Mais respeito, meu jovem…

Torres faltou com respeito ao seu ex-clube. Sua estreia pelo Chelsea prometer ser tensa.

O Chelsea confirmou, no último dia da janela de transferências, a contratação do atacante espanhol Fernando Torres, ‘El Niño’. Ao seu lado, chega ao time de Stamford Bridge o zagueiro brasileiro David Luiz, que assume a camisa 4, que era de Makelele.

Em uma primeira entrevista oficial para a TV do clube, Torres afirmou que os últimos anos pelo Liverpool foram difíceis e que é um sonho jogar, finalmente, por um grande time inglês. Ainda em tempo, afirmou que, agora sim, terá condições de brigar por títulos ao lado de jogadores importantes do velho continente. Torres afirmou também que sempre teve vontade de jogar pelo Chelsea e que agora um dos seus sonhos se realiza.

Até alguns anos atrás, o Chelsea era um time não muito conhecido do futebol europeu. Figurava entre os times do meio da tabela do campeonato inglês até e chegada do milionário russo Roman Abramovich, que injetou no clube milhões de dólares, possibilitando a contratação de um bom número de jogadores de qualidade, que depois de vários anos no hiato, levam o time à briga por título de quase todos os campeonatos que disputa.

A felicidade de Torres é inevitável. No entanto, os torcedores dos Reds devem ter ficado enfurecidos com as declarações, que faltaram com respeito ao clube que ganhou a Liga dos Campeões em cinco oportunidades. Minimizou um clube histórico e mais tradicional que o Chelsea, que lhe deu dinheiro, projeção e a oportunidade de atuar com uma camisa sagrada. “Agora posso jogar em um dos maiores clubes do mundo”, afirmou o espanhol. Foi mal o avançado.

Torres poderia muito bem ter dado sua entrevista com outro tom. O que era para ser ‘somente’ um clássico, virou questão de honra, principalmente para os torcedores do Liverpool, que agora, querem que Torres veja o erro que cometeu e perceba o tamanho da sua ingratidão. Uma vitória do Liverpool seria um bom passo para, quem sabe, Torres, rever seu conceitos e aprender a respeitar mais um clube de uma tradição infinitamente maior do que o clube milionário que o contrata.

Em poucos anos, o Chelsea pode voltar ao lugar que ocupava. Basta sumir seu grande ‘patrocinador’.

O dinheiro faz milagres, para o bem e para o mal.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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