Petrodólares minimizam baixo nível técnico de azarões do Mundial Interclubes de vôlei

O central Rogério conhece bem os petrodólares do vôlei catarino (crédito: Vipcomm)

A mesma tática usada para atrair jogadores de futebol de bom nível técnico para o Oriente Médio também acontece no mundo do vôlei. Os altos salários e a possibilidade de uma experiência diferenciada tanto no âmbito pessoal como profissional acabam despertando o interesse de craques, que rumam para os países árabes para disputar campeonatos curtos, aproveitando o período entre o fim e o começo das temporadas.

No entanto, ao contrário de contratos por uma ou mais temporadas, no segundo esporte mais popular do Brasil, os atletas costumam ser seduzidos para períodos menores, recebendo muito bem para participar de torneios de curto prazo. Desta forma, os times acabam não perdendo suas estrelas, que rumam para o Oriente Médio durante as férias entre o fim e o começo das temporadas com o intuito de ‘reforçar o caixa’ e ganhar uma experiência pessoal e profissional diferenciada.

“Os times de lá realmente são fracos, de baixo nível técnico. Eles vivem numa cultura baseada na religião, onde o esporte é tratado como lazer, exclusivamente. Sendo assim, os jogos acontece somente após as 18h”, detalha o central Rogério, do Sada Cruzeiro, que defendeu o Qatar Sports Club, em 2009. Foram dois meses e duas competições no time catarino, a Copa do Rei e Copa do Príncipe, conquistando um quarto e terceiro lugar, respectivamente. “Nestes campeonatos, existia um limite de três jogadores por time e dois por quadra. Os titulares eram, quase sempre, eu e um búlgaro”, lembra o central.

Para o Mundial Interclubes, que acontece em Doha, entre 13 e 19 de outubro, não existe limite de estrangeiros, o que agrada e muito os clubes locais, que têm dinheiro de sobra ao contrário de atletas de qualidade que possam fazer o clube almejar uma classificação entre equipes acostumadas com partidas de alto nível.

O Al-rayyan, adversário do Sada na primeira fase, já confirmou a presença de quatro estrangeiros. Além do irmãos búlgaros Georgi (levantador) e Valentin Bratoev (oposto), o time de Rodrigão também contratou o central norte-americano David Lee e o oposto finlandês Mikko Oivanen. Seu irmão, o central Matti Oivanen, integrará o elenco do Al Arabi, time que está na outra chave e que também já acertou as contratações de que já havia contratado o líbero norte-americano Lambourne e o veterano levantador italiano Bonifante.

Os irmãos finlandeses ainda têm vínculo com o Hurrikaani Loimaa, equipe de seu país de origem, e foram contratadas por empréstimo para disputar o Mundial.

“Não creio que o time do Al-Rayyan, por exemplo, vá ter um único catarino no time titular”, prevê Rogério. Para Rodrigão, a força do time estará na qualidade individual de cada um, ao contrário dos principais times, que focam mais no conjunto. “Classificar vai ser muito difícil pelo fato do pouco tempo de entrosamento entre os jogadores. Teremos que jogar na qualidade individual de cada um”, comenta o central brasileirão.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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