Fica a lição para o time de Mano Menezes

Mano ainda não conseguiu dar à seleção o entrosamento e a qualidade que se espera. Uma evolução mais rápida é aguardada. (Crédito: Stan Honda - AFP)

Depois de uma primeira fase jogando abaixo da média, o Brasil conseguiu se classificar em primeiro no seu grupo da Copa América. Nas duas primeiras partidas, atuações fracas e distantes do que se esperava. No último jogo da fase de classificação, contra o Equador, uma evolução, que foi comprovada com outra boa atuação contra o Paraguai, já pelas quartas-de-final.

Mas de nada adiantou ter posse de bola, trocar passes e realizar várias finalizações. Em nenhuma destas, a seleção de Mano Menezes conseguiu colocar a bola para dentro. O jogo foi para os pênaltis e devido a uma incompetência nunca antes vista, a eliminação apareceu.

Nenhum gol em quatro cobranças de penalidade é algo inadmissível e incomparável. Guarde a data e tente lembrar quando já se viu algo parecido no mundo da bola. Vai demorar bastante para se ver tal façanha novamente. Colocar a culpa em buraco é tentar esconder a falta de tranqüilidade em um momento decisivo.

Logo na melhor partida do Brasil, a eliminação. Uma zebra que também chegou à galope para outras seleções como Argentina, Colômbia e Chile. A Copa América mostrou surpresas que ainda podem surgir com mais força. A competição não acabou e resultados inesperados têm boas chances de acontecer.

As ‘galinhas mortas’, definitivamente, estão mais do que vivas, mostrando evolução de um futebol que antes era considerado como um zero à esquerda. Venezuela e Peru são as maiores provas de um futebol equilibrado, sendo jogado por equipes que continuam sem tradição, mas que ganharam respeito e notoriedade ao desbancar seleções de mais força e competência.

Confio no trabalho de Mano Menezes e acredito que o time ainda vai evoluir bastante. Algumas mudanças são necessárias e vão acontecer. Não acredito em mudança no esquema tático. Basta um pouco mais de tempo para os jogadores se adaptarem ao novo estilo de jogo do comandante.

Adversários de peso como Alemanha, Espanha, Itália e Argentina são os próximos desafios e contribuirão bastante para a evolução da equipe, que ainda não mostrou o poder de definição em momentos decisivos.

Se um melhor futebol fosse mostrado nos primeiros jogos da Copa América, a chance de eliminação seria bem menor, uma vez uma evolução e o entrosamento ajudariam nas partidas seguintes. Fica a lição da importância de definição em qualquer momento, no primeiro minuto ou na primeira partida.

Aproveitar as chances que surgem é fundamental para uma sequência e para uma evolução ainda necessária. Uma zebra que deixou o time de Mano pelo caminho, abraçado a outras seleções de peso, que não tiveram sorte e competência para definir durante um campeonato que não perdoa por erros não aproveitados.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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