Lei de Murphy

Simon já disse que a FIFA orientou os árbitros a ficarem quietinhos sobre as mudanças tão faladas nos últimos dias...

Foi só eu elogiar a arbitragem na Copa para horas depois acontecerem dois dos piores erros na competição. A Inglaterra foi garfada com toda a força contra a Alemanha e a Argentina venceu o México com méritos, porém com um gol ilegal.

A Lei de Murphy não descansa tão cedo. Se eu tivesse ficado calado, nada disso aconteceria.

Apesar do gol ter sido reprisado no telão, o árbitro uruguaio Larrionda não validou o gol inglês. Ele até conversou com o auxiliar logo depois, mas não adiantou. Se tivesse um árbitro atrás do gol como aconteceu no belíssimo e bem-organizado campeonato carioca, o erro teria sido evitado. Se a FIFA autorizasse o recurso tecnológico então, nem se fala. Um microchip faria toda a diferença. Ou quem sabe, o uso de uma TV pelo quarto árbitro minimizasse toda essa polêmica.

Para mim, são alternativas simples e eficazes que podem fazer toda a diferença. Mas a dona FIFA parece brigar com unhas e dentes contra todas as possibilidades de mudar a regra, por menor que ela seja. A entidade máxima do futebol usa o termo ‘emoção’, para justificar a ausência de tais alternativas. Injustiça pode ser a palavra mais apropriada, como citou Tiago Leifert.

Agora imagine um país ficar de fora da Copa por causa de um erro bobo e fácil de ser corrigido, depois de quatro anos de convocações, jogos, contusões, treinos e amistosos. Isso já aconteceu e acontecerá de novo, enquanto alguma providência não for tomada.

Que os dias passem, que mais erros aconteçam, até alguém cair na real sobre o que deve ser feito. Os árbitros já foram orientados para não se manifestarem sobre erros técnicos e sobre o uso da tecnologia como opção para os próximos mundiais.

Até lá, árbitros são suspensos e punidos, quando isso podia ser evitado, através do uso da amiga tecnologia, que tanto facilita a vida de várias pessoas ao redor do mundo.

Enquanto isso, uns morrem de raiva e outros comemoram uma vitória com um gol daqueles amargos, de dar vontade de nem querer vibrar.

Anúncios

Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s