Vôlei brasileiro recupera confiança em momento decisivo

Seleção feminina venceu a Rússia em jogo épico (crédito: FIVB – Divulgação)

Desacreditadas em virtude dos últimos resultados, as duas seleções de vôlei do Brasil chegaram à Londres sabendo que seria necessário jogar ‘na ponta dos dedos’ para voltar para casa com uma medalha, de qualquer cor.

No masculino, Dante e Murilo não estavam em suas melhores condições físicas. O substituto imediato, Giba, idem. Bernardinho chegou à ser contestado pela queda no rendimento, como se o time que encheu os olhos  tivesse que permanecer no topo durante anos seguidos, mesmo com a ascensão de potência como Polônia e Bulgária.  A paciência seria um trunfo importante para a retomada.

As partidas da primeira fase foram de grande importância para a equipe recuperar sua confiança e voltar a encontrar seu melhor jogo. Com apenas uma derrota, classificação garantida, logo atrás dos EUA, grande favorito.

No jogo de hoje contra a Argentina, vitória sem muitas dificuldades. Com o time concentrado durante todo o duelo, os hermanos não foram páreos para a boa fase que volta a aparecer, com tudo.

O time de Bernardinho cresce na hora certa e será preciso manter os pés no chão para passar pela Itália, que deixou para trás o adversário que traria mais problemas aos brasileiros, os EUA.

Já no feminino, a dúvida era ainda maior. O potencial coletivo e individual ficou longe no Grand Prix e as Olimpíadas seriam uma boa maneira de provar que a capacidade ainda estava ali, precisando ser despertada. O corte de Mari também mexeu com o elenco, que soube assimilar a ausência.

Derrotas para EUA e Coreia na primeira fase mostraram alguns erros e interrogações no time principal. Paula Pequeno perdeu lugar para a agressiva (nos ataques) Fernanda Garay. Dani Lins e Fernandinha disputaram posição, que acabou sendo da primeira.

A Rússia seria uma grande pedra no caminho. Para ultrapassar tal barreira, somente com um jogo consistente e equilibrado. Com determinação e atuações impecáveis, principalmente da central Thaísa, o Brasil buscou a vaga em um dos jogos mais emocionantes da história dos Jogos Olímpicos.

Sheilla teve seu mau momento na partida, mas se reergueu em um momento importante, mostrando maturidade e grande poder de decisão.

No caminho, agora aparece o Japão, que defende como nunca e mostra qualidade ofensiva, com Saori e Ebata.

O brilho das duas equipes volta a aparecer na hora certa. Uma evolução que surgiu quando muitos não esperavam e que traz de volta a esperança de ver uma merecida medalha de ouro sendo conquistada pelo vôlei que ficou conhecido dentro e fora do país pelos resultados expressivos, diante de qualquer adversário.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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