Assalto aos clubes, um por um

Sandro Ricci foi ironicamente aplaudido pelos jogadores do Cruzeiro, após o jogo

Poucas vezes no futebol vi tamanha frustração e indignação por parte de torcedores, jogadores e dirigentes. Nunca tinha visto um jogador deixar o campo, por conta própria, como forma de protesto. Fabrício conseguiu se livrar de uma expulsão.

O motivo, mais uma vez, foi a arbitragem.

Sandro Meira Ricci é aspirante ao quadro da FIFA e ficou responsável pelo jogo Corinthians e Cruzeiro, que valia a ponta do Campeonato Brasileiro. Um campeonato disputado ponto a ponto, até a última rodada. Nesse momento, qualquer detalhe faz a diferença e empates é quase nada.

O time paulista marcou no fim, de pênalti, cercado por contestações. Na minha opinião, foi falta. Gil sobe e desloca Ronaldo, que estava no ar. Com pouca mobilidade e malandragem, o atacante cai. Falha do zagueiro, que podia evitar o contato e cercar Ronaldo, de costas para o gol.

Muitos juízes não dariam a infração, dentro da área. No meio de campo, 90% dariam, tenho certeza.

Não existiu pênalti em Thiago Ribeiro e Wellington Paulista, na minha opinião.

Mas vários impedimentos absurdos foram marcados.

O pênalti é discutível e a hora e o lugar que Sandro escolheu para marcá-lo foi preponderante para a raiva dos cruzeirenses, que soltaram palavrões e soco na mesa. Zezé Perrella fez acussações contra Sandro Ricci e Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem.

Não creio que exista um esquema para beneficiar A ou B. Acredito  em uma arbitragem brasileira fraca, abaixo da média, mas com potencial.

Já escrevi sobre isso aqui. Na hora de ser firme e segurar as pontas, os juízes se perdem. Entregam jogos que custam caríssimo e comprometem a preparação de um ano inteiro. Falta de investimento e iniciativa. “Juíz, na Federação, não é tratado como deve”, já ouvi de um bandeira.

Concordo plenamente com Paulo Afonso, jornalista da Rede Record, que participou do Jogada de Classe de segunda feira, dia 15. “Se os clubes não se unirem, isso continua”, indicou. É a mais pura verdade.Ficar nessa demagogia não adianta muita coisa. De que vale ir à CBF levar documentos e vídeos?

Erros crassos já foram e continuarão a ser cometidos contra Cruzeiro, Atlético, Palmeiras, Inter, Santos…

Não é benefício para A ou B, é prejuízo contra todos. Sérgio Corrêa não parece ter interesse em desenvolver e estruturar a arbitragem brasileira. Lá fora, os erros também acontecem, mas com muito menos frequência. Os impedimentos muitas vezes marcados, são precisos. Basta querer para melhorar, minimizar os prejuízos. Afinal, estamos falando de seres humanos.

Enquanto isso, os erros prosseguem, as reclamações aumentam, os nervos se enfurecem e a solução continua no vazio. Todos na mesma barca furada.

 

 

Anúncios

Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s