A culpa é de quem?

Luxemburgo não consegue dar ao time a consistência de sua carreira de anos atrás

O Atlético amarga a zona de rebaixamento por mais uma rodada. Pior que isso, é não ver evolução alguma na equipe, nos jogadores e no esquema tático. Depois de oito meses, era no mínimo de se esperar algum desenvolvimento, principalmente quando se vê no banco de reservas um técnico considerado por muitos como o melhor do Brasil.

Luxemburgo, no começo do ano, foi disputado por grandes clubes do Brasil. O Atlético pagou caro e o trouxe, depositando grandes esperanças no torcedor.

Com as atuações de Réver, Edison Mendez, Diego Souza, Obina etc, não há mais ninguém para chegar ou entrar em forma. Esse papo, agora, já não cola mais. Todos já chegaram, foram inscritos e estão em condições de colaborar.

Enquanto uns mostram mais vontade e um pouco de evolução, outros continuam inertes, sem sair do lugar. Diego Tardelli e Diego Souza não conseguem fazer jogadas e mostrar entrosamento. Chutes a gol são raros. Dizem por aí que o problema dos jogadores está bem distante dos gramados.

Erros de passes de poucos metros e muito espaço sendo dado para o adversário é visto continuamente, rodada após rodada. Falta de jogadas ensaiadas e de um mínimo de consistência no esquema tático é outra constante. Dificuldade para marcar e principalmente, de saída para o jogo é outro buraco que preocupa o mais distante dos atleticanos.

A segunda divisão se aproxima e será, que somente com a sua confirmação, algo será feito? Luxemburgo é técnico de ponta, mas definitivamente, não é mais aquele papa-títulos de alguns anos atrás.

O problema não é a falta de atletas com condições de reverter a situação. Jogadores de qualidade e que ganham muito bem para mostrar um mínimo de interesse e produtividade fazem parte do elenco.

Alexandre Kalil conversou com os jogadores, mas parece que nem isso adiantou.

A resposta para sair da situação está na ponta da língua. Trabalho, trabalho e trabalho.

Mas com a ausência de vitórias, falta confiança. Pedir motivação para quem tem a estrutura que tem e os salários pagos em dia é desnecessário. A vontade de fazer mais do que se pode deve ser obrigação. Quando se cobra por uma obrigação, é sinal de que algo não vai bem. E isso dá as caras no Atlético há algum tempo.

A solução para sair da zona deve ser pensada e repensada por Luxemburgo. Agora, cabe muito a ele e aos jogadores fazer por onde e mostrar para que vieram. Por incrível que pareça, pior do que está pode ficar sim.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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Uma resposta para A culpa é de quem?

  1. Paula Meireles disse:

    Gostei do texto!! Já o Galo…não tem mais comentários né?! rs

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