Praia nega status de azarão e promete dar mais trabalho na Superliga feminina

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Jogadoras do Praia enaltecem força do elenco, que possui boas peças de reposição (crédito: Alexandre Arruda – CBV)

Quem vê os rankings coletivos e individuais da Superliga feminina de vôlei, dificilmente irá imaginar que o Banana Boat-Praia Clube ocupa uma posição de destaque na tabela de classificação. Entre as dez participantes, o time de Uberlândia ocupa posições pouco expressivas em algumas situações, como sétimo lugar na defesa e levantamento, além de um oitavo lugar na recepção. Entre as jogadoras, os resultados também não chamam a atenção, como a nona melhor líbero e a sétima defensora e sacadora.

“Esses ranking são muito subjetivos e não querem dizer muita coisa. No vôlei, o que vale é bola no chão”, alerta Marcelo Fronckowiak, técnico do RJX-RJ. Prova disso é a posição que o time de Uberlândia ocupa no campeonato. O terceiro lugar, tendo apenas um ponto a menos que as líderes Sollys-Nestlé-SP e Unilever-RJ, mostra que o trabalho está sendo bem feito e que não se trata de sorte ou coincidência. As três equipes de maior investimento já foram encaradas pelo time do Triângulo Mineiro, que deu trabalho e chegou a vencer uma delas, o Vôlei Amil, em duelo realizado na última rodada em Campinas e que terminou com vitória do Praia por 3 a 0.

As duas derrotas vieram justamente para Sollys e Unilever, que somam uma derrota cada. “Pela pouca tradição que temos, muitos se surpreendem com nossa campanha. O investimento também é bem diferente das maiores forças e temos conseguido buscar espaço e mostrar nosso potencial”, afirma a levantadora Juliana Carrijo.

Para ela, a atual posição é justa, uma consequência da ralação do dia a dia. “Não considero o nosso time um azarão, pelo contrário. Sabíamos que isso seria possível. Tudo que vem acontecendo é fruto de um trabalho intenso. Quem está ao nosso lado diariamente, sabe o duro que damos para estar onde estamos”, destaca Carrijo, que teve, antes mesmo da Superliga começar, a missão de substituir a titular e capitã Camila Torquette, que ainda tenta cavar seu retorno ao sexteto de Spencer Lee.

O grande objetivo do time é melhorar a posição da última edição, um sexto lugar. Chegar à uma semifinal já atenderia as expectativas. “Disputar uma final é algo muito grande, até pela qualidade dos principais times. Os investimentos feito pelas concorrentes foram muito maiores e as jogadores do outro lado são de alto nível. Por mais que ainda tenhamos todo o segundo turno por jogar, acreditamos muito em uma semi e vamos brigar para isso”, afirma Carrijo.

Além das duas levantadoras, o grupo ainda conta com Camila Adão, que chegou para suprir a ausência de Camila, que teve que passar por uma cirurgia às vésperas da Superliga. O trio briga, de forma saudável, por uma vaga, hoje ocupada por Carrijo. A boa fase do time dificulta sua saída, mas as oportunidades têm aparecido para as concorrentes.

No meio de rede, mais disputas. Mayhara, que veio do Rio do Sul-SC e Angélica, que já estava no time no último ano, têm começado os jogos. No entanto, uma dupla e poderosa sombra vem logo atrás. A experiente Danielle Scott, com boas participações em Olimpíadas pelos Estados Unidos é uma delas, ao lado de Letícia Hage, que se destacou no ano passado pelo Mackenzie, ao terminar a competição nacional como uma das maiores bloqueadoras. O quarteto tem se revezado dentro de quadra, em quase todas as partidas, uma situação que todo treinador deseja.

Apesar da qualidade, o destaque vai para o grupo. “Todas as jogadoras têm ajudado muito, desempenhando diversas funções. Quem tem entrado, mostrou serviço e isso tem funcionado bem, feito a diferença”, mostra a armadora.

Destaque individual é de Herrera

A ponta Michele Pavão também enaltece o grupo, mas mostra Herrera como uma referência. “Tirando a Herrera, não temos grandes estrelas. São 15 jogadoras no elenco e todas tem sua importância”, relata a jogadora, que prefere dar um passo de cada antes, antes de pensar nos playoffs.

A cubana, maior pontuadora da última Superliga pelo Minas, chegou nese ano para desempenhar a importante função de colocar a bola no chão e faze valer a máxima citada por Fronckowiak. “Ela é uma jogadora de definição e tem justificado sua contratação. Sua importância no grupo é grande, mas o mérito é de todo o elenco. A diferença de sua presença é podermos contar com um maior poder de definição em momentos decisivos. Essa é a sua principal característica e isso passa muita confiança para todas as jogadoras”, elogia Carrijo sobre a caribenha, que lidera o ranking de pontuadoras com 154 anotações, bem a frente da segunda colocada, a canadense Sarah Pavan, do Unilever, com 120 pontos.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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