Mediano, Luxa tem chance para manter o patamar quase perdido

Luxemburgo recebe mais uma boa oportunidade na carreira. Seria a última entre os grandes? (crédito: Edu Andrade)

Vanderlei Luxemburgo é o novo técnico do Grêmio. A chegada do treinador ao estádio Olímpico era esperada por alguns e surpreendeu outros ao mesmo tempo.

Luxemburgo não é treinador de ponta do futebol brasileiro há algum tempo. Nos últimos trabahos diante de Santos, Atlético e Flamengo fez muito pouco e não conquistou nada além de títulos estaduais. Um futebol que chamasse a atenção ficou distante. Uma preocupação com multas rescisórias parecia ser maior. Talvez elas o seguraram nos clubes mais do que deveria. No Atlético, sua saída aconteceu em um momento tardio para muitos.

Mesmo com bons elencos, o treinador não conseguiu formas equipes coesas e que merecessem elogios pelo esquema tático e por outras atribuições de um treinador diferenciado.  Conseguiu alguns resultados, mas sem demonstrar muito além de um futebol mediano.

Mediano foi o que se tornou Luxemburgo. A pompa continua. No Atlético, afirmou diversas vezes que o clube disputaria títulos nacionais em um ou dois anos. O que se viu foi algo muito longe disso.

Chegou no Grêmio já colocando a equipe na Libertadores do ano que vem. Alguns podem acreditar e isso pode até acontecer. Mas a credibilidade do treinador já não é mais a mesma. Esse filme já foi visto antes, há pouco tempo, e os resultados prometidos ficaram para contar histórias.

O projeto sempre citado em suas coletivas e apresentações até hoje não passou de meras palavras. Como se pode falar em projeto se os resultados podem fazer o trabalho não durar mais que 10 rodadas? Não se tem garantia alguma de permanência e por isso a palavra projeto parece ter perdido importância. Passa-se a impressão de ser usada para tentar mostrar segurança, que hoje já não é mais vista nem sentida.

Luxemburgo precisa focar no seu trabalho como treinador e esquecer de contratos e percentuais em transações e transferências. Os próprios resultados fizeram dele um técnico comum ao contrário do que já foi mostrado em outros tempos. Os anos passaram e
mostraram uma queda vertiginosa na carreira de Vanderlei, que tenta se reerguer. Uma oportunidade cai no seu colo mais uma vez.

No entanto, suas chances podem estar acabando, pelo menos em times grandes. No Grêmio, ele contará com um elenco qualificado, mas que precisa de reforços e com uma boa estrutura para realizar um trabalho que o coloque novamente em destaque no cenário nacional.

Antes da estreia, muito já se ouve. Luxa poderia se preocupar mais com o começo de trabalho para depois pensar em competições continentais em um ano que sua presença em Porto Alegre é colocada em dúvida e depende bastante do que for mostrado pelo tricolor gaúcho.

Enquanto o tempo passa e muita coisa muda bem em frente aos seus olhos, Luxemburgo parece ser o mesmo e não perder a arrogância. A competência parece não ser a mesma de outros tempos e o fim da linha em grande estilo pode estar próximo do fim.

Um patamar um pouco mais abaixo pode estar à espera de Luxemburgo. Um fracasso no Grêmio deixaria tudo mais difícil para que um grande clube brasileiro continuasse acreditando em sua eficácia e nos tão esperados resultados.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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