Reformular é preciso

Depois de mais um jogo com falha abismal da arbitragem, vemos manchetes estampando reclamações, denúncias e muita indignação. 

No entanto, acredito que tais falhas acontecessem com muitos e não com um ou outro. Pode ser que um time grande tenha maior interferência na CBF e a utilize em seu favor. Mas a ruindade da arbitragem brasileira, as deficiências ininterruptas e os critérios e interpretações variados parecem prevalecer sobre qualquer força que um grande time tenha sobre  os que comandam a arbitragem. 

O que se viu no jogo do Cruzeiro ontem foi um absurdo. O toque do jogador do Cruzeiro não era para o teatro protagonizado por Ricardo Oliveira. O juiz caiu na dele e marcou a penalidade, convertida por Rogério Ceni. 

Se formos analisar os erros de arbitragem, eles acontecessem para todos os lados, em todas as divisões. Talvez uns com mais, outros com menos. 

O que mais me impressiona é que parece não haver interesse da Comissão de Arbitragem em fazer uma espécie de reformulação nos critérios adotados. Que se reúnam os árbitros e auxiliares e se estabeleça metas a serem cumpridas. 

Punições acontecem, mas depois de algumas rodadas, lá estão os mesmo árbitros novamente cometendo erros dos mais variados níveis. 

Nos jogos disputados na Europa, impressiona-me o nível, principalmente dos auxiliares que custam a errar impedimentos. Diferenças de poucos centímetros são marcadas com uma eficácia impressionante. Pode ser Barcelona, Chelsea ou Dínamo Bucareste em campo. 

Se lá é possível realizar uma preparação qualificada, minimizando erros, por que aqui não? 

A estrutura e desinteresse da CBF e da Comissão de Arbitragem somente vão contribuir para que esse circo pegue ainda mais fogo. Reclamações de todos os lados vão continuar acontecendo enquanto uma verdadeira reformulação nestes métodos utilizados não for feita. 

Incompetentes e despreparados continuam comandando a arbitragem e fazendo o que bem querem do Campeonato Brasileiro, que pode acabar nas mãos de algum time que não seja o verdadeiro merecedor. 

Por conta de erros da arbitragem, o Brasileirão pode perder ainda mais credibilidade e gerar revoltar de clubes de várias divisões e lugares do país. 

Basta interesse para uma virada de mesa, no bom sentido.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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