Valeu, Ronaldo!

O atacante brasileiro Ronaldo, maior artilheiro na história das Copas do Mundo, deve anunciar, em poucas horas, sua despedida do futebol.

Depois de muitas conquistas e momentos marcantes, Ronaldo chegou ao limite da sua forma física. Pesado, as pernas não conseguem mais responder ao que a cabeça pede.

Apesar de boas atuações pelo Corinthians em sua chegada, ajudando o time, inclusive a ganhar uma Copa do Brasil, o futebol de Ronaldo caiu bastante e as atuações abaixo da média o fizeram receber críticas.

Quando se trata de Ronaldo, tudo acontece em excesso. O peso que ele carrega por sua história é maior do que qualquer outro jogador em atividade no futebol brasileiro. Quase todos esperam dele a perfeição, praticamente impossível diante de sua situação.

Ronaldo poderia ter parado após o título que garantiu o time paulista em mais uma Libertadores. Seria o momento certo. Mas como deixar de lado a vontade de jogar uma competição internacional pelo time de maior torcida no estado de São Paulo? Como contribuir para chegar lá e não estar presente nesta competição, que virou obsessão para os fieis do Parque São Jorge?

Ronaldo insistiu e foi até seu limite.

Depois da eliminação na competição continental, muita pressão e ameaças surgiram. Algumas, inclusive, bastante violentas, dignas de parar na delegacia.

Tal fato acabou afastando Roberto Carlos da equipe. O jogador irá para o futebol russo, onde ganhará milhões e sofrerá pressão quase nenhuma.

Apesar de Ronaldo não ser mais o mesmo, acredito que ele insistiria, caso as pressões fossem, no mínimo, mais respeitosas.

Se elas realmente influenciaram ou não na decisão, somente ele sabe.

Cabe aos brasileiros agradecerem ao atacante por tudo que ele fez pelo futebol nacional. Queimou a língua de muitos ao retornar depois de sérias contusões, que muitos afirmavam que seriam o fim de sua carreira. Um guerreiro e vencedor.

O momento escolhido para o fim da carreira é um mero detalhe. O que vale é olhar para tras e aplaudir, de pé, o craque Ronaldo. Sem ele, o futebol brasileiro seria outro.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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