e abre o circuito que acontece na cidade do ABC Paulista. Cada time será anfitrião de um circuito. A etapa de Belo Horizonte acontece entre 15 e 17 de fevereiro.

“O nível da Superliga B não é muito diferente da elite. A competição de acesso possui vários jogadores que já jogaram na Superliga. O destaque fica por conta do grande número de jovens atletas, que terão boa oportunidade de mostrar seu talento. Estarão em quadra muitas estrelas da próxima geração do vôlei brasileiro”, comenta Ediney Lima, assistente-técnico da equipe mineira. Ao todo, fazem parte do elenco 18 jogadores, mas apenas 12 viajaram para São Caetano.

Foram contratados sete jogadores da seleção brasileira juvenil, base do time do bairro da Serra. Três deles vieram do Sada Cruzeiro: o oposto Alan, o ponta Jonatas e o central Éder. Outros nomes são o líbero Rogério, o central Flávio, o levantador Lucas Salim e o ponta Eduardo. “Fica difícil apontar quem pode ser o destaque. São todos muito talentosos. O Flávio, por exemplo, é um grande bloqueador e pode nos ajudar bastante”, mostra Ediney. Em entrevista feita no mês passado, o técnico Leandro Dutra, que também acumula a função de assistente na seleção juvenil, citou que Bernardinho já fez elogios sobre Rogério, dizendo que ele será o novo ‘Sérgio Escadinha’, um dos mais líberos do vôlei mundial, atualmente no Sesi-SP.

Os recém-chegados foram escolhidos a dedo, com cuidado. A função de treinador referência da CBV foi útil para que Ediney conhecesse grande parte dos nomes da nova geração verde-amarela. “O meu trabalho na seleção mineira também ajudou bastante para conhecer essas novas caras. Mas essa função da CBV permitiu ter acesso a jogadores de outros lugares do país que costumam ser observados e convocados. Alguns deles inclusive já passaram pelo Olympico”, detalha.

Edine garante que tem nas mãos, ao lado de Leandro Dutra, um time de guerreiros, como já foi visto na seleção juvenil. “Evoluímos muitos nos treinos que antecederam a competição, que foram bastante intensos. A potência física dos atletas aumentou bastante e teremos um time que bloqueia e defende muito. Estou bastante confiante, apesar de conhecer pouco os adversários. Com os jogos, teremos melhores condições de avaliar os nossos obstáculos na competição”, indica.

Nenhum amistoso foi feito como preparação. A necessidade também não foi grande, já que os coletivos foram considerados como uma ótima preparação pela comissão. “Nosso grupo é forte e não creio em azar por termos caído em uma chave complicada. Tudo é válido e servirá como aprendizado. Nada vai amedrontar nosso grupo, que já passou por momentos complicados na curta carreira”, garante Ediney. “A expectativa é grande e estamos todos confiantes em um bom desempenho já nesta primeira rodada. Queremos fazer o nosso melhor. Tivemos pouco tempo para treinar, mas como boa parte do grupo já se conhece, o entrosamento veio rápido. Vamos com tudo”, relata Alan.

Com um passo de cada vez, o Olympico pode ir longe. A primeira rodada pode dar boa noção do que vem pela frente. É aguardar e torcer.

Necessária experiência

Apesar de toda a qualidade de um grupo que se conhece bastante, a chegada de dois jogadores mais experientes serviu para dar ao grupo um toque de maturidade,
para tentar controlar a inevitável ansiedade de um grupo jovem e sedento por mostrar seu valor. Chegaram para agregar o oposto Alemão, do Sada e o central Silêncio, que jogou a última Superliga pelo Montes Claros. “É sempre bom ter a presença de jogadores mais velhos para uma orientação. Gosto de jogar com jogadores mais rodados, que podem nos passar um pouco da experiência que eles já ganharam na carreira”, agradece o oposto Alan, campeão sul-americano com a seleção juvenil em 2012. Alan é um das grandes promessas do vôlei nacional.

Enquanto Silêncio já reúne condições de jogo, Alemão requer uma atenção maior, uma vez que não participa de um jogo oficial há mais de nove meses, depois de passar por uma cirurgia no quadril. O jogador viajou para São Caetano, mas sua presença em quadra ainda não é garantida. “Ele ainda está em fase de recuperação, temos que ter paciência. Ele vai ajudar muito o nosso grupo, mas não podemos precipitar o seu retorno”, comenta Ediney, deixando claro que está sendo feito um trabalho em conjunto com a parte física do Sada Cruzeiro para deixar o jogador na melhor condição o quanto antes.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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