Palco para criar “monstros”

Dirceu Lopes foi um dos maiores 'monstros' do confronto entre Atlético e Cruzeiro (Crédito: ACERVO CRUZEIRO ESPORTE CLUBE / DIVULGAÇÃO)

Matéria publicada no Jornal O Tempo, de 26/08/2011

Dada Maravilha, Palhinha, Piazza e Paulo Isidoro são alguns exemplos de jogadores que utilizaram esse duelo para serem eternizados nos clubes

Entrar para a história de um clássico como Atlético e Cruzeiro é para poucos. No confronto, alguns nomes são lembrados quando se procura por “monstros”, termo usado para aqueles que se destacaram nos duelos entre os dois maiores clubes do Estado.

Apesar da distância, Niginho, com passagens diversas pelo Cruzeiro, entre 1929 e 1947, até hoje não foi alcançado: fez 25 gols contra o Atlético, tornando-se o maior artilheiro do Cruzeiro no encontro. Já os atleticanos celebram Guará, que teria marcado 26 gols no clássico.

Na passagem de Wilson Piazza pelo Cruzeiro, entre 1964 e 1977, foram dez títulos estaduais, muitos conquistados contra o Atlético. O mais inesquecível aconteceu pelo returno do Campeonato Mineiro de 1967. “Perdíamos de 3 a 0 até os 12 min do segundo tempo e com um jogador a menos. Conseguimos o empate e poderíamos ter virado”, relata Piazza. A vitória culminou na reação do Cruzeiro na competição. O título de 1967 só viria em partida disputada no ano seguinte.

Palhinha foi outro destaque em clássicos. Ele, que jogou no Cruzeiro entre 1966 e 1977, lembra-se de mais vitórias do que derrotas, mesmo em um período em que o equilíbrio era mais presente. “Hoje, a identificação dos jogadores com os clubes quase não existe e o clássico perdeu muito em entusiasmo”, lamenta.

Pelo lado do Atlético, dois representantes são referências. Dadá Maravilha afirma que sofreu antes de virar titular. “Cansei de ver, do banco de reservas, o Atlético ser massacrado. Mas, depois que Dadá começou a jogar, a sorte mudou de lado”, comenta o ex-atacante, maior artilheiro da história do Campeonato Mineiro.

Outro com história em clássicos foi Paulo Isidoro, que critica a desvalorização que o maior confronto mineiro tem. “Um clássico com duas torcidas era bonito demais. O clima era outro”, esclarece.

Mesmo com torcida única e com jogadores sem o mesmo talento das melhores épocas, um clássico é sempre marcante. Pode ser a oportunidade para uma atuação inesquecível, que possa entrar na história. O surgimento de um novo “monstro” pode acontecer a qualquer momento. Os tempos são outros, mas a magia e a força de um clássico não será perdida tão cedo.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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