Vacas (nem tão) magras

Renan Ribeiro é mais uma prova da força das categorias de base

Os tempos mudaram no mundo da bola. A época entre o término de uma temporada e início de uma nova, que sempre foi marcada por transações, negócios e muito dinheiro, mudou de formato. Agora é mais carregada de especulações do que de notícias confirmadas que possam agitar o mercado e dar no que falar.

Poucas são as vendas e os empréstimos estão se tornando costumeiros. Alternativa válida em tempos de crise, sem muitos recursos. No final do contrato, a situação é estudada e uma prorrogação sempre é possível. Até lá, que o investimento valha a pena.

Tal situação acontece dentro e fora no Brasil. Inclusive com os principais clubes do mundo, que se acostumaram a contratar vários jogadores quando a janela permite. Hoje em dia, são apenas alguns e sem tanta badalação, com exceções.

As pérolas brasileiras sempre vão continuar saindo para o exterior. As transações vão continuar acontecendo. Elas são essenciais para a manutenção dos clubes e fortalecimento de vários mercados.

No entanto, os números são outros. Parcerias, trocas e pouco risco parecem prevalecer em um mundo em que a situação econômica mudou bastante. Que se pense em boas alternativas  para não se perder no caminho tortuoso do futebol, que pode ir do céu ao inferno em poucos minutos.

Caminho interessante será investir nas categorias de base, dica que já foi receita de sucessos de muitos clubes. Saber preparar o atleta e colocá-lo no momento ideal podem ajudar.Todo clube deve ter atletas em divisões inferiores, visando seu desenvolvimento e maturidade no mundo do futebol.

Que o tempo de vacas magras seja uma oportunidade a mais para os jovens que despertam diariamente dentro do futebol. Talento e reconhecimento podem fazer a diferença.

 

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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Uma resposta para Vacas (nem tão) magras

  1. Dedé Villela disse:

    Foi preciso uma crise econômica internacional sem precedentes pra que fossem vistas com outros olhos as categorias de base dos grantes times. Muitos deles ainda se empenham na formação dos jogadores para negociação, como é o caso do Flamengo recentemente – fato inclusive que contribuíu para a queda de Zico no comando do futebol da Gávea!

    Basta observar casos de sucesso no laçamento de jogadores da base para o profissional: Barcelona, na Europa, é um caso emblemático, com a maioria dos jogadores formados em La Masia. Atlético e América/MG, Cruzeiro, São Paulo por aqui também seguem a tradição de valorizar a formação de atletas… uns aproveitam melhor do que os outros os “pratas da casa”.

    Está provado na prática que quem investe nas categorias de base se beneficia a longo prazo. É um investimento que, se bem aproveitado, gera bons frutos e traz resultados tanto financeiros quanto esportivos para os clubes.

    Abçs

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