Mala bem-vinda

Em toda reta final de campeonato, várias notícias têm como tema a tal da mala branca, preta, verde, azul…

Em entrevista presente no blog de Marcelo Bechler, das Rádios Globo e CBN, Mauro Silva, ex-jogador da seleção brasileira de futebol, afirma que isso acontece sim. E não é só no Brasil.

Quando atuava na Espanha, recebeu mala branca de três times, de uma só vez. Todos interessados na vitória de seu time para beneficar outras equipes, com interesses diferentes. “Não é armação e sim um incentivo”, pontuou.

Gérson, o Canhotinha de Ouro, afirmou categoricamente que na sua época nada disso existia e que se tal proposta aparecesse, ele recusaria com todas as letras.

Eu, particularmente, sou a favor da mala branca, tão e somente. Pagar uma equipe para vencer nada mais é do que um incentivo extra para desempenhar sua função obrigatória: entrar em campo, jogar bem e vencer, se possível. Se a vitória vai beneficiar time A ou B, isso não é culpa dos jogadores. Se vier um pagamento pelos três pontos, melhor ainda.

Mas a motivação deve ser sempre vencer e representar bem a camisa do time que paga seus salários.

Realizar pagamento para um time amolecer é demais. Os jogadores envolvidos, que possam chegar a entregar uma partida, com certeza terão sua imagem manchada por vários anos. Serão lembrados, continuamente, por fazer parte daquele elenco que resolveu ‘abrir as pernas’, por conta de algumas cédulas. Serão tratados como mercenários e interesseiros. Poucos querem isso para sua imagem, mesmo no mundo do futebol, com vida tão curta e passageira.

Profissional deve se comportar como tal e honrar a profissão, torcedores e o clube. Qual time vai ter interesse no futebol de alguém que muda de posição por causa de dinheiro?

A partir do momento em que se abre mão da sua primordial função por dinheiro, a figura pode começar a procurar outra função. Tenho certeza de que esse não era seu pensamento quando começou a construir sua carreira. São princípios e valores que são esquecidos e jogados no lixo.

Apesar de existir alguns que aceitariam, acredito que a maioria não teria coragem de entrar em campo com o intuito de não dar seu máximo. É sua carreira que está em jogo.

Se existe um recurso para que seu desempenho seja ainda melhor, ótimo. Mas deixar de cumprir com sua obrigação por causa de dinheiro, é o cúmulo descabido.

 

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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