Corrupção na FIFA não tem limite, mas resta esperança

Blatter está envolvido diretamente em denúncias de corrupção da FIFA. Muito pode mudar com sua saída. Até lá... (crédito: Divulgação)

A FIFA, Uma das instituições mais antigas do futebol, foi amplamente noticiada, nas últimas semanas, pelas acusações de corrupção. Em muitas, estão envolvidos dirigentes de alto escalão, como seu presidente Joseph Blatter, além de secretários e Ricardo Teixeira, presidente da CBF e membro do comitê executivo.

Apesar da notícia não ser tão nova assim, somente agora atingiu um maior grau de divulgação, principalmente pela proximidade das eleições da associação. No útimo dia 1º, em Zurique, Blatter foi reeleito com 186 dos 203 votos possíveis. O suíço, no cargo desde 1998, vai para seu quarto mandato.

Antes disso, os presidentes da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol, Mohammed bin Hammam e Jack Warner, foram suspensos pelo Comitê de Ética da FIFA, por tentativa de compra de votos.

Warner denunciou diversos casos, depois de ser suspenso. Envolveu o secretário-geral da FIFA, Jérolme Valcke e Blatter, acusado de doar US$ 1 milhão para receber apoio nas eleições.

Blatter, recentemente, foi absolvido pelo Comitê de Ética da FIFA e continuará a exercer sua influência em prol de benefícios pessoais, sem muitas restrições. Uma coletiva foi concedida pelo presidente, negando as acusações e saindo de forma repentina da sala de imprensa.

No entanto, a situação da FIFA começa a se complicar e causas não para de pipocar. Muitos surgem, inclusive, envolvendo a candidatura da Inglaterra para a Copa de 2018.

Se as denúncias envolvendo estes ‘intocáveis’ continuarem acontecendo, é provável da sua situação de momento ser bastante alterada. Podem passar de intocáveis e inocentados para os maiores influentes de podridão dentro de uma instituição que sempre prezou pela transparência, mas que caiu em mãos imundas que continuam a fazer sujeira.

O futebol, com este tipo de comando, pouco evoluirá, sempre tendo como princípio básico a ganância pelo dinheiro e o poder. Figuras como Michel Platini tem um perfil mais interessante e comprometido com o desenvolvimento do esporte. Uma esperança existe.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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