Logística do Sada está definida para Mundial em Doha

Planejamento cruzeirense irá minimizar as dificuldades no continente asiático (crédito: Samuel Aguiar)

A preparação para um torneio intercontinental em um país de muitas diferenças étnicas e culturais sempre traz preocupações e boa dose de planejamento. Ainda aguardando pelo próximo domingo, data da viagem rumo à Doha, no Catar, onde irá disputar o Mundial Interclubes entre 13 e 19 deste mês, o Sada Cruzeiro já se mexe para não ser surpreendido em nenhum aspecto.

Várias questões logísticas já estão praticamente definidas no que se refere à viagem, alimentação, hospedagem e deslocamento. O time fará uma escala em Guarulhos, São Paulo, antes de partir para uma cansativa viagem de 14 horas, que tem como destino uma das principais cidades do Oriente Médio, sede do torneio.

Na chegada, prevista para a madrugada de segunda-feira, os atletas descansarão antes de terem um treino leve ainda na parte da manhã, com musculação e atividade com bola. “A ideia é fazer um ajuste no fuso o quanto antes. Iremos forçar uma atividade ainda antes do almoço mais para movimentar os jogadores e facilitar essa adaptação”, comentou o preparador físico Fábio Correia.

Na semana que antecede a viagem, o trabalho físico não tem sofrido alterações. “Estamos fazendo um resgate de algumas situações de potência alternadas com a manutenção da força física, sempre com a bola presente. A ideia é afinar essas atividades que já duram 15 semanas”, pontua Fábio.

Uma das grandes preocupações em viagens é com a alimentação. Fábio, que também serve à seleção brasileira, lembra de um episódio inusitado no México. “Eles estão acostumados a comer feijão no café da manhã e nosso estômago embrulhava só de olhar. No almoço, quando queríamos comer feijão, não tinha. Temos que estar atentos com pimentas e condimentos em excesso”, recorda.

Apesar de não ser especialista em nutrição, Fábio será o responsável pela delegação com esta parte. Ele tem o auxílio de uma amiga nutricionista e, apesar de não ser formado na área, consegue atender bem às exigências do clube. “Ela me ajuda bastante e mesmo não sendo tendo tanta competência para tal, consigo orientar e passar algumas dicas. Nos lugares que viajamos, procuro sempre ter um contato próximo da pessoa do hotel responsável pela alimentação”, salienta.

Para evitar problemas, a delegação cruzeirense escolheu por um hotel internacional, que deve hospedar todos os times participantes. Um dos cuidados tomados é enviar para o hotel, com boa antecedência, uma lista de sugestão com cardápio para café, almoço, lanche e jantar. “Em cozinha internacional, os problemas podem ser minimizados. Em caso de imprevisto, optamos, por exemplo, por uma massa simples, acompanhada de um molho, para o risco ser o menor possível. Mas não devemos ter problemas para termos, à nossa disposição, um arroz branco, carne grelhada e saladas variadas”, indica o preparador.

Transportar alimentos não é uma opção interessante para a delegação. “O transporte e estocagem podem ser complicados. Ainda tem um outro fator que pode dificultar, como a fiscalização e controle nos aeroportos”, comenta Fábio.

O calor, marca registrada dos países árabes, causa menos preocupação. “Estamos em um país tropical e vamos sentir menos essa diferença do que outros times, como os italianos, russos e poloneses. Estive lá em 2009 e pude constantar as altas temperaturas que fazem por lá durante todo o ano”, destacou o central Rogério.

No entanto, a estrutura dos ginásios e hotéis deve contar a favor dos jogadores e delegações, como o fato destes locais terem ar-condicionado, facilitando a aclimatação. “A qualidade das construções lá é magnífica. Tudo é de primeira linha. Muita coisa para a Copa de 2022 já estava começando a ser feito. Atualmente, tenho certeza que os avanços por lá estão ainda maiores”, relata Rogério, que não chegou a jogar no ginásio do Mundial, o Aspire Dome, quando defendeu o Catar Sports Club, durante as Copas do Rei e do Príncipe. “O Aspire Dome é um centro olímpico muito grande e que chama atenção pela beleza. A exigência deles com construções é grande e tudo lá é de alto nível”, destaca o jogador.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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