Canoas revela segredo para boa campanha na Superliga no ano de estreia

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Técnico Paulão acumula função comercial no time do Canoas (crédito: Alexandre Arruda)

  

Equipes que chegam para a principal divisão de um dos campeonatos mais difíceis do mundo depois de disputar o torneio de acesso normalmente precisam de um tempo para começar a incomodar as principais forças do país. Foi assim com a UFJF, que fez neste ano a segunda temporada na Superliga masculina de vôlei, mostrando importante evolução. Mas ver resultados de destaque já no primeiro ano é fato raro, que merece o reconhecimento.

Na atual temporada da Superliga, o Canoas Vôlei vem surpreendendo muita gente ao ocupar a parte de cima da tabela e deixar para trás times de mais tradição como Vivo-Minas e . O time gaúcho enfrenta hoje, em casa, o Sada Cruzeiro, prometendo dar muito trabalho para os atuais campeões brasileiros. O jogo acontece às 21h e terá transmissão do Sportv.

O time, repleto de jogadores de longe bagagem e comandado pelo técnico Paulão, campeão olímpico em Barcelona (1992), está em quarto lugar na tabela, a apenas
um ponto do Sada e com dois a menos que o líder RJX-RJ.

A força da experiência é uma das armas do time, mas o maior responsável é outro. “O comprometimento de todos é o nosso diferencial. Isso só veio com muita dedicação e trabalho. Admito que não esperava tanto para o primeiro ano de projeto, recém-subido da Superliga B. Isso ajuda muito não somente aqui, mas em qualquer trabalho”, destaca Paulão.

Depois do título da Superliga B, o Canoas se reforçou bastante e procurou por nomes rodados para dar consistência à equipe. Foram contratados jogadores conhecidos como o central Gustavo, com larga passagem na seleção brasileira, Dentinho e Rafa, levantador que deixou sua marca no Minas Tênis Clube. “O bom de ter tantos jogadores experientes no elenco, é que a gente se abraça, sabendo que estamos no mesmo barco, tanto em aspectos coletivos como individuais”, comenta o jogador.

Para buscar os recursos, o técnico também desempenhou uma função comercial, indo atrás de empresas que pudessem ajudar nos investimentos, que aconteceram, mas que estão bem distante dos grandes times do campeonato.

A meta inicial é a classificação, o que já manteria o time para a próxima temporada. Dando um passo de cada vez, ambições mais ousadas podem acabar surgindo. “O respeito que temos no grupo e a dedicação que vemos a cada treino e jogo são maravilhosos. Vamos tentar fazer o nosso melhor a cada jogo. Estar nos playoffs é a primeira meta a ser atingida”, relata.

O objetivo não está muito distante, ainda mais se o bom desempenho do primeiro turno for repetido no segundo, que começa hoje. Os adversários que se cuidem. 

Treinamentos físicos são dosados

Uma das preocupações em qualquer esporte, quando se tem vários atletas experientes, é a questão física. O elenco do Canoas, com média de 31 anos, é um dos mais velhos da Superliga e requer cuidados por parte da comissão técnica. “Foi necessário um trabalho de adequação, tendo um controle constante do volume de treinamento. As cargas de treino precisam ser dosadas”, comenta Giovanni Foppa, preparador físico do Canoas, que no ano passado esteve no Sada. “Por lá, a situação era parecida, mesmo com um grupo com a média de idade um pouco mais baixa. Acabou dando certo, assim como está acontecendo aqui”, lembra.

Se o físico é dosado, é de se imaginar que os treinos técnicos e táticos são mais exigentes. No entanto, não é isso que acontece. “A maioria dos nossos jogadores possuem uma importante história no vôlei, com passagens pela seleção e muitos títulos importantes. Treinos técnicos e táticos são menos necessários do que o cuidado com o físico, que costuma ter sua carga reduzida”, mostra Foppa.

Todo cuidado é pouco e muito válido. O número de contusões comprova isso. Um dos poucos casos de lesões aconteceu com o ponta Dentinho, que sentiu um desconforto muscular e foi poupado de algumas rodadas. Tirando isso, as ocorrências ficam zeradas. “Os jogadores precisam ter um respeito pelo descanso e isso vem acontecendo, graças à consciência e profissionalismo de cada um. O trabalho de muita sintonia entre a parte técnica, física e médica é fundamental para que o planejamento seja seguido à risca. Conversamos bastante para manter esse ritmo. Temos que manter o pé no chão para chegar onde queremos”, projeta o preparador, gaúcho de nascença e coração. 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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