A regularidade de Atlético e Cruzeiro

Fábio Costa falhou, mas não pode levar toda a culpa pela derrota contra o São Paulo

Depois de um primeiro tempo mostrado poucas vezes em 2010, o Atlético voltou a atuar mal na segunda etapa e saiu com mais uma derrota no Campeonato Brasileiro. Já são doze derrotas em dezenove jogos e dez rodadas seguidas na zona de rebaixamento (onze no total). Durante quase 60% da competição, o Atlético se limitou a fugir da zona e a somar pontos que o afastassem do fantasma da segunda divisão.

No primeiro tempo contra o São Paulo, a equipe de Luxemburgou demorou a entrar no jogo. Depois de 20 minutos, o time melhorou a postura, colocou a bola no chão e começou a criar oportunidades. Jataí fez um belo primeiro tempo, marcando e desarmando. Ricardinho articulava bem as jogadas pelo meio e Eron se destacava com arrancadas e velocidade. O lateral-esquerdo mostra ser uma grata surpresa, provando que a aposta do treinador foi certa. Até então, o jovem mostra mais vontade e qualidade do que os dois jogadores da posição, mais experientes e rodados.

O primeiro gol do São Paulo aconteceu em uma falha de Fábio Costa. Volta e meia, o jogador apresenta alguns erros que acabam comprometendo o resultado das partidas. Na tentativa de tirar a bola cruzada, o goleiro a jogou nos pés de Casemiro, que abriu o placar.

Ao contrário de outras oportunidades, quando sofria um gol e parava (ou continuava) de produzir, o Atlético foi para cima e conseguiu dois gols de pênalti, ambos muito bem cobrados por Obina. Nos últimos dois jogos, foram quatro gols de penalidades, todas convertidas com máxima precisão e eficiência. Não há porque outro jogador bater as próximas penalidades, caso Obina esteja em campo.

Depois de sair do primeiro tempo com 2 a 1 no placar, o Atlético voltou a mostrar o futebol cheio de espaços, falta de criatividade e dificuldade na saída de bola. Deu oportunidade para o São Paulo tocar a bola até esperar o momento certo do bote. Em mais uma falha da zaga, o tricolor empatou para, logo em seguida, virar, na falha individual de Jataí. O volante, bem no primeiro tempo, foi dominar uma bola dentro da área. No vacilo, Fernandão aproveitou e virou.

Depois disso, Luxemburgo tentou algumas mudanças, mas nada se viu de diferente na postura do time. Mendez tentou alguns chutes de fora da área, todos sem direção, mostrando nervosismo e precipitação.

Ricardinho caiu muito no segundo tempo, mais uma vez, e Diego Macedo continua com atuações abaixo da média. A dificuldade do jogador em acertar cruzamentos, fundamento obrigatório para sua posição, impressiona. Treinamento corrige tal deficiência, mas duvido que exista tal preocupação.

A ausência de jogadores como Daniel Carvalho, Zé Luís, Tardelli e Diego Souza colabora para o mau desempenho, mas time que não tem elenco não sai do lugar.

O jogo de ontem mostrou que o Atlético pode fazer boas partidas, mas que isso depende muito dos jogadores. O time continua sem mostrar um esquema, mas falhas individuais comprometem qualquer trabalho. Falhas coletivas também aconteceram aos montes, como os já citados espaços e falta de velocidade na saída de bola. O que chama a atenção é a disparidade de atuação entre um tempo e outro.

Agora é buscar três pontos fora de casa, o que muitos duvidam que possa acontecer. O ideal seria vencer em casa para ter um mínimo de tranquilidade no momento de jogar fora. A obrigação de vencer fora de casa atrapalha, principalmente pelo momento. Como se já não bastasse a má fase, chega o momento de superar tudo e todos e tentar uma inesperada boa atuação e uma vitória.

Cruzeiro

O time do técnico Cuca fez um primeiro tempo abaixo da média, com pouca movimentação e apatia. Os dois gols em três minutos foram uma ducha de água fria.

O treinador celeste não pensou muito e fez alterações ainda no intervalo, que deram muito certo.

O empate chegou em poucos minutos e a virada no final, com Farías, veio coroar uma atuação bem diferente do primeiro tempo. Roger, mais uma vez, entrou bem e deu mais dinamismo ao meio campo cruzeirense.

O time de Cuca promete muito e deve brigar pelas primeiras colocações até o final. Apesar de contar com fortes nomes individuais, como Fábio e Montillo, o forte do Cruzeiro é o esquema e o conjunto. A regularidade mostrada pela equipe pode e deve render bons frutos até dezembro.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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Uma resposta para A regularidade de Atlético e Cruzeiro

  1. BRENO MACHADO disse:

    O Problema do Galo, além da falta de volante de marcação é o condicionamento físico. Faz um bom 1º tempo e no 2º arrasta em campo e hj contra o Vasco será pior ainda com Mendez e D.Souza pesados e fora de forma e Campos e Leandro voltando de lesões. Deus ajude o Galo.

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