Renovação ou vergonha

Este trio, mesmo fora das quadras, pode fazer a diferença para o basquete nacional

A seleção de basquete feminino do Brasil conseguiu o pior resultado desde o título mundial de 1992. Depois desta conquista, nossas representantes sempre colocaram o país, no mínimo, entre as oito melhores do mundo.

No Mundial deste ano, disputado na República Tcheca, um nono lugar deixou e muito a desejar. Boa parcela de culpa pela derrota, ainda na primeira rodada, para a Coreia. Contra o Japão, o Brasil suou e muito para vencer, nos segundos finais.

As duas equipes asiáticas possuem pouco reconhecimento no meio do basqute feminino e foram páreo duro para nossas meninas. Daí, percebe-se que a situação não está muito boa.

Há algum tempo, não conseguimos produzir grandes nomes para o basquete feminino. A pivô e veterana Alessandra continua dando sua contribuição, mas de forma limitada. Já não é a mesma, apesar de toda a garra e dedicação. Provalvelmente, o Mundial foi sua útima competição com a camisa do Brasil.

A própria Alessandra reconheceu que deve ser feito um trabalho de base mais forte, a procura de atletas altas e de qualidade.

Adrianinha, Érika e Iziane são algumas das referências que ainda persistem, mas sem grandes destaques.Em pouco tempo, atletas como essas não estarão mais em condições de dar sua contribuição. A fonte secou e não vemos muita coisa boa por vir. A ala Micaela fez falta. A jogadora ficou de fora por opção do treinador Colinas.

O próprio campeonato nacional é um dos retratos do atual momento do basquete feminino no Brasil. Uma competição sem grandes investimentos e credibilidade quase nula.

Hortência é uma figura interessante, que integra a direção do time feminino. Nela, pode ser depositada boa parte da esperança de renascimento do basquete nacional. A formação de atletas é o caminho, como em qualquer outro esporte. 20 anos passam rápido e a qualidade das futuras jogadores precisa ser foco constante.

Paula e Janete são outros nomes que possuem credibilidade no esporte nacional e sempre lutaram por um trabalho digno e de qualidade. Nelas, eu acredito na evolução.

Enquanto tal trabalho não chega, continuemos a passar vergonha, ao perder para Coreias e times que, antigamente, eram atropelados por arremessos certeiros, boas estratégias de jogo e uma defesa eficiente.

Trabalho para o espanhol Carlos Colinas e dirigentes da CBB. Está em suas mãos o futuro do basquete feminino nacional.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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