Mais cabeça, N. Júnior!

Será que dessa vez ele aprende?

Ao mesmo tempo em que faz malabarismos e jogadas de extrema habilidade, Neymar provoca a fúria de muitos por atitudes impensadas, dignas de um garoto milionário com 18 anos de idade.

Depois de se envolver em algumas polêmicas, o craque aprontou mais uma. Mandou o técnico Dorival Jr. para alguns lugares nada agradáveis depois que o comandante ordenou que Marcel cobrasse um pênalti no lugar do atacante.

O jogador mostrou grande irritação ainda em campo, desrespeitou o treinador e o capitão da equipe, Edu Dracena, que foi chamar sua atenção. Como prova de seu acesso de indignação, o habilidoso jogador resolveu não tocar mais a bola. Toda vez que a recebia, driblava e pedalava, mas nada de passes para os companheiros.

Em situações anteriores, Neymar irritou alguns adversários ao proferir chapéus quando a bola estava parada. Para mim, isso é um grande falta de respeito pelos companheiros de trabalho. Já que é tão bom de bola, que coloque os zagueiros deitados no chão para aplicar o drible, enquanto o jogo estiver em andamento. Agora, com a bola parada, é demais. Em breve, o jogador pode ser arremessado por um zagueiro descontrolado. Muitos acreditam que seria merecido.

O técnico adverário, Renê Simões, afirmou que estamos criando um monstro dentro dofutebol brasileiro. Alguém que acha que pode fazer o que quer e quando  cerceado, se enfurece e começa a dar mais uma das suas atitudes irresponsáveis. O ex-técnico da Jamaica afirmou nunca ter visto uma atitude como a de quarta em toda sua carreira dentro do futebol.

O técnico Mano Menezes condenou a atitude e mostrou preocupação, principalmente pelo fato de não ser a primeira ‘ocorrência’ registrada contra o jogador.

Falta cabeça para o garoto. Falta orientação, alguém chegar mais perto, conversar com ele de frente e conscientizá-lo sobre sua atuação, importância e papel, com ou sem a camisa do Santos. Tais atitudes não acontecem com outro jovem craque, Ganso, companheiro de Neymar. Por que será?

O mínimo que deveria ter era respeito pelos companheiros e pelo treinador.

Ontem, o jogador convocou uma coletiva de imprensa, se mostrando arrependido, pedindo desculpas. Mais uma vez, ele aprendeu da forma menos recomendada: com multa e muitas críticas. Disse que tomou uma bela bronca da mãe, que chorou muito. Jornalistas não foram autorizados a fazer perguntas durante a coletiva, que durou poucos minutos. O que mais se ouviu foram as palavras ‘perdão’ e ‘desculpa’

Acho pouco provável que o jogador tenha aprendido a lição, de uma vez por todas.

Que ele continue despertando a atenção de muitos pelo futebol habilidoso que pratica, pelos dribles e não pelas irresponsáveis atitudes. Uma atrás da outra pode render malefícios, que podem encobrir todo e qualquer talento.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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