Tupi e Drubscky fazem parceria de sucesso em Juiz de Fora

Ricardo Drubscky garante que a força do Tupi está no elenco (crédito: Samuel Aguiar)

A vitória do Tupi diante do Santa Cruz na final da série D foi um marco para o clube, que se aproxima de seu primeiro título nacional. Com um empate no próximo domingo, o Galo Carijó confirma a façanha e termina 2011 com chave de ouro. A boa campanha do Tupi na série D foi fruto de uma trabalho bem planejado, que aconteceu antes mesmo do início da competição. A soma de um treinador competente com uma equipe coesa e trabalhadora culminou na concretização do objetivo de subir para a terceira divisão nacional. “Quando cheguei, a equipe já tinha uma base, mas buscamos jogadores de alguns lugares como interior de São Paulo e de clubes como Atlético, Cruzeiro e América. Nosso maior objetivo era conseguir o acesso e o planejameto foi sendo consolidado aos poucos”, analisa o treinador Ricardo Drubscky, um dos maiores responsáveis pela conquista.

No começo da série D, poucos colocavam o Tupi como um dos favoritos ao acesso para a terceira divisão. Sem muita tradição e vindo de uma campanha razoável no Campeonato Mineiro, a equipe de Juiz de Fora foi comendo pelas beiradas, como a tradição mineira manda. No campeonato regional, a sexta colocação e os seis pontos de distância para o América de Teófilo Otoni, quarto colocado, confirmaram a presença na quarta divisão, mas deixaram diretoria e torcedores em dúvida do papel que seria desempenhado. “Eu percebi que muitas pessoas não acreditavam muito no acesso. Começamos o campeonato com pouco mais de duas mil pessoas no estádio, mas aos poucos, isso foi mudando. O próprio grupo abraçou nosso proposta de forma gradativa e isso também contou bastante para o sucesso do trabalho”.

Algumas mudanças seriam necessárias para buscar uma das quatro vagas no disputado campeonato nacional, que contava com equipes como Santa Cruz e Juventude. O nível de exigência era outro e uma campanha regular era primordial visando uma das quatro vagas na série C. A preferência dos torcedores locais pelos times do Rio de Janeiro é inegável, mas o apoio de todos eles, que incorporaram o Tupi como o segundo (ou em muitos casos o primeiro) time do coração foi fundamental para as sete vitórias em oito partidas dentro no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Para o treinador, a maior virtude está no coletivo. “Temos jogadores de destaque como Ademílson, Allan, Rodrigo, Vitinho, Ladeira e Luciano Ratinho. Só aí tem mais de meio time, o que comprova o poder do elenco na competição”, resume.

Para o próximo ano, a permanência de Drubscky seria bem-vinda para manter o projeto e o bom trabalho, que já mostrou sucesso. As conversas estão bem adiantas, mas por enquanto nada está decidido, garante o treinador. Apesar disso, Drubscky já deixou sua marca na história do clube e mais glórias podem ser alcançadas se a continuidade do trabalho for confirmada.

Na primeira fase, seriam 8 jogos em casa e a busca por uma das duas vagas no grupo, que contava com Anapolina, itumbiara, Gama e Tocantinópolis. Ao todo, foram quatro vitórias (três em casa), dois empates e duas derrotas. Os triunfos na primeira e última rodadas, contra o Itumbiara, concorrente direto, fizeram a diferença. A equipe goiana chegou na última rodada à frente do Tupi (13 pontos contra 11). A vitória da equipe de Juiz de Fora, dentro de casa, pelo placar mínimo, foi bastante comemorada e confirmou a classificação para a próxima fase, que prometia mais dificuldades.

No mata-mata, a regularidade foi mantida e novas classificações vieram. O primeiro adversário foi o Volta Redonda, que fez valer o mando de campo e venceu por 1 a 0 a partida de ida em casa. No jogo de volta, Tupi 4 a 2 e mais uma passagem assegurada. Um outro goianano era esperado, desta vez o Anapolina. A goleada em casa por 4 a 1 facilitou o caminho do Tupi, que segurou um empate no jogo de volta para chegar à semifinal, com o acesso garantido. Apesar do maior objetivo já ter sido conquistado, o título era o próximo passo. Duas vitórias (3 a 0 e 3 a 1) confirmaram a boa fase e o Santa Cruz seria o último adversário antes da conquista inédita.

O primeiro jogo da final foi marcado pela vitória por 1 a 0 e pelo apoio incondicional de toda a cidade, que mostrou estar ao lado da equipe, principalmente em um momento decisivo. Levar o nome do Tupi para um degrau acima é motivo de orgulho para habitantes, torcida, jogadores e comissão técnica. “Foi bonito demais a nossa chegada ao estádio antes do jogo contra o Santa Cruz. Percebemos todo o envolvimento e o apoio da cidade. A sintonia entre torcida e equipe deu muito certo e nosso acesso foi justo e merecido”, comemorou.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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