Tcheco Filip Rejlek já se sente em casa, mesmo com pouco tempo em Belo Horizonte

Filip vem mostrando bom desempenho e garante seu voleibol tem tudo para evoluir no Brasil (crédito Léo Fontes)

Uma das grandes novidades do Vivo-Minas para a disputa da temporada 2011-2012 foi a contratação do oposto tcheco Filip Rejlek, 30, que vem mostrando ótimo desempenho com a camisa da equipe mineira. Sua estreia aconteceu na semifinal do Campeonato Mineiro e sua evolução desde então vem deixando torcida, grupo e comissão técnica satisfeitos com a contratação. Ainda se adaptando a cidade, Filip garante que está aproveitando a capital mineira e mostra vontade em permanecer depois que seu contrato se encerrar ao final do atual campeonato.

Nascido em uma nação tão apaixonada por vôlei como o Brasil, Filip buscava por uma boa oportunidade de crescimento profissional como a que surgiu para ele no final de 2011. Seus primeiros toques aconteceram em seu país natal, mas a primeira parte do reconhecimento aconteceu quando recebeu proposta para atuar no voleibol francês, em 2005. Por lá, passou por alguns clubes como Toulouse, Lille, Paris e Montpellier. Pela equipe da capital foi campeão francês em 2008, vencendo na final o Lille, na época comandado pelo atual treinador Marcelo Fronckowiack. No ano passado, Filip enfrentou o Minas atuando pelo Montpellier na excursão que a equipe mineira fez pela Europa antes do começo da competição nacional.

Apesar de todo o sucesso na França, Filip almejava um passo adiante na carreira. “Sempre tive vontade de disputar um campeonato de alto nível como o brasileiro. Por aqui, a exigência é maior. Sabia que encontraria uma disputa que ainda não havia vivenciado. Sinto que estou jogando contra alguns dos melhores do mundo e já pude perceber que meu desempenho evoluiu. Tenho certeza que tenho ainda mais a crescer”, comemorou o oposto. A proposta do Minas foi muito bem recebida e serviu como um outro patamar de valorização em sua carreira. “O vôlei brasileiro é conhecido no mundo todo. Na França, a estrutura e administração é bastante diferente. Os clubes normalmente só tem o vôlei como esporte ao contrário do Minas, que é uma potência em várias modalidades. Além disso, os grupos têm número limitado de atletas. Aqui, a concorrência é bem maior”, comentou. Na França, o vôlei ocupa o quinto ou sexto lugar na preferência nacional e o envolvimento de clubes e população difere bastante.

Ainda se adaptando à cidade e sem a possibilidade da pescaria, atividade favorita em tempos franceses, ele conta com a ajuda do levantador Luisinho para conhecer pontos turísticas e se ambientar a realidade brasileira. Natal e reveillon foram passados ao lado do colega de profissão e o que foi visto até o momento agrada bastante. “Apesar de não dominar a lingua, aqui sinto que me relaciono melhor com os outros atletas, principalmente fora das quadras. Na França, eu passava muito tempo em casa e em Belo Horizonte já tive oportunidade de conhecer bons restaurantes e atrações, como a Praça do Papa”, elogiou. Internet e televisão também são usados como passa-tempo. Apesar do treinador Fronckowiack ter feito o papel de tradutor durante a entrevista em francês, Filip já mostra alguma habilidade com português. Ele faz aulas uma vez por semana e sempre que pode, tenta arranhar algumas palavras para se ambientar ainda mais à cultura do nosso país.

A realidade encontrada por Filip é completamente diferente da que ele se acostumou na França. Tanto no aspecto profissional como no pessoa. “O ritmo de treino é bem diferente. Faço musculação quatro ou cinco vezes por semana e na Europa isso acontecia apenas uma vez. O cansaço é constante. Além disso, encontrei uma variedade enorme de frutas com sabores muito especiais, nada muito pesado. Mas admito o gosto pelo churrasco. A culinária brasileira é conhecida internacionalmente e estou vendo os motivos deste sucesso”, comentou. Depois de ser avaliado pela nutricionista do Minas, foi constatada uma defasagem em relação ao que Filip ingeria e perdia. Uma dieta específica teve que ser adotada pelo oposto que já ganhou seis quilos de massa muscular.

Depois de entrar em litígio com o antigo treinador da seleção da República Tcheca, que o convocava mas não o utilizava com frequência, Filip está próximo de voltar a ter oportunidades pelo time nacional. o atual comandante já entrou em contato com ele para mostrar interesse em contar com seus serviços nas próximas convocações. Filip já deu o sinal positivo e espera ansioso pela nova oportunidade em defender seu país, com grande tradição no vôlei e com vários jogadores atuando no campeonato italiano.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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