Jogo (e erro) memorável

O gol confirmado de 1966 foi muito pior que o não dado de 2010. Troco na mesma moeda.

O buraco no meio-campo da Inglaterra, bem apontado por Paulo Calçade com Gerrard muito aberto na esquerda, dando espaço para Ozil, Muller, Podolski e Schweinsteiger, facilitou e muito o trabalho da Alemanha, que mereceu a classificação. O time de Low aproveitou de forma espetacular os contra-ataques.

O craque do Liverpool costuma render mais quando joga pelo meio. Vi muito pouco dele e de Lampard nesta Copa. O mesmo vale para todo o time inglês. James foi um dos únicos que salvou. Se tivesse entrado na primeira partida, a Inglaterra poderia ter tido uma melhor colocação em seu grupo. O que dizer de Rooney?

O jogo foi digno de Copa do Mundo. A Alemanha controlava bem o jogo até o gol da Inglaterra, que fez o time de Capello crescer no final do primeiro tempo. O gol mal anulado foi uma apunhalada nas costas dos ingleses. Se o jogo ficasse empatado ali, a história poderia ser outra. Mas a Alemanha foi bem superior e acredito que sairia com a classificação, mesmo sofrendo o empate.

O erro de 2010 não compensa o erro de 1966. Mas a Inglaterra pagou na mesmíssima moeda pelo gol que ‘ganhou’ no seu único título mundial. A diferença fica para cerca de 30cm de diferença. Um verdadeiro absurdo. Bastou eu elogiar a arbitragem na Copa para uma lambança astronômica aparecer. Paciência.

A Alemanha se mostra, mais uma vez, como forte candidata para o título do Mundial. Um possível jogo contra a Argentina, já nas quartas, seria uma final antecipada. Os fortíssimos contra-ataques impressionam e podem sepultar a passagem do adversário que ousar atacar sem o cuidado necessário.

Como diz o grande Galvão, ‘é Copa do Mundo, amigo’.

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Sobre Daniel Ottoni

Desde 2011, repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Fale comigo no d.ottoni@gmail.com
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Uma resposta para Jogo (e erro) memorável

  1. Marcelo Rayel disse:

    O que foi feito com Júlio Baptista, quando no Arsenal, Alex, quando do Chelsea, ou com Elano e Robinho, campeões nacionais em 2002 e 2004 de um país penta-campeão do mundo, quando jogaram no Man. City, mostra bem como a Inglaterra enxerga futebol.

    4X1 ficou barato. Levaria de mais se a Alemanha não tivesse mudado e tirado o pé do acelerador.

    England: the English team is your hands! And it’s useless to wash it…

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