Mari Paraíba admite saudade e volta ao vôlei

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Mari Paraíba agora vai desfilar seu talento nas areias. Mas primeiro, muito treino para se adaptar ao novo esporte. (crédito: Divulgação-CBV)

Os pedidos dos fãs de Mari Paraíba foram atendidos, mesmo com algum atraso. Mas para quem queria, de qualquer forma, ver a ex-ponteira do Minas de volta ao
vôlei, isso pouco importante.

A jogadora, que chamou atenção de todos pela sua beleza na última Superliga feminina de vôlei está de volta ao segundo esporte do Brasil, mas agora a missão será nas areias. O talento dentro das quadras ficou evidente na temporada passada, mas as belas curvas da paraibana de Campina Grande a ‘forçaram’ a dar uma pausa na vida de atleta, mudando a direção para um voo artístico, atuando como modelo e chegando ser capa de uma importante revista masculina. “Não chegou a ser uma carreira de modelo, as coisas simplesmente foram acontecendo. Dentro do que foi aparecendo, achei que era melhor dar uma parada”, lembra a bela.

“Senti muito a falta da rotina de atleta, de ir para academia e treino todos os dias, dos jogos, das viagens. Nunca havia jogado vôlei na areia antes e em uma das oportunidades recentes com um amigo, ele acabou me convencendo. Disse que eu levava jeito e acabei aceitando o desafio”, comenta.

No entanto, apesar de admitir a alegria em fazer uma das coisas que mais gosta na vida, Mari deixa claro que não quer obter destaque pela beleza e sim pela qualidade técnica. “Quero chamar atenção pelos resultados e não pela estética”, garante.

O amigo bom de prosa a ajuda nos treinos, comandados pelo técnico Ednílson Costa. “Os treinos estão intensos e já pude perceber a grande diferença de um esporte para o outro. São modalidades completamente distintas”, garante Mari, que projeta um tempo de três a quatro meses para começar a pensar em jogar de forma oficial ao lado de uma parceira. “Inicialmente, preciso adquirir minha melhor forma física, me ambientar ao novo esporte, que possui um outro estilo de jogo. Depois que estiver em condições, parto para o próximo passo”, garante.

Segundo ela, as diferenças acontecem em vários aspectos. “A concentração precisa ser muito maior, porque estará dentro da quadra você e mais uma pessoa, ao contrário da quadra, quando as diversas funções são desempenhadas por várias jogadoras. A sobrecarga nos treinos é muito maior, assim como a exigência física”, salienta.

Mari chega para o vôlei de praia em um momento importante do esporte, onde a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) realiza ações para maior divulgação e consolidação, como a montagem de uma seleção brasileira. A via de mão dupla, onde Mari voltará a fazer uma das coisas que mais gosta, também terá a entidade sendo beneficiada pelo grande apelo gerado pela musa. Por mais que Mari queira evitar ser destaque pela sua beleza, seu aspecto físico a coloca constantemente em evidência, seja dentro ou foras das arenas.

A rápido adaptação e os bons resultados nas areias podem fazer com que Mari seja reconhecida pela qualidade técnica, mesmo sabendo que os olhares dos infinitos admiradores estarão sempre presentes.

Vôlei de praia é considerado outro esporte

Por mais que se diga que as diferenças entre praia e quadra são enormes, é colocando o pé na areia e a mão na massa que a distinção pode ser sentida com mais intensidade. O esporte é considerado por muitos como praticamente o mesmo, mas as diferenças são grandes. “É uma outra modalidade. Na praia, você agacha a todo instante e o joelho, por exemplo é bastante exigido. Na quadra, isso não existe. Todo e qualquer movimento deve ser feito com perfeição. Se isso não acontecer, uma bola pode ‘espirrar’ com facilidade. O braço deve estar esticado a todo instante e é preciso pensar em tudo com muita atenção. Qualquer detalhe faz uma grande diferença. Na quadra, os movimentos são mais largados, a perfeição não é tão necessária”, exemplifica Mari. “Uma bola, na praia, pode não chegar bem, se você não fizer o toque da maneira ideal. Isso pode comprometer um jogo se não for muito bem feito”, detalha.

Quem já se aventura na areia de forma oficial, confirma as primeiras impressões da musa. O ex-central da seleção brasileira Rodrigão já participa do Circuito Brasileiro ao lado de Carlão Arruda. Além da diferença dos movimentos, outros aspectos externos influenciam bastante. “Na praia existem algumas diferenças grandes, como o vento e a areia, que diminui a impulsão. Ainda estou em um período de adaptação e vou participar de todas as últimas etapas do circuito para ganhar experiência, visando iniciar a próxima temporada em um nível muito mais alto”, declarou o dono da camisa 14 da seleção entre 1999 e 2012.

Rodrigão estreou no circuito em dezembro, no Rio de Janeiro. Os treinos com o parceiro acontecem na Praia do Boqueirão, em Santos e já rendem alguma afinidade entre a dupla. “Eu e o Carlão estamos treinando forte praticamente todos os dias. Já me sinto bem mais à vontade e a tendência é apresentar um rendimento bem melhor em relação à etapa anterior, que foi mais um aprendizado para mim”, declarou o atleta de 33 anos de idade. 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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