Conversas dentro de campo

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Quando entra em campo, qualquer jogador tem apenas um objetivo: dar o seu melhor e ajudar o time a sair com a vitória.

Mas conversas dentro de campo são inevitáveis durante os mais de 90 minutos de confronto entre duas equipes. Além dos pedidos de cartão, xingamentos e reclamações por uma ou outra jogada mais ríspida, muitos jogadores aproveitam as partidas para colocar, de forma rápida, o papo em dia.

Muitas partidas reservam encontros de jogadores com antigos companheiros de time. O calendário de jogos e a correria de viagens, concentração e jogos não permitem que os velhos parceiros possam se ver como gostariam. O campo, então, acaba sendo uma das poucas chances para que estes atletas conversem entre si, antes mesmo antes do apito inicial. Durante as partidas, os diálogos até chegam a acontecer, mas com uma rapidez não desejada, já que o objetivo é estar concentrado e minimizar as chances de erros.

“É mais por uma questão de socialização. Quando é possível, conversamos com respeito para saber coisas como uma falta não marcada. Mas, nada que possa nos impedir de perder a concentração dentro da partida”, relata o zagueiro Leonardo Silva, do Atlético.

Ao mesmo tempo, jogadores que não têm uma relação próxima também acabam construindo breves diálogos dentro do gramado. Para minimizar um pouco das curiosidade dos torcedores sobre os assuntos das conversas, o Bola no Barbante tentou revelar o que acontece nas quatro linhas.

Quando o teor da conversa é possível de ser revelado, arquibancadas vazias, (ou cheias) atuação do árbitro ou até mesmo de algum jogador que esteja se destacando na partida.

“Os assuntos costumam ser estes mesmos, sempre algo relacionado ao jogo em si. Quando é um amigo fora do campo, um assunto diferente destes pode até acabar aparecendo. Afinal, o tempo sem encontrá-lo pode ser longo. Mas é sempre algo rápido, para que não percamos o foco do jogo”, comenta o atacante Paulo Henrique, ex-Atlético, e hoje defendendo o Trabzonspor-TUR.

Praticando o inglês

Como o turco ainda é aprendido pelo jogador, ele tem uma boa chance de praticar o inglês, uma vez que a maioria dos jogadores com os quais ele atua, tanto a favor, como contra, não são brasileiros. “O jogador não precisa ser conhecido para que uma conversa apareça. A gente acaba conhecendo os adversários e os assuntos do jogo são inevitáveis. Aqui na Turquia eu falo menos, pois só me comunico em inglês”, lamenta o jogador.

A tentativa de alguns jogadores em ter uma conversa com o brasileiro acabou caindo por terra em alguns momentos de sua carreira no Velho Continente. “Joguei três temporadas na Holanda, uma na Bélgica e estou na minha segunda temporada na Turquia. Já aconteceu de algum adversário tentar falar alguma coisa comigo, mas eu não entendi”, brinca o atacante.

No entanto, quando as discussões ficam mais ríspidas, o conteúdo das conversas é melhor nem ser divulgado, apesar dos torcedores já terem uma boa noção do que se passa durante estes constantes bate-bocas, sejam elas em português ou qualquer outro idioma.

Mudança de hábito

Mais recentemente, qualquer conversa entre jogadores, dentro de campo, são ‘censuradas’. Com receio da constante leitura labial, que vem acontecendo com muita frequência, a maior parte dos atletas prefere colocar a mão na boca durante conversas com árbitros, adversários e até companheiros de time.

Em jogo entre Cruzeiro e Vasco da Gama, no Brasileirão de 2013, o atacante Borges, em conversa com o zagueiro Cris, pediu, de forma inocente e até provocativa, que o zagueiro ‘fosse lá e fizesse um gol’, em sua equipe. A leitura labial foi nítida sobre as palavras proferidas pelo jogador cruzeirense, que acabou sendo crucificado.

Muitos afirmaram que tratava-se de uma armação de resultado, quando, na verdade, era apenas uma conversa despretensiosa dentro de campo, sem relação com algum tipo de manipulação. A perseguição sobre o que os jogadores falam a todo momento dentro de campo acabou por ‘obrigá-los’ a evitar que as conversas sejam conhecidas por parte do público.

 

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Central Jardel aproveita boa fase como oposto

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Jardel não esconde motivação a mais por jogar em nova posição (crédito: reprodução – Facebook)

Enquanto alguns clubes da Superliga masculina de vôlei precisaram improvisar pelo fato do elenco ter número reduzido de jogadores, a UFJF também recorreu a esta alternativa, mas por outro motivo. A má fase dos opostos do time fez o técnico Chiquita ‘tirar um coelho da cartola’ ao escalar o experiente central Jardel, de 32 anos, na saída de rede.

A ideia veio do técnico Chiquita após derrota para o Montes Claros Vôlei, resultado que trouxe o oitavo revés seguido do time, em uma sequência nada favorável.

O treinador percebeu que era necessário sacudir o time com uma novidade que trouxesse um outro ritmo ao elenco. Antes de colocar Jardel como oposto, o treinador já havia feito uma outra tentativa, colocando três pontas ao mesmo tempo, sem oposto em quadra.

A eficiência de Jardel na posição mostrou a qualidade de uma das principais peças que Chiquita tem nas mãos. Os dois jogadores da posição no atual elenco são Daniel e De Paula, que não estavam rendendo o esperado.

“Após a derrota para Montes Claros, me pediram para que eu fizesse um teste. Foram apenas quatro treinos na nova posição. São bolas diferentes, mais complicadas. É preciso observar o bloqueio adversário, o ataque acontece com o oposto vindo de trás, é outra situação. A nossa parte defensiva sempre foi boa, mas faltava um melhor aproveitamento nos ataques”, comenta o jogador, com passagem pelo vôlei do Minas. Na última temporada, Jardel atuou no vôlei francês, para onde foi após sua primeira passagem pelo mesmo Juiz de Fora.

A opção de Chiquita poderia ser com qualquer jogador. Mas Jardel foi o escolhido. “A gente se conhece desde que fomos campeões brasileiros na Ulbra, em 2002.  Temos uma relação de longa data. Ele sabe do que eu sou capaz e acho que isso pesou. Não nego que sempre tive vontade de jogar em uma outra posição. Está sendo uma motivação a mais para mim. Estou tendo um bom aproveitamento e espera que isso seja mantido”, destaca.

Uma das mudanças que Jardel precisa se adaptar é com o físico, uma vez que está em quadra por mais tempo. “Os centrais saem, no meio do jogo, para fazer o revezamento com o líbero. Com o oposto, não tem isso. Estou focando bem nesta parte para suportar bem todo o período de jogo, sem estes descansos”, lembra.

Começo arrasador superou expectativas

Nas duas primeiras partidas do jogador na nova posição, uma surpresa mais do que positiva. Ele terminou o jogo contra o Vivo-Minas, fora de casa, na última terça, como o segundo maior pontuador da UFJF. O encontro marcou, ainda, um triunfo do time da Zona da Mata após oito derrotas seguidas.

Na partida seguinte, em casa, contra o Funvic-Taubaté-SP, Jardel terminou o jogo como maior pontuador do time, que terminou com a segunda vitória seguida dos mineiros. Apesar de estar indo bem, a média de pontos do atleta não mudou muito, até por ele ser um jogador que sempre foi muito acionado pelos levantadores.

“Não imaginava que seria um começo assim. Eu sempre fui um central que ataca bastante, mas como oposto é diferente. Na hora que o ‘bicho pega’, é preciso definir. Nessa hora, conta a técnica, a coragem e o mais importante: o coração”, salienta, deixando claro uma mudança de responsabilidade de sua função dentro de quadra.

Enquanto os centrais costumam ser acionados, em grande parte, quando o passe chega perfeito na mão do levantador, com o oposto, a situação é diferente. É dele a responsabilidade de colocar no chão as bolas difíceis, em momentos complicados da partida. Sua missão é de virar as jogadas, que comecem com passes bons ou ruins. “Muitas vezes você tem, pela frente, um bloqueio duplo o triplo. Se falar que não estou gostando, estou mentindo. Com o oposto, você precisa ter mais equilíbrio, não dá pra encarar o bloqueio a todo momento. É bom até para abrir mais portas na carreira”, indica Jardel.

Na carreira de jogador, ele havia atuado como oposto somente em um campeonato brasileiro de seleções, quando defendeu o Rio de Janeiro. Como o time tinha
três centrais de bom nível, o treinador na época preferiu deslocar Jardel para a saída de rede, para ter uma maior qualidade dentro de quadra. “Tirando essa situação, joguei de oposto somente na praia, brincando. Nada além disso”, garante.

Resultados trazem importante motivação

Mesmo com o duplo triunfo nas últimas rodadas, a UFJF segue na lanterna do campeonato, mas, agora, com melhores condições de sair da ingrata posição na tabela de classificação.

Como já dizia o ditado, ‘em time que está ganhando não se mexe’. Por isso, a tendência é que Jardel continue jogando como oposto. A presença do jogador em nova posição também abriu espaço para Ninão, central que, antes da novidade, lutava por uma vaga no time. Muito mais do que o companheiro, todo o time agradece pelo novo ânimo que Jardel trouxe.

“Vejo uma dedicação muito grande do grupo nos treinamentos. Infelizmente, não estávamos conseguindo transferir isso para o jogo. Agora vejo uma equipe mais confiante e corajosa. Espero que possamos continuar assim. Precisamos de muito trabalho e também de humildade para entender que, se não dermos continuidade nas vitórias, de nada adiantará para sairmos desta situação delicada”, esclarece.

 

 

 

 

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Judoca do Minas divide atenção entre o tatame e os estúdios

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Luana Pinheiro afirma que prefere dar mais atenção à sua carreira esportiva (crédito: arquivo pessoal)

O suor e o cansaço visíveis no rosto da judoca Luana Pinheiro, de 21 anos, da equipe Belo Dente-Minas, não evitam que a beleza da atleta deixe de transparecer a cada movimento. A paraibana de João Pessoa, que chegou à Belo Horizonte há apenas três anos, foca na constante evolução dentro dos tatames, mas não deixa de aproveitar as vantagens de seus traços para mostrar talento como modelo.

Sempre que pode, Luana faz trabalhos marcas de roupa. “Isso acontece, principalmente, quando eu estou de férias em minha cidade. Por lá, tenho mais contatos e os trabalhos aparecem com mais frequência, até pela presença da praia. Normalmente, são marcas de biquini. Aqui em Minas, uma vez ou outra, eu sou convidada para fazer algo dentro de estúdio”, confirma a judoca, tímida com as palavras, mas solta e determinada com o quimono.

Sua trajetória como modelo teve início com 14 anos. Incentivado por amigas e conhecidas de sua mãe, ela se inscreveu para testes para o Paraíba Fashion Week. “Fui passando de fases, mas chegou uma hora em que a altura das concorrentes fez a diferença. Fiquei pelo caminho. Mas, depois, entraram em contato comigo porque os dados ficaram registrados. Aí foi que tudo começou”, lembra Luana.

O pai, ciumento, prefere não se envolver nos trabalhos fora dos tatames. “Ele não gosta nem de ver. Já minha mãe é mais presente, sempre me acompanhou nos testes e ensaios. Gosto muito, mas não é algo que planejo. Deixo acontecer naturalmente”, admite.

Nos estúdio, Luana diz que, no começo, sempre costuma ter dificuldades para se soltar. “No começo, fico tímida, mas o pessoal da produção conversa comigo e passa tranquilidade. Aos poucos, vou me soltando e as coisas acontecem espontaneamente. É legal ter essa oportunidade. Mas, ás vezes, treinos e viagens por causa do judô, impedem”, comenta.

Foco maior nos tatames

Luana garante que se sente à vontade nas duas tarefas, que lhe dão muito prazer. No entanto, o foco maior é na sua atividade profissional e em posições de destaque, que possam dar a ele resultados de expressão e presença em importantes campeonatos.

Seus compromissos, neste ano, começam com o Troféu Brasil, que vaga vale para a seletiva olímpica. Além disso, o Campeonato Mineiro pode render presença no Campeonato Brasileiro dentro de sua categoria (até 52kg). “Minha inspiração para evoluir sou eu mesma. Sei que tenho potencial para melhorar e é nisso que penso todos os dias. Tenho o sonho de disputar uma Olimpíada. Se não for no Rio de Janeiro, em 2016, que seja na próxima. Ainda estarei jovem”, revela a nordestina.

A maior barreira para a vaga na Cidade Maravilhosa é a companheira de clube Érika Miranda, que está na mesma categoria. “Ela é mais rodada e experiente, já participou de mais campeonatos importantes e conseguiu melhores resultados. Sei das dificuldades, mas não vou desistir até o final”, garante a judoca.

 Começo no judô teve incentivo dos pais

O mesmo pai que se mostra avesso ao trabalho da filha como modelo foi o responsável pelo seu começo nos tatames. Professor de judô casado com uma professora do mesmo esporte, ele influenciou diretamente Luana Pinheiro a começar a vida dentro da modalidade. “Eu ia acompanhar as aulas deles quando eu tinha apenas dois anos. Era mais de brincadeira. vestia o quimono para ficar correndo e estar perto dele. Aos poucos, fui me envolvendo mais”, recorda a judoca.

Apesar dos bons resultados pelo Estado, a estrutura vivida por Luana na Paraíba era bem diferente. “Na academia, que era do governo, não tinha obrigação de comparecimento. Eu ia para acompanhar meu pai. Quando ele não ia, eu faltava. Foi em um campeonato brasileiro que o Minas me viu e convidou, após eu vencer uma atleta do clube”, orgulha-se.

Depois de chegar ao Minas, há três anos, a evolução foi nítida e rápida. “Melhorei demais. O Floriano de Almeida, nosso treinador, me ajudou muito. Aqui no clube tenho toda a estrutura que não tinha por lá, com nutricionista, médicos e academia. A atenção é outra. No começo, senti muito o desgaste, mas hoje já estou acostumada. O Minas pode ser fundamental no meu crescimento e em futuros bons resultados”, revela Luana.

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Diálogo com árbitros brasileiros são cada vez mais restritos

Existe uma expressão que afirma que ‘é conversando que se entende’. A frase é verdadeira e, certamente, ajuda para entendimentos e bom-senso em diversas esferas da vida. No entanto, no futebol, essa regra tem se mostrado ausente, principalmente na relação entre jogadores e árbitros.

Não são poucas as vezes onde a tensão pode ser vista e sentida de longe. Basta uma marcação duvidosa para que vários jogadores cerquem o comandante da partida. Neste momento, o juiz precisa ter auto-controle e pulso firme para manter a situação dentro da normalidade. 

Em algumas situações, o árbitro prefere se afastar, enquanto outros respondem os jogadores com palavras de ordem ou até mesmo com cartões, afim de acalmar os ânimos.

Na súmula, dependendo da situação, o árbitro chega a relatar as palavras de baixo calão proferidas pelos jogadores, talvez com o intuito de que estes sejam punidos por sua atitude. No entanto, o mesmo ‘nível’ de argumentação também pode ser usado pelos árbitros e nenhum sanção sobre isso costuma acontecer. 

No ano passado, o árbitro Alício Pena Júnior foi acusado, pelo zagueiro Chicão, do Flamengo, de se comportar de maneira indevida durante o jogo contra o São Paulo.

Desde o início do jogo ele me xingou. É complicado pegar um árbitro que chama o time do Flamengo de fraco, que manda a gente ‘chupar’ porque o São Paulo está ganhando”, afirmou o jogador.

O zagueiro Réver, do Atlético-MG, condena a postura adotada por alguns árbitros, mas também aponta para a conversa mais tranquila que existe com alguns. “A abertura costuma existir. Como capitão, tenho a função de conversar com os árbitros. Alguns não gostam de papo, mas a maioria faz bem este papel”, destaca. 

A maneira como se dá a conversa, tanto verbal como gestual, pode interferir diretamente no andamento da situação. “O jogador não pode perder a noção e gesticular, reclamando de forma acintosa. O diálogo é sempre importante”, indica.

A agressividade costuma ser frequente e impede que um mínimo de entendimento aconteça durante uma partida de futebol. “Normalmente, eles pedem para que a gente não fale nada, não deixem que nem argumentemos algo. Apenas alguns árbitros dão abertura”, lamenta o volante Marcelo Rosa, do América-MG.

Uma realidade bastante distinta acontece no rugby, esporte de mais contato, mas com uma educação exemplar quando o assunto é a relação entre árbitros e jogadores. Os juízes, assim como no vôlei, se comunicam única e exclusivamente com os capitães, de forma sucinta e objetivo, justificando o motivo de determinada marcação. Em quase a totalidade das vezes, os capitães mostram entender a situação e respeitar a decisão tomada, tendo liberdade para argumentar e tentar compreender a escolha.

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Jovens do Sada-Funec-Contagem mostram qualidade e talento na campanha da Superliga B

 

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Jovens do Sada tiveram destaque na base da seleção brasileira (crédito: João Godinho)

Um time que foi montado para dar experiência aos seus jovens jogadores vem dando mostras de que a intenção vai muito além de aproveitar as oportunidades que aparecem no começo de carreira. O Sada-Funec-Contagem mostra a qualidade da base celeste na Superliga B, ao vencer os três primeiros jogos e assumir a liderança da competição que dá uma vaga na elite do vôlei nacional. O começo arrasador surpreendeu os próprios jogadores, que mostram totais condições de assumir posição no time adultos em pouco tempo.

“Para ser sincero, não esperava isso tudo. Claro que sempre entramos para tentar jogar bem e vencer, mas superou as expectativas de um começo de campeonato. Isso é fruto do trabalho que fazemos todos os dias, queremos ainda mais e estamos muito satisfeitos”, afirma o central Éder Levi, capitão do time.

Levi é apenas um dos jogadores do time que tem boa passagem pelas seleções de base do Brasil. Além dele, reúnem convocações e destaques pelo time verde-amarelo o oposto Alan, os pontas Kadu e Leozinho, além do líbero Kachel, o mais velho do elenco. O talento já rendeu, também, algumas oportunidades no time adulto, experiência que só ajudou na evolução dos atletas.

Os motivos do sucesso são vários e possuem papel igual no crescimento dos jovens.  “Temos uma estrutura fantástica totalmente voltada para o voleibol.  A filosofia de trabalho é também um ponto muito especial. O Marcelo Mendez, treinador da equipe adulta, está envolvido com o trabalho de base, e isso nos ajuda muito. Procuramos desenvolver uma filosofia de trabalho e de jogo nos moldes da nossa equipe adulta. A comissão técnica do adulto é a mesma comissão técnica da base, o que facilita muito a integração do trabalho”, comenta o técnico Henrique Furtado.

Destaque entre os grandes

A Superliga B mostra ser competitiva, contando com equipes experientes, formadas com o intuito final de conseguir a desejada vaga. Mesmo diante de elencos fortes, como foi o caso do São José dos Campos-SP, adversário da estreia, a molecada cruzeirense não se intimidou. A vitória no jogo de abertura, diante dos paulistas, semifinalistas da edição do ano passado, deixou claro o potencial do grupo que o técnico Henrique Furtado tem nas mãos. “É preciso pensar em grandes conquistas, sonhar e trabalhar para alcançá-las. Mas acredito que, para atingir um objetivo tão difícil, é necessário pensar jogo a jogo, ponto a ponto, trabalhar muito para seguir melhorando”, destaca Furtado.

O entrosamento de dois anos é fator de grande valia nos últimos resultados. “Temos uma amizade muito bacana fora de quadra e isso se reflete dentro das quatro linhas. Antes, treinávamos separados do infanto, mas agora estamos mais próximos e esse contato tem sido muito bom. Alguns jogadores, como eu e Alan, temos uma responsabilidade maior por termos jogado na seleção. Mas levamos isso na boa. O aprendizado e a troca de experiência é mútua”, destaca Levi.

Vitórias geram maior visibilidade

Os bons resultados até aqui deixam o elenco contente, mesmo sabendo que os próximos desafios serão maiores. “Com as vitórias, ganhamos visibilidade. Acho que colocamos uma ‘pulga’ atrás da orelha dos adversários, que entrarão mais espertos contra a gente. Temos que pensar no jogo a jogo. Se a fase final vier ótimo. Nossa missão é fazer o nosso”, detalha Levi. Os quatro mais bem classificados dos oito participantes passam para as semifinais, que acontecem em melhor de três jogos. A fase de classificação terá jogos de turno e returno, todos contra todos.

Mesmo sem a chance de subir para a Superliga – o regulamento da competição não permite ao mesmo clube ter dois times -, o Sada-Funec-Contagem já deu mostras de sua capacidade, tanto no adulto, como na base. Os títulos na base evidenciam o trabalho de qualidade do time estrelado, deixando claro que um futuro promissor é aguardado. A geração futura, em pouco tempo, estará dando mostras de seu talento e do potencial formados que a equipe do Barro Preto realiza há algumas temporadas. A comprovação virá em questão de tempo.

Força do grupo faz a diferença

Um dos resultados mais importantes neste começo de Superliga B veio em um clássico nacional contra o Sesi-SP, pela terceira rodada. O time paulista é um adversário de peso do Sada Cruzeiro na Superliga e a história se repete na base. No ano passado, o time mineiro venceu a Taça Paraná, desbancando os paulistanos na decisão. O torneio no sul do país é considerado o mais importante quando o assunto são jovens jogadores.

O desejo de revanche do Sesi-SP não se concretizou, apesar do Sada-Funec-Contagem ter entrado com desfalques. O ponta Kadu e o levantador Lucas Salim não puderam jogar, pois estavam com o time principal em Maringá-PR para a disputa da Copa Brasil.

Jonatas e Cachopa  deram conta do recado e não fizeram o Sada sentir falta de duas de suas referências. “Todos os jogadores têm um papel  importante na nossa equipe. Todos eles estão num nível muito parecido, com condições de jogar bem e ajudar o grupo. Iremos passar por muitas situações de dificuldade no restante do campeonato, mas temos condições de superá-las”, analisa o técnico Henrique Furtado.

Com boas atuações, os dois ajudaram na vitória que manteve o time na liderança, mostrando ao adversário direto que muito trabalho será necessário para que incomodar o time celeste.

 

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Chega de cai-cai

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Casos de simulações são constantes durante a temporada do futebol brasileiro (crédito: Washington Alves – VIPCOMM)

Ao invés de aceitar a perda da bola, muitos preferem tentar ‘cavar’ uma falta, postura criticada por ir contra as regras do ‘fair play’. Em outros casos, os atletas preferem cair e tentar enganar a arbitragem, mesmo quando o lance poderia receber continuidade.

Enquanto no Brasil a conduta ainda é combatida, fora dele não existe espaço para tal atitude. Neymar, antes de confirmar sua transferência do Santos para o Barcelona, teve especulada sua presença na Inglaterra. Parte da mídia local não tardou a se mostrar contra a ideia da presença de um ‘mergulhador’ pelos campos britânicos.

O brasileiro tem fama de jogador que se jogar e simular faltas. Isso faz parte da mentalidade do futebol brasileiro. Na Europa os juízes punem isso com rigor e acho certo”, comenta o zagueiro Leandro Almeida, que atuou entre 2009 e 2012 pelo Dínamo de Kiev.

Enquanto fora do Brasil, tal situação é rara, por aqui não faltam episódios para ilustrar a fama. E se engana quem pensa que os episódios são exclusivos de atacantes. Durante o jogo entre Botafogo e Grêmio, pela atual edição do Campeonato Brasileiro, no Rio de Janeiro, o zagueiro Dória, do time da casa, dividiu bola com o atacante Kléber.

Dória levou a pior e ficou estendido no gramado, se contorcendo por vários segundos. Parecia algo sério. Parecia, até o momento em que o árbitro da partida deu, ao jogador gremista, o segundo cartão amarelo, expulsando-o. Sem pudor algum, Dória, assim que o cartão vermelho foi dado, levantou-se e voltou para a defesa.

No intervalo de um dos jogos do Atlético no Brasileirão, o goleiro Victor também protestou sobre a recorrente atitude. “Jogador brasileiro não se cansa de fazer isso. Enquanto não existirem punições, ele vão continuar fazendo isso. É preciso dar um basta”, protestou um dos herois do título da Libertadores. A orientação dada aos árbitros é de mostrar cartão amarelo nas tentativas de simulações. No entanto, em algumas delas, os juízes ainda caem nesta perversa prova de malandragem.

Outros tempos

A tentativa dos jogadores brasileiros de tentar ludibriar a arbitragem ganha, hoje, maior exposição, pela força da mídia. No entanto, a mania vem de outros tempos. “Para mim, isso é invenção da imprensa. A maiores dos jogadores que cai, é atacante e velocista. Qualquer esbarrão faz a diferença para a queda”, mostra Palhinha, ex-meia de Atlético e Cruzeiro, dando o exemplo de Neymar como maior prova.

O jogador do Barcelona, inclusive, parece ter aprendido, na Espanha, importante lição. Seus lances de simulação diminuíram consideravelmente e as faltas recebidas têm sido mais aceitas pelo jogador, que parece ter compreendido a diferença entre jogar dentro e fora do Brasil, incluindo aí a condenação da torcida com suas atitudes.

Palhinha garante que tal fato acontecia também em sua época de jogador. “Quando o Pelé fazia isso, era chamado de gênio. Hoje, o jogador é criticado e punido. Isso vai muito da malícia do jogador. Em alguns lances, eles tentam aproveitar para cavar uma falta e ganhar vantagem”, analisa.

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O mestre Divino

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Da Guia lembrou de sua época de jogador em rápida passagem por Belo Horizonte (crédito: Ana Renno)

Ademir da Guia foi um dos gigantes do futebol brasileiro. Armador, cansou de encantar a torcida do Palmeiras, clube que defendeu por longos e inesquecíveis 16 anos. Sua categoria era admirada até por torcedores rivais. Os mais velhos lembram das jogadas de Ademir com grande admiração, deixando clara uma nostalgia de um tempo bom que não volta mais. Não foi à toa que Ademir ganhou, na sua época de jogador, o apelido de ‘Divino’. Os cabelos louros o identificavam facilmente em campo. Mas, não mais do que seu futebol vistosoe imponente.

No final de 2013, Ademir esteve em Belo Horizonte a convite de torcedores palmeirenses que residem em Belo Horizonte. Juntos, eles acompanharam um dos jogos do time paulistano pela série B ao lado do maior ídolo do clube. “Mesmo na segunda divisão, sentimos o entusiasmo da torcida. Agora, é pensar no ano que vem, espero que o Palmeiras esteja bem. A torcida vai marcar presença, tenho certeza. É muito bom sentir esse carinho de perto, até de moças e jovens que não me viram jogar”, comemora o ex-jogador.

Ciente dos problemas financeiras do Palmeiras, Ademir mostra confiança em um 2014 com resultados positivos dentro da elite do futebol nacional. Para ele, será um ano de reestruturação. “Será preciso testar o time no Paulista e ver quais são as carências. O problema é que hoje as contratações são muito caras. O jogador brasileiro tem preferido ir para o exterior muitas vezes”, lamenta, mostrando a diferença que existe de hoje para sua época, quando todos os craques do futebol brasileiro atuavam por times do país. 

Uma das maiores dúvidas do Palmeiras para o próximo ano é sobre a permanência ou não do técnico Gílson Kleina. Nem a vitoriosa campanha na série B assegura o comandante. “Eu sempre acreditei que o técnico campeão tem que continuar. Mas precisamos saber o que se passa na cabeça do diretor (José Carlos) Brunoro.

Uma das maiores decepções na carreira de Da Guia foi ter atuado pouco pela seleção brasileira. Mesmo desfilando seu talento pelos campos do Brasil, as convocações para o escreve canarinho foram poucas, apenas 14. Sua contribuição pela seleção brasileira poderia ter sido muito maior além do único jogo na Copa do Mundo de 1974, quando atuou no último jogo, na disputa de 3º lugar contra a Polônia. “Eu não tive chance na seleção. Quando o Zagallo me tirou e colocou o Mirandinha, que era o centroavante, ele colocou pra ganhar o jogo, mas acabou perdendo a partida. Mas foi um presente de Deus eu ter participado e ter entrado no último jogo. Nunca critiquei o Zagallo, só acho que eu merecia jogar mais. Mas grandes jogadores ficam de fora da seleção, o Dirceu Lopes é apenas um deles”, recorda Ademir.

A qualidade e o talento parecem que estão no sangue. Ademir era filho de outro gênio do futebol brasileiro, o zagueiro Domingos da Guia. A responsabilidade de manter a tradição da família agora está com o filho de Ademir, conhecido como Ademirzinho. “Ele está bem, mas já está com 23 anos.

O problema dele é que ele jogou muito salão, falta um pouco de noção de posicionamento. Eu falo com ele, mas o pai, nestas horas, faz pouca diferença”, comenta.

Sobre a pressão que o filho pode sentir por carregar um sobrenome de tanto peso, Ademir desconversa. “Isso não acontece comigo. Para mim, foi muito mais difícil. Futebol é um jogo coletivo e você precisa ter um colega que dê um passe legal e jogue bem”, comenta.

 

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